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Contra a Memória Maldita de 1964: Fora Militares! Da Política e Das Ruas!

category brazil/guyana/suriname/fguiana | história | opinião / análise author Dienstag März 31, 2020 16:10author by CAB - CABauthor email tucum at autistici dot org Report this post to the editors

No dia primeiro de abril, dia da mentira (31 de março para os golpistas), há exatos 56 anos, forças militares ligadas ao empresariado brasileiro, ao imperialismo e aos setores mais reacionários da classe dominante operaram um golpe militar que jogaria o país numa longa noite de escuridão.
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No dia primeiro de abril, dia da mentira (31 de março para os golpistas), há exatos 56 anos, forças militares ligadas ao empresariado brasileiro, ao imperialismo e aos setores mais reacionários da classe dominante operaram um golpe militar que jogaria o país numa longa noite de escuridão.

O golpe militar foi preparado anos antes, com recursos de duas instituições golpistas, o IPES e o IBAD, que com apoio explícito das agências de inteligência norte-americana, estimularam uma campanha de desestabilização do governo João Goulart. Para isso, atiçaram e financiaram as “Marchas da Família, com Deus e pela liberdade”, jogando parte da classe-média no colo da reação e do anticomunismo. Com o discurso alarmista (e mentiroso) de que o país vivia sob a ameaça do “comunismo”, organizaram campanhas que tinham como objetivo derrotar o bloco nacional-reformista representado por Jango e as demandas de parte da população brasileira, que exigia apenas reformas populares e mudanças sociais na profunda desigualdade social do país. O golpe representou o fim da conciliação de classes, formalizado na derrota do populismo de Jango e a evidência de que as classes dominantes brasileiras, periféricas e dependentes jamais admitiriam que os/as de baixo recebessem algumas migalhas que caíam da mesa.

Como sempre, a classe dominante brasileira, recorrendo às mentiras, à ignorância de um setor da classe-média, ao reacionário alto comando militar e à sanha da burguesia em aumentar a exploração sobre o povo, recorreu ao porrete para silenciar os movimentos organizados dos sindicatos, dos estudantes, dos camponeses e lutadores/as sociais. Assim, se generalizou a tortura, as prisões, os assassinatos, os estupros nos quartéis, as ocultações de cadáver pelos “honrados” militares brasileiros e as agências de repressão. Um desses canalhas era o torturador e bandido Brilhante Ustra, o ídolo do atual presidente Jair Bolsonaro. Depois de 21 anos de ditadura, aumentaram a pobreza, a desigualdade social e o salário dos trabalhadores foi achatado. A classe dominante afogou a luta popular com sangue, mesmo com a valente rebeldia dos sindicatos, das organizações de luta armada e do movimento popular em geral.

Hoje, a natureza perversa do Estado, trocou de uniforme. Em meio a democracia burguesa, um democracia esta que não serve para resolver os problemas de nosso povo, os militares financiam politicamente o presidente Bolsonaro. Um presidente que se nega a cumprir as resoluções da OMS, odeia a ciência e não se importa com o destino e saúde de seu povo. Em nota deplorável, abjeta, o alto comando militar, em publicação do dia 30 de março, chama o golpe e a ditadura militar de “movimento de 64”. Invertendo a realidade, afirmam que o “movimento” reforçou a democracia, quando na realidade, a censura, a tortura, o arbítrio e o terrorismo de Estado foram práticas comuns dentro e fora dos quartéis. Pagamos um preço muito alto por não termos punido todos os envolvidos com a ditadura militar brasileira e o golpe que a precedeu. Temos, então, uma democracia burguesa repleta de práticas ditatoriais e com viúvas da ditadura fazendo política hoje, vivos e livres, comemorando, tal como Bolsonaro e Mourão, o podre regime inaugurado em 1964. Um dos resultados dessa ausência de acerto de contas é aceitar um presidente lunático que hoje ameaça assassinar seu povo, desprezando a pandemia do corona vírus, e é um fã declarado da ditadura militar brasileira. Mesmo presidente que, apoiado pela burguesia mais inescrupulosa, rodeado de militares e políticos de extrema-direita, convocou no dia 15 de março manifestações que solicitavam um novo golpe militar, e em entrevista, quando perguntado se daria um golpe, disse que “quem quer dar um golpe não avisa”.

Que o povo não se engane! Quem fala em intervenção militar, ditadura ou militares na rua fala em repetir práticas da ditadura pra silenciar o povo e fazê-lo passar fome. Por isso dizemos bem alto: Fora militares! Da política e das ruas! Não esquecer! Jamais Perdoar!

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