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Mais 6 lançamentos da Biblioteca Virtual Faísca!

category internacional | movimento anarquista | news report author Mittwoch September 30, 2009 18:08author by Faísca Publicações Libertáriasauthor email faisca at riseup dot net Report this post to the editors

Dando continuidade ao seu projeto de lançamento de livros on-line, a Faísca Publicações apresenta seis novos lançamentos. Abaixo, enviamos um breve comentário de cada um dos lançamentos.
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Mais 6 lançamentos da Biblioteca Virtual Faísca!


Dando continuidade ao seu projeto de lançamento de livros on-line, a Faísca Publicações apresenta seis novos lançamentos.

São eles:

SOBRE A POLÍTICA DE ALIANÇAS
Problemas em torno da construção de um pólo libertário de luta

José Antonio Gutiérrez Danton

DA PERIFERIA PARA O CENTRO
Sujeito Revolucionário e Transformação Social

Felipe Corrêa

REVOLUÇÃO CUBANA
Mais à esquerda que o Castrismo

Júnior Bellé

POLÍTICA ANARQUISTA E AÇÃO DIRETA
Rob Sparrow

DE MOVIMENTO A PARTIDO POLÍTICO
Notas sobre alguns Movimentos Verdes Europeus

Janet Biehl

EM TORNO DA VIGÊNCIA DO SOCIALISMO LIBERTÁRIO
DEFINIÇÕES DE UM COMPANHEIRO

Gerardo Gatti

Para ver e baixar os livros, acesse:
http://www.alquimidia.org/faisca/index.php?mod=pagina&id=3905

Abaixo, enviamos um breve comentário de cada um dos lançamentos.

SOBRE A POLÍTICA DE ALIANÇAS
Problemas em torno da construção de um pólo libertário de luta

José Antonio Gutiérrez Danton

O assunto das alianças em raras vezes recebe a devida atenção nos meios libertários. Como muitos outros aspectos ainda insuficientes em nosso movimento, as alianças são algo que ocorrem ou não ocorrem, deixando em raras vezes o registro do porquê foram tomadas certas decisões e não outras. Acontece que as gerações militantes mais novas se vêem forçadas a deixarem-se guiar por suas próprias intuições quando se trata desta questão. Isso aconteceu em diversos momentos, e com base nestas experiências, que foram boas e más, o autor expõe algumas conclusões a partir da sua história de militância.

DA PERIFERIA PARA O CENTRO
Sujeito Revolucionário e Transformação Social

Felipe Corrêa

O presente artigo foi escrito como apresentação para o livro "A Concepção Libertária da Transformação Social Revolucionária" de Rudolf de Jong. Ele trata do nascimento do anarquismo no contexto da AIT, das relações “centro-periferia” que dão base primeiramente para uma análise da sociedade presente e, depois, oferecem um modelo para atuação. Utilizando como base o conceito das relações centro periferia, claramente inspirado naquilo que Bakunin preconizava quando dizia “da circunferência ao centro”, o autor discute as concepções de sujeito revolucionário e as propostas de transformação social, comparando anarquismo e marxismo. Ao final, propõe um modelo estratégico que se basearia neste caminho, “da periferia ao centro”.

REVOLUÇÃO CUBANA
Mais à esquerda que o Castrismo

Júnior Bellé

Em 1º de janeiro de 2009 completou-se 50 anos da Revolução Cubana. Neste mesmo dia, em 1959, Fidel Castro destronou Fulgencio Bastista e tornou-se o novo ditador da ilha. Este artigo trata das histórias desta revolução, dos seus heróis e vilões. Júnior Bellé realiza uma análise crítica, a partir do campo da própria esquerda, do que foi o processo revolucionário cubano e como diversas forças revolucionárias – dentre elas o anarquismo – cuja atuação no âmbito da revolução foi significativa, terminaram traídas em nome da defesa da revolução. Octavio Alberola, que teve participação na revolução, afirmaria anos mais tarde, em uma frase que inicia o artigo de Bellé: “Uma mudança política que apenas coloque as mesmas estruturas a serviço de um novo grupo social, de um partido ou de um chefe não muda para o trabalhador sua condição de explorado, e para o cidadão sua condição de dominado. Uma mudança como esta não é uma revolução social, a menos que se entenda como tal uma simples substituição de governantes através de um golpe de Estado ou de uma insurreição armada. E foi isso que aconteceu em Cuba: Bastista foi substituído por Castro. E para consolidar sua hegemonia e perpetuar-se no poder, Castro serviu-se de um pretexto ideológico, a ‘revolução’ marxista, identificando esta com a sua pessoa e vice-versa.”

POLÍTICA ANARQUISTA E AÇÃO DIRETA
Rob Sparrow

“Política Anarquista e Ação Direta” parece ter como pano de fundo as discussões internas ao universo anarquista, particularmente aquelas que buscam distinguir um anarquismo social, voltado para a transformação revolucionária, de um anarquismo individualista, principista e purista que, em nome de dogmas e compreensões quase que religiosas da ideologia, restringe-se à inação. É neste mesmo contexto que o autor discute os meios e fins tentando trazer uma reflexão estratégica acerca do caminho a seguir e dos objetivos pretendidos. O que ele tenta mostrar é que o principismo e o purismo daquele anarquismo “que não se mistura com os outros” não permitem a construção de uma tática (um caminho) que aponte para um objetivo estratégico (neste caso, a revolução social). Além disso, o artigo também tenta trazer esta reflexão estratégica às pessoas que acreditam que não há necessidade de ações que sejam coordenadas e organizadas entre si. Sabemos que para terem efeito, as ações devem ser bem refletidas e estarem dentro de um contexto mais amplo de planejamento e organização. O texto contribui também ao conceituar a ação direta e relacioná-la com uma retomada de poder pelas próprias pessoas que dela participam, o que a liga com o que alguns chamam de construção do poder popular. Neste sentido, parece-nos que a concepção do autor acerca do poder esteja correta, não o considerando o domínio, mas um espaço político de disputa entre forças sociais distintas. Neste caso, a prática da ação direta popular daria ao povo o poder que dele vem sendo usurpado pela classe dominante desde sempre. Contribui ainda ao criar uma distinção entre a ação direta e as “ações simbólicas” e “ações morais”. Ao final contribui com reflexões relevantes sobre a relação entre militantes com a polícia e com a mídia.

DE MOVIMENTO A PARTIDO POLÍTICO
Notas sobre alguns Movimentos Verdes Europeus

Janet Biehl

Este artigo é relevante, pois discute a trajetória política dos partidos verdes em diversas localidades da Europa, particularmente na Alemanha. É incrível a similaridade entre a proposta dos verdes – fundamentalmente a dos alemães, que era a mais radical – e a proposta de constituição do PT no Brasil. Tanto os verdes, quanto o PT, acreditaram que era possível sustentar o campo parlamentar como “mais um campo de luta”, juntamente com as lutas populares de massa. Similarmente, movimentos populares de base, ao considerarem o Estado um campo importante de luta, entraram em sua máquina e, aos poucos, sua política institucional transformou-os, fazendo com que perdessem suas bases, sua combatividade e sua capacidade de mudança.

EM TORNO DA VIGÊNCIA DO SOCIALISMO LIBERTÁRIO
DEFINIÇÕES DE UM COMPANHEIRO

Gerardo Gatti

Militante exemplar da Federação Anarquista Uruguaia (FAU), Gatti morreu vítima do regime ditatorial instalado em seu país e contra o qual lutou, com armas em mãos. Nestes dois breves artigos, o militante uruguaio discute o socialismo libertário e os companheiros de luta. Em suas próprias palavras, lemos: “Reafirmamos nesse repensar o sentido humanista, a reivindicação e o exercício pleno da liberdade que significa o autêntico socialismo.” E continua no outro artigo: “Mas já aprendemos que, às vezes, as denominações são enganosas. Por isso não nos dedicamos a pregar etiquetas na luta dos oprimidos. Pode haver gente que, denominando-se de maneira parecida, não saiba bem o que quer, e há também quem, com outro nome, ou às vezes até sem saber dar um nome, busca o mesmo. A todos os que lutam por estes ideais, sem mesquinharias, à sua maneira e em sua medida, chamamos companheiros.”

Veja e baixe os livros em:
http://www.alquimidia.org/faisca/index.php?mod=pagina&id=3905


Faísca Publicações Libertárias
www.editorafaisca.net
faisca@riseup.net
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George Floyd: one death too many in the “land of the free”

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Apresentamos tradução de texto da Comissão Internacional da União Comunista Libertária, da França, sobre a situação de Belarus.
"Durante 26 anos, Lukashenko governou este país da ex-esfera soviética com mão de ferro, mantendo o sistema econômico e burocrático resultante da organização soviética, com sua repressão política permanente através de um estado policial onipresente, perseguindo oponentes e reprimindo duramente qualquer protesto. No entanto, esta enésima eleição com um resultado conhecido de antemão parece ter levado as classes populares bielorrussas ao seu limite. Desde a noite de 9 de agosto, o país vem sendo abalado por enormes protestos populares, que foram amplificados por uma onda de greves sem precedente no país."

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“O primeiro de maio tem que ser um símbolo de solidariedade internacional, de solidariedade não limitada aos marcos do estado nacional que sempre corresponde aos interesses das minorias privilegiadas do país. Entre os milhões de trabalhadores e trabalhadoras que aguentam o jugo da escravidão, existe uma unidade de interesses, independentemente da língua que as pessoas falam e da bandeira sob a qual nasceram. Porém, entre os/as exploradores/as e os/as explorados/as do mesmo país, existe uma guerra ininterrupta que não pode ser resolvida por nenhum princípio de autoridade e que tem suas raízes nos interesses contrários das diversas classes. Todo nacionalismo é um disfarce ideológico dos verdadeiros fatos: ele consegue, em determinados momentos, arrastar as grandes massas com seus representantes mentirosos, mas nunca foi capaz de abolir a realidade brutal das coisas deste mundo.” (Rudolf Rocker, 1936)

imageDiante da Pandemia Capitalista, Solidariedade entre os Povos Apr 07 by Vários 0 comments

O ano de 2020 começou com algumas mudanças na região, mas sobretudo com a continuidade da imensa mobilização do povo chileno, essa revolta popular que dura já muito mais do que cem dias e que mudou a situação social e política daquele país, mas também da região. Ela abre um novo cenário e se inscreve, como dizíamos em análises anteriores, na onda de mobilizações que os povos latino-americanos vêm realizando (Haiti, Equador e em outros países com menor intensidade). São tempos de povo na rua, são tempos de luta.

Ao mesmo tempo, começa no mundo uma crise econômica que se aprofunda com o coronavírus e seu impacto nos mercados internacionais. A questão do petróleo e seus efeitos nas economias periféricas da América Latina também podem impactar no custo de vida e na legitimidade da tecnocracia ultraliberal que continua fazendo parte dessa nova fase no nosso continente.

Mas a pandemia do coronavírus traz também uma série de mudanças nessa etapa, que é difícil e prematuro avaliar seus efeitos. No entanto, seu impacto nos obriga a falar de uma situação nova, uma etapa global que está mudando com uma política de controle de grandes populações e aumento de medidas repressivas, em que se tornam evidentes, além do mais, os estragos ocasionados por mais de três décadas de neoliberalismo com o desmantelamento da saúde pública e da previdência social.

Vamos dividir essa análise de conjuntura em duas seções: a primeira abordando a mobilização no Chile e as mudanças políticas e sociais no continente, e a segunda com uma análise inicial acerca da nova conjuntura desatada a partir da expansão do Covid-19.

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Nota traduzida.

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Recentemente tive a oportunidade de fazer uma comparação de cenários políticos em um programa de rádio do Rio Grande do Sul. Estamos em um momento onde os governos de centro-esquerda ou vivem em crise (caso do Brasil e Argentina), ou aderem parcialmente às teses do Império (caso de Chile e Peru) ou estão sob uma severa crise institucional, tal é o que ocorre na Venezuela. Vale observar que nestes países (Bolívia, Equador e o já citado país de Bolívar) as instituições não são sólidas e este é o labirinto. Quando há arranjo institucional fortalecido, o regime se mantem, mas as chances de transformação são pequenas. Já, quando não há estrutura fortificada e separação entre governo e Estado, há a tendência de que as elites dirigentes e suas sócias majoritárias transnacionais exerçam um poder discricionário. Ainda assim, pouca institucionalidade implica em maior poder da mobilização popular. E esta é nossa única chance, sempre.

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