Apelo Internacional: PAREM O GENOCÍDIO!
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Thursday July 27, 2006 15:25
by Luta Social - Colectivo anti-autoritário de luta de classes
luta_social at sapo dot pt

STOP THE GENOCIDE!
A única hipótese de se impedir um alastramento deste conflito, com as gravíssimas repercussões em termos de perdas de vidas, de destruição de infra-estruturas de países pobres, de aprofundamento da instabilidade nos diversos países da região e do mais que previsível aumento dos actos de retaliação cegos sobre populações civis, é a mobilização unida na base, de todos os trabalhadores, de toda a esquerda europeia e mundial, para fazer barreira a uma AVENTURA BELICISTA duma força supra estatal de intervenção, liderada pelos EUA, que irá «fazer a guerra ao terrorismo» em nome dos valores da «democracia e da liberdade» supostamente mas, na verdade, para garantir os lucros dos fabricantes de armamento, dos grandes empórios petrolíferos, principais beneficiários do aumento do preço do petróleo e para permitir a continuação da sistemática destruição de todas as conquistas sociais e políticas da classe trabalhadora, como massa a ser explorada sempre mais pelo grande capital.
Não há perdão possível para este morticínio de civis!
Apelo Internacional:
PAREM O GENOCÍDIO!
Sabemos que não há maior inimigo dos povos que o imperialismo USA e seu governo. Porém, não estão sós: há demasiados Estados coniventes dos crimes de guerra sionistas, nesta pretensa campanha para "libertação de reféns presos".
As forças que dominam os órgãos de comunicação social, como sempre, apresentam o Estado de Israel como a vítima que se tem de defender dos terroristas do Hezbollah e do Hamas.
Este posicionamento não é causado por simpatia pela população civil israelita. É de simpatia - sim - com o poder sionista, o que está interessado numa fuga para a frente, está interessado numa guerra, como em 82.
Desta vez, porque não consegue impedir a legitimação internacional do governo da Autoridade Palestiniana, que persiste em não ceder em relação a questões de princípio e a colocar a questão dos territórios ocupados desde 1967 e das expulsões de palestinianos, com a apropriação de casas e de terras desde 1948, e por vagas sucessivas a cada guerra ou crise, que levou à formação de uma "diáspora" palestiniana.
A posição oficial árabe continua a ser a de que para haver paz duradoira na região, Israel tem de aceitar devolução plena dos territórios ocupados em 1967, sem colonatos e consagrando o direito ao retorno e indemnização, nos casos em que tal retorno não se afigura possível, de todos os palestinianos e descendentes dos mesmos que foram expulsos ou forçados a exilar-se em consequência das perseguições de que eram alvo.
Como a posição de Olmert na diplomacia é cada vez mais isolada, a única possível saída (além da óbvia, que é o Estado de Israel se conformar com a lei internacional e acatar as resoluções da ONU!!!) para ele e sua clique sionista é provocar a guerra para desencadear o reflexo de "correr em auxílio do aliado em dificuldades" por parte do amigo Bush, neutralizando também os arautos de uma solução negociada dentro e fora de portas.
A desmontagem da pseudo-resposta militar, supostamente para "libertar" reféns (coisa que nunca se resolveu ou resolve, poupando a vida dos mesmos reféns, pela força militar, mas antes por negociações entre as partes), esclarece a sua função de pretexto para planos desde há longos anos amadurecidos no segredo dos gabinetes de planeamento militar.
Os ataques a Beirute, Tiro, etc., apenas causaram destruição e morte entre civis. A pretensão do estado-maior israelita de que abalou seriamente a estrutura político-militar do Hezbollah não passa de uma das muitas mentiras que, repetidas centenas de vezes, acabam por passar por verdades.
Os mísseis Katiushka não podem ser disparados sem que seja imediatamente localizado o seu ponto de lançamento pelos satélites espiões americanos que transmitem imediatamente os dados ao estado-maior israelita. A continuidade dos ataques com estes mísseis por parte do Hezbollah durante 10 dias, o seu não silenciamento imediato, mostram à saciedade que o objectivo dos sionistas nesta guerra não é salvar vidas de civis de seu próprio país: é, pelo contrário, usar esses ataques para «justificar» todos os crimes de guerra e uma ocupação duradoira de uma parte do Líbano. É a maior barbárie que se possa imaginar.
O poder em Israel, nas mãos da hierarquia militar sionista, costuma usar estratagemas diversos para provocar inevitavelmente reacções do outro lado. A crise presente foi desencadeada em Junho pelo rapto de dois civis palestinianos pelo exército israelita, ao que se seguiu o rapto de um soldado israelita que, ao contrário do primeiro rapto, foi largamente difundido pela comunicação social. Seguiram-se as incursões do exército sionista destinadas a matar membros dirigentes do Hamas e destruir a infra-estrutura da autoridade palestiniana na faixa de Gaza, tornando assim completamente impossível ao referido movimento manter a trégua unilateral que tinha decretado na sequência das eleições em que saíra vitorioso e que durou cerca de 17 meses.
Lembremos que Sharon usou a mesma táctica, quando fez cair por terra os esforços de paz, indo provocar a ira dos palestinianos e do mundo árabe, passeando-se na «esplanada das mesquitas», considerado local sagrado do Islão, provocando assim a segunda Intifada.
Quem detém o poder verdadeiro não é Olmert: é a casta dos generais. Os políticos civis, de "esquerda" ou de direita, são meros figurantes ou marionetas que seguem as instruções desses detentores do poder militar, o verdadeiro esteio do sionismo.
A aprovação explícita da carnificina pelos EUA, com a UE a seguir-lhe vergonhosamente o exemplo, manifestou-se de forma clara e límpida pela voz de Condolezza Rice, quando esta se opôs, na Sexta-feira 21 de Julho, a um cessar-fogo imediato. Ora, nós sabemos que apenas os EUA estão em condições de impedir que a máquina de guerra sionista continue a trucidar civis no Líbano, com o pretexto completamente delirante de que estão a destruir as “bases do Hezbollah”.
Quais os objectivos dos patrões americanos dos sionistas?
- Fazem esquecer a derrota da invasão do Iraque, cada dia que passa mais profunda e da qual não haverá meio dos EUA saírem “de cabeça erguida”.
- Obtêm um pretexto para atacar o Irão, de momento o grande inimigo da hegemonia total no Médio Oriente, a que o império de Bush ainda não renunciou, apesar das coisas não estarem a correr bem, quer no Afeganistão, quer no Iraque.
- Reforçam o campo do mais reaccionário militarismo num Estado sionista de Israel, tornando mais improvável que se alcance uma paz duradoira com os palestinianos e com o mundo árabe. Com efeito, os EUA precisam de um Israel expansionista, capaz de funcionar como guarda avançada dos seus interesses estratégicos no Médio Oriente. Um Estado de Israel apostado numa política de paz e de relacionamento normal com os seus vizinhos, não interessa a Bush e aos interesses que ele representa.
Acessoriamente, os EUA mostram, mais uma vez, que são eles quem decide em exclusivo da “nova ordem mundial”, ficando a ONU, a Rússia e a UE, num papel meramente decorativo, no que toca ao desenrolar de toda e qualquer solução que se perfile para a questão palestiniana.
A única hipótese de se impedir um alastramento deste conflito, com as gravíssimas repercussões em termos de perdas de vidas, de destruição de infra-estruturas de países pobres, de aprofundamento da instabilidade nos diversos países da região e do mais que previsível aumento dos actos de retaliação cegos sobre populações civis, é a mobilização unida na base, de todos os trabalhadores, de toda a esquerda europeia e mundial, para fazer barreira a uma AVENTURA BELICISTA duma força supra estatal de intervenção, liderada pelos EUA, que irá «fazer a guerra ao terrorismo» em nome dos valores da «democracia e da liberdade» supostamente mas, na verdade, para garantir os lucros dos fabricantes de armamento, dos grandes empórios petrolíferos, principais beneficiários do aumento do preço do petróleo e para permitir a continuação da sistemática destruição de todas as conquistas sociais e políticas da classe trabalhadora, como massa a ser explorada sempre mais pelo grande capital.
Primeiros subscritores do apelo: António Alves, Daniel Silva, Flávio Gonçalves, Fernando Martins, Manuel Baptista, Miguel Negrão, Pedro Alves, Pier Francesco Zarcone.
[é favor fazer chegar adesões, para se iniciar um movimento de opinião e de intervenção, com os vossos nomes e vossos e-mails para luta_social@sapo.pt]
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Comments (7 of 7)
Jump To Comment: 1 2 3 4 5 6 7Até ao momento, deram a sua adesão as seguintes pessoas:
Lucia Santos (Portugal)
Paulão SeC (Portugal)
Marcio Malacarne (Brasil)
João Medeiros (Portugal)
Alicia Zarate (Argentina)
Ilan Shalif (Israel)
Nestor McNab (Italy)
* ver a versão em inglês do mesmo apelo em:
http://www.anarkismo.net/newswire.php?story_id=3462
Quanta bobagem... Se o Líbano tivesse feito igual à Jordânia (expulsando os refugiados palestinos), o país seria um paraíso!
O ódio dos palestinos que vivem no sul do líbano, alimentado com dinheiro sírio e armamento iraniano, é o principal responsável pelo recrudescimento de Israel contra os lançadores de foguetes do Hezbollah, ocasionando mortes de civis em ambos os lados.
"No dia em que o amor dos árabes pelos seus filhos for maior do que o ódio deles contra Israel, teremos verdadeiramente paz no Oriente Médio".
"O anti-semitismo é uma patologia moral e política e seus adeptos a exercitam metodicamente com o cinismo, a forma com a qual obtêm prestígio junto a grupelhos de fanáticos."
Têm as mãos ensopadas em sangue de vítimas inocentes!
Roma: 26 de Julho de 2006.
Enquanto no Líbano soldados de Israel encontram uma resistência encarnçada dos militantes do Hezbollah, os chefes das dipomacias de vários países ocidentais, reunidos em Roma, dão a imagem degradante da subserviência e conivência com os crimes de guerra do Tsahal (exército de Israel) e da casta sionista responsável por mais uma guerra.
Condoleeza Rice continuou a considerar que ainda não era altura para apelar para um cessar-fogo imediato. Isto significa claramente que os israelitas têm luz verde para continuar a sua empresa de genocídio, de destruição e ocupação de uma pobre nação que tem a infeliciade de fazer fronteira com Israel.
O primeiro-ministro libanês ofereceu um plano de paz em vários pontos, incluindo desenvolver todos os esforços para a entrega dos soldados israelitas, guardados pelo Hezbollah. Não foi ouvido.
Os países ocidentais foram subsrevientes e não contrapuseram nada à retórica provocatória dos EUA, que preferiram lançar ameaças contra a Síria e o Irão, no preciso momento em que Israel está (como todos sabem) a violar todas as normas internacionais e a cometer -inclusive- assassínio de militares da ONU estacionados no Sul do Líbano (estes militares contactaram por 10 vezes com os israelitas antes de serem atingidos).
A raiva e desespero apodera-se de tod@s aquel@s que têm sentimentos humanos.
Parem a carnificina!
Dirigentes europeus: as vossas hesitações e ambiguidades signifcam mais mortes, muitas delas civis, todas elas perfeitamete inúteis, sejam de um ou outro lado!
PAREM JÁ.
Até ao momento, deram a sua adesão as seguintes pessoas:
Flávio Gonçalves (Portugal)
Fernando Martins (Portugal)
Manuel Baptista (Portugal)
Daniel Silva (Portugal)
Pedro Alves (Portugal)
João Carrilho (Portugal)
António Alves (Portugal)
Pier Francesco Zarcone (Itália)
Lucia Santos (Portugal)
Paulo Sousa e Castro (Portugal)
Marcio Malacarne (Brasil)
Miguel Negrão (Portugal)
João Medeiros (Portugal)
Alicia Zarate (Argentina)
Ilan Shalif (Israel)
Nestor MacNab (Irlanda)
António Cunha (Portugal)
Paulo Ambrósio (Portugal)
Teófilo Braga (Portugal)
http://www.anarkismo.net/newswire.php?story_id=3498
Escrevi a 31-07-2006 em pt.indymedia.org
A hierarquia sionista, os que verdadeiramente comandam (Peres e todos os políticos, incluindo Olmert, são uns meros fantoches) decidiu sabotar o périplo de Condoleezza. Provavelmente porque este périplo tinha algumas hipóteses de conduzir a um cessar-fogo (tanto mais difícil de recusar quanto promovido pelo próprio "tutor" de Israel, os EUA!). Essa situação seria impossível de aceitar pelos sionistas.
Isto revela que o desígnio dos sionistas é fazerem uma zona-tampão permanente, com tábua rasa de toda a existência de civis na zona. Causam um êxodo em massa, desertificando o sul do Líbano. Retiram assim a possibilidade de se manter uma força de guerrilha do Hezbollah, nesta região. Entretanto, vão manter uma ocupação militar permanente, dessa zona tampão. Preferem que essa força seja composta por soldados israelitas com um fino écran de forças da NATO a formarem um "cordão de segurança" prevenindo as hipóteses de ataques do Hezbollah.
No final quem vai sofrer mais é a população civil do sul do Líbano. É evidente que este plano maquiavélico, do qual estamos a ver se desenrolar os primeiros episódios, estava há muito congeminado pelo estado-maior sionista.
Temos de estar atentos, porque o silêncio envergonhado dos países da UE, significa que eles estão dispostos a viabilizar uma tal alternativa, sob a égide da NATO (com os nossos soldados e com o nosso dinheiro) para fazer o frete aos americanos.
Olmert e o chefe de estado-maior israelita, ufanavam-se de que tinham significativamente diminuído a capacidade ofensiva do Hezbollah.
O facto de 230 rockets terem aterrado em solo israelita, matando uma pessoa e ferindo várias, alcançando alvos a 60 km da fronteira, mostra até que ponto os responsáveis israelitas estão a expor o seu próprio povo, para levar avante, custe o que custar, o seu plano longamente preparado, de ocupação permanente do sul do Líbano após uma limpeza étnica.
Estes criminosos de guerra, além de não terema mínima consideração pelas populações civis libanesas, bombardeadas, massacradas, forçadas ao êxodo, nem sequer têm a mínima preocupação com os próprios cidadãos.
Esta campanha militar no Líbano está toda ela virada para fazer uma destruição tão completa quanto possível na zona sul de Beirute, onde existe maior apoio ao movimento Hezbollah.
Eles têm a lógica primária de considerar que o constante massacrar de populações civis afectas ao Hezbollah irá fazer fraquejar o apoio popular que este movimento desfruta no seio do seu povo.
Nada mais falso, como se pode ver, desde que se queira analisar a informação não filtrada pelas agências ocidentais, ao serviço do imperialismo.
O Hezbollah está a ganhar a guerra. Basta conseguir resistir, basta ter capacidade de enviar mísseis quotidianamente para o interior de Israel, basta conseguir causar baixas no exército sionista.
O seu score de popularidade nunca foi tão alto em todo o Médio Oriente.
Muitos não-xiitas estão entusiasticamente a apoiar o Hezbollah.
Inclusive, para enviar reforços e organizar a resistência na fronteira Sírio -Libanesa, o Irão libertou os seus inimigos de AlQuaida, que mantinha prisioneiros (os da AlQuaida são sunitas e os ayatollahs, xiitas: uma guerra civil e religiosa está em curso entre eles, no Iraque).
Os Sírios vão ser empurrados para a guerra, mais cedo ou mais tarde, o mesmo pode ocorrer com o Irão.
Na Síria, os criminosos de guerra de Israel poderão fazer uma guerra-relâmpago (blitz-krieg), depondo AlAssad e instalando um regime fantoche, como os americanos fizeram no Iraque.
No Irão, pode-se temer que façam raides de destruição de infra-estruturas supostamente para neutralizarem o programa nuclear do Irão.
Isto não são especulações minhas.
Isto é o significado claro do que os imperialistas Bush, Blair e Olmert, querem dizer quando falam que só haverá cessar-fogo quando houver uma mudança do «status quo» no Médio Oriente.
Eles querem redesenhar a carta da região, querem um Grande Médio Oriente «democrático» e submisso ao Ocidente, sob regimes fantoches; poderão ser tão reaccionários e violentos quanto quiserem, para com os seus próprios povos, isso não importa, desde que sejam submissos ao poder imperial.
Israel estará realmente encarregue de uma parte da tarefa de pacificação, outra parte será de responsabilidade da Turquia.
Assim e com o concurso de tropas mercenárias e vassalas dos países da NATO, os EUA e Grã-Bretanha esperam poder subtrair-se sem maiores perdas de principais fornecedores de carne para canhão do lado dos «ocidentais», sem perderem de forma nenhuma o controlo político e militar sobre a zona mais estratégica do globo.
Este é o «grande jogo».
Esta é a causa da morte, destruição desgraça e opressão que enfrentam esses infelizes países.
A recusa pelo Líbano em relação à aceitação do plano de paz Franco-Americano não nos deve surpreender.
O facto é que este plano não está baseado no plano proposto pelo governo libanês na conferência de Roma e largamente ignorado por Israel e pelo seu tutor, os EUA. Ora, esse plano subscrito por todos os actores políticos governamentais do Líbano, que inclui todas as sensibilidades e comunidades, incluindo dois ministros do Hezbolah, obrigava logicamente a que o cessar-fogo fosse acompanhado da saída de todas as tropas de Israel do solo do Líbano. Como poderia ser de outro modo, para um país que é soberano à luz de toda a legislação internacional, apesar de ter o azar de ter como vizinho um estado belicoso, expansionista e que tem tentado por várias vezes a invasão com vista à anexação de território libanês?
Também é significativo que um ministro sionista* interprete a proposta de plano de paz Franco-Americana como indo no sentido de permitir que Israel ocupe uma faixa de território que tem estado a tentar conservar (à custa da mais bárbara ofensiva contra as populações civis, incluindo cidades com mais de 100 mil habitantes, tendo como objectivo o despovoamento da área...). Segundo este membro do governo de Israel, o exército israelita poderia permanecer no território ocupado até que a força internacional de paz aí se viesse a instalar.
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*ver:
http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-734511,36-801443@51-759824,0.html
« Israël va poursuivre ses attaques contre des cibles du Hezbollah au Liban et ses soldats vont rester stationnés sur une portion du territoire du sud du pays jusqu'au déploiement d'une force internationale, a déclaré
dimanche le ministre de la justice israélien Haïm Ramon en répondant à une question le projet de résolution sur les antennes de la radio militaire israélienne. A ce sujet, il a dit : "C'est un simple projet. Nous devons donc continuer à nous battre (...) Il nous reste des objectifs militaires à atteindre. Chaque jour durant lequel nous frappons le Hezbollah comme ces derniers jours nous permettra d'obtenir de meilleurs résultats au plan politique". "Il n'y a pas de doute que jusqu'à l'arrivée de la force internationale, (...) Israël demeurera dans la zone de sécurité que nous contrôlons actuellement, et personne ne pourra s'opposer à Israël. C'est ce que dit le projet de texte", a-t-il ajouté. »