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mashriq / arabia / iraq / imperialismo / guerra / opinião / análise Thursday January 16, 2020 20:34 byBrunoL

No dia 03 de janeiro de 2020 ainda antes da resposta iraniana ao ato terrorista autorizado pelo presidente do Império Donald Trump, o célebre articulista e ex-editor do New York Times, Thomas Friedman, produziu um artigo de opinião que correu o mundo ocidentalizado. O título em inglês é “Trump kills Iran’s most overrated warrior”. E a linha de apoio afirma. “Soleimani pushed his country to build na empire, but drove it into the ground instead”. (neste link: https://www.nytimes.com/2020/01/03/opinion/iran-general-soleimani.html)

16 de janeiro de 2020, Bruno Lima Rocha (Bruno Baaklini na ascendência árabe-libanesa)
Diariamente somos surpreendidos pelo exagero na prepotência e na capacidade de desinformar, fazer circular ideias equivocadas, enfim, “mentir com algum estilo”. A estas técnicas de manipulação de audiências massivas - embora circular e muitas vezes temporária – o Império e seus aliados vêm denominando de “disputa narrativa ou disputa pelo controle da narrativa”. Como em todas as guerras, a primeira vítima é a verdade, na guerra híbrida de 4ª geração o padrão é o mesmo. Vejamos um exemplo de inversão de prioridades e denominações pejorativas para fazer valer uma tese falsa, onde quem reage agride e quem agride se torna apenas “preventivo”.
No dia 03 de janeiro de 2020 ainda antes da resposta iraniana ao ato terrorista autorizado pelo presidente do Império Donald Trump, o célebre articulista e ex-editor do New York Times, Thomas Friedman, produziu um artigo de opinião que correu o mundo ocidentalizado. O título em inglês é “Trump kills Iran’s most overrated warrior”. E a linha de apoio afirma. “Soleimani pushed his country to build na empire, but drove it into the ground instead”. (neste link: https://www.nytimes.com/2020/01/03/opinion/iran-general-soleimani.html)
Em nosso país, o texto do autor da infame ode à mundialização capitalista, o best-seller neoliberal "O mundo é plano" (editado no Brasil em 2005), foi traduzido e publicado (postado) no jornal Folha de São Paulo e depois reproduzido em diversas publicações na internet. O Principal veículo da família Frias fez circular a ideia de Friedman - o Thomas, que propagandeia também o Milton, mesmo que de forma dissimulada - ao afirmar a "burrice" iraniana. O título em português é “General iraniano morto em ataque americano era burro e superestimado”. (neste link: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/01/general-iraniano-morto-em-ataque-americano-era-burro-e-superestimado.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=...folha)
Quando Friedman se refere ao major-general Qasem Soleimani (1957-2020), refere-se ao Estado persa, considerando que o militar assassinado por ordem de Trump se reportava diretamente ao Líder Supremo, o Grande Aiatolá Ali, logo se trata do mais alto nível decisório do país. Para ele, Thomas, o Irã seria "burro" porque não seguiu aproveitando o bom momento de crescimento econômico advindo das negociações multilaterais coordenadas pela ONU. Nestas a administração Barack Hussein Obama - com John Kerry à frente do Departamento de Estado - aliviaram uma parcela importante das sanções e do bloqueio econômico. As negociações para controle da pesquisa atômica se deram em 2015 – com a participação intensa da diplomacia brasileira à época – implicando em um crescimento econômico de 12% em 2016.
A "burrice" seria não seguir o boom de sua própria economia com mediana complexidade e se "aventurar" a ampliar a atuação na política regional no Oriente Médio. Para Thomas Friedman, ser "inteligente" é ficar "bem comportado", de maneira quieta, acatando a hegemonia fática de Arábia Saudita e Israel, e não participando de conflitos onde operam seus principais aliados. Enfim, a "esperteza" seria entregar o xiismo ampliado à própria sorte, incluindo a relação com o Hezbolá na defesa da soberania nacional libanesa. “Inteligência” poderia ser ajudar a entregar a Palestina às traições da Autoridade "Nacional", o cerco à Gaza e a ocupação da maior parte da Cisjordânia, incluindo o roubo de terras e valiosos recursos hídricos. "Sagaz", para Friedman, seria portar-se como Egito após a traição de Camp David ou quiçá como os hachemitas do Reino da Jordânia, inventado pelos ingleses.
Poucas vezes li algo tão cínico, menosprezando tanto as capacidades do Estado persa como superestimando os países "ocidentais", dentre os quais Israel se inclui sem sê-lo. De maneira alguma estou "defendendo" o Irã dos aiatolás de forma incondicional. Sou crítico - muito crítico por sinal - de sua política doméstica assim como me oponho à relação com a maioria sunita na Síria. A defesa da democracia política, das liberdades religiosas, da equidade de gênero, do federalismo étnico-cultural e de uma economia com base cooperativa rumando a um modelo socialista adequado ao Oriente Médio não encontra eco no cinismo de Thomas Friedman.
Eu insisto se fosse uma crítica humanista com honestidade intelectual, deveria separar os níveis de análise. A defesa da democracia social no Irã não nos impede de entender alguns acertos de sua política externa. Queria ver um Irã de plenos direitos para homens e mulheres, sunitas e xiitas, persas, árabes, azeris, balochis e curdos. Só não quero ver um Irã destruído pelos gringos e nem com um governo fantoche da Casa Branca.
O articulista do New York Times compara o Irã com uma força imperial na região. Em patre sim, Teerã exerce projeção de poder, mas essa é a norma das relações internacionais e não a exceção. Em termos gerais, o autor do livro “De Beirute a Jerusalém” (editado em 1989, facilmente encontrado em português) critica a única das quatro potências regionais (Israel, Arábia Saudita, Turquia e Irã) que enfrenta diretamente os cruzados ocidentais e não adere de forma completa aos russo-bizantinos.
Logo, a "burrice" dita por Thomas Friedman é a vontade soberana de exercer relações exteriores por parte de um país independente com assento na Assembleia Geral da ONU. Ou o ex-editor do jornal mais prestigiado dos EUA também considera que países independentes e com vontade própria sejam "burros", devendo os povos do mundo se resignar a condições subalternas de capitalismo periférico?! Inteligente é a adesão ao imperialismo dos Estados Unidos ou quem sabe, à projeção de poder imperial de China é Rússia?! Foi "burrice" a independência da Argélia através de sua guerra de libertação? É uma "estupidez" lutar pelos direitos inalienáveis de cerca de sete milhões de palestinos vivendo sob o cerco, ocupação militar e apartheid impostos pelo Estado de Israel sendo estes últimos também financiados por Washington? Foi a “ameaçadora” presença do Irã no Líbano e na Síria que “forçou” Israel a influenciar o governo do Império e mudar sua política na região? O argumento absurdo contido no texto é esse.
Será que Thomas Friedman considera uma "burrice" do Reino do Qatar a afirmação de sua política externa independente, coordenando esforços comerciais e produtivos tanto com o Irã como com a Turquia? Seria pelo "raciocínio" do colunista um "despropósito" a existência de um conglomerado de comunicação de altíssima qualidade como a Al Jazeera?
Pela "lógica" de Friedman, a luta Federalista e Socialista do Curdistão é outra "estupidez" já que para tal a esquerda curda precisa enfrentar ao menos duas potências regionais simultaneamente. Poderia seguir em exemplos diversos desta caricatura de análise, mas creio já haver atingido o objetivo.
Thomas Friedman não quer analisar nada, é pura guerra de propaganda, disputa pelo controle da narrativa e a apresentação de "estórias" embaladas por preconceitos supostamente sofisticados de quem o lê. A grande “burrice” de Thomas Friedman é superestimar suas próprias versões, as quais se forem verdadeiras, são simplesmente “vazamentos” combinados de relatórios de inteligência. Melhore seu desempenho senhor colunista do Império, porque essa desinformação forçosa não emplacou.
A primeira versão deste artigo foi originalmente publicada no Monitor do Oriente (https://www.monitordooriente.com/)
Bruno Lima Rocha (Bruno Baaklini na ascendência árabe-libanesa) é pós-doutorando em economia política, doutor e mestre em ciência política; professor nos cursos de relações internacionais, jornalismo e direito.
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Ανακοίνωση από την Anarchist Era Collective, της Ένωσης Αναρχικών Αφγανιστάν και Ιράν, για τη δολοφονία του Κασέμ Σολεϊμανί

Ο Κασέμ Σολεϊμανί έχει επί μακρόν βασανίσει τον λαό και συγχαίρουμε τους επιζήσαντες των εγκλημάτων του στη Μέση Ανατολή, ειδικά στη Συρία, το Ιράκ και την Υεμένη. Κι ενώ χαιρόμαστε για τον θάνατο αυτού του εγκληματία πολέμου, δηλώνουμε την έντονη αντίθεσή μας στην πιθανότητα ενός κρατικού πολέμου (μεταξύ της κρατικής τρομοκρατίας των ΗΠΑ και της κρατικής τρομοκρατίας του Ιράν).

Ώρες πριν, ο Κασέμ Σολεϊμανί, ένας εκ των κορυφαίων στρατιωτικών αξιωματούχων της ιρανικής κυβέρνησης που ήταν υπεύθυνος για τη Μέση Ανατολή, σκοτώθηκε κατόπιν ευθείας εντολής του Ντόναλντ Τραμπ στη Βαγδάτη.

Ο Κασέμ Σολεϊμανί ήταν ένας γενοκτόνος που σκότωσε χιλιάδες άνδρες, γυναίκες και παιδιά στις συγκρούσεις της Συρίας, του Ιράκ και της Υεμένης. Ηγήθηκε πολιορκιών του Άσαντ και στρατολόγησε Αφγανούς πρόσφυγες στο Ιράν, πολλοί εξ αυτών παιδιά, για να πεθάνουν στον εμφύλιο πόλεμο της Συρίας. Η κρατική αυτή δολοφονία εκτελέστηκε από τις ΗΠΑ προφανώς προς το συμφέρον της εκλογής του Ντόναλντ Τραμπ και ό,τι έγινε ούτε ήταν ούτε θα είναι ποτέ προς το συμφέρον των λαών της Μέσης Ανατολής.

Παρά τη μεγάλη αναταραχή και διαμάχη εντός του Ισλαμικού καθεστώτος σχετικά με την ασφάλειά του και τις δυνατότητες των υπηρεσιών κατασκοπείας του, διακρίνουμε ότι αυτό το καθεστώς είναι ανίκανο να διατηρήσει την πιο σημαντική διακρατική του δύναμη και ο Κασέμ Σολεϊμανί δολοφονήθηκε αμέσως μόλις οι ΗΠΑ αποφάσισαν να τον βγάλουν από τη μέση.

Απ’ τη μια μεριά, η φαυλότητα του εγκληματικού Ισλαμικού καθεστώτος έγινε εμφανέστερη κι απ’ την άλλη, ανεδείχθη περαιτέρω η διεφθαρμένη φύση της τρομοκρατίας του κράτους των ΗΠΑ, το οποίο δεν ενδιαφέρεται ούτε για τη ζωή των ιδίων ούτε για τη ζωή των ανθρώπων της Μέσης Ανατολής αλλοιώς αυτοί οι Ιρανοί κρατικοί τρομοκράτες, θα μπορούσαν εύκολα να είχαν καταδιωχθεί εδώ και χρόνια.

Επαναλαμβάνουμε ότι η σύγχρονη Μέση Ανατολή διαμορφώνεται από πολέμους, σφαγές, εκτοπισμούς και πείνα εξ αιτίας των θρήσκων φανατικών και των τρομοκρατών απ’ τη μια, και την επέμβαση των διεθνών καπιταλιστών και των υποστηρικτών τους (Ανατολικός και Δυτικός ιμπεριαλισμός) απ’ την άλλη.

Ελπίζουμε όλοι αυτοί οι θρησκευτικοί τρομοκράτες να σκοτωθούν το συντομότερο δυνατόν και αυτές οι δολοφονικές κρατικές κυβερνήσεις να καταστραφούν ώστε οι λαοί της Μέσης Ανατολής να ζήσουν ξανά σε ειρήνη και ευημερία.

Πηγή:
https://asranarshism.com/1398/10/14/the-anarchist-era/?fbclid=IwAR3MILhaqSj6nT76NbinzP2Qlx_NUWPGM8rZn_jeeRBTwovtu7GISd4ZcHM

mashriq / arabia / iraq / imperialismo / guerra / opinión / análisis Friday January 10, 2020 03:50 byZaher Baher

La relación entre EE.UU. e Irán ha sido pésima desde la "revolución" pero desde la "primavera árabe" ha empeorado aún más. El involucramiento de Irán en muchos países del Medio Oriente, especialmente en Irak y Siria, dificultó a los EE.UU. lograr sus objetivos particulares en la región. Este artículo subre lo que ha pasado en Irak recientemente y la tensión entre ambos países antes del asesinato del General Suleimani. [Ελληνικά] [English]


La competencia entre Irán y Estados Unidos por Irak

Zaher Baher, 01/01/2020


El 27 de diciembre, una base estadounidense cerca de Kirkuk fue atacada, matando a un contratista estadounidense e hiriendo a soldados estadounidenses e iraquíes. Estados Unidos afirmó que el ataque fue lanzado por un grupo de milicianos chiítas, Kata'ib Hizbullah (KH) pro-iraní.

El domingo 29 de diciembre, los Estados Unidos tomaron represalias con un ataque aéreo contra cinco bases del KH, tres de ellas en Irak y el resto en Siria. El KH confirmó que 19 de sus combatientes murieron y 35 más resultaron heridos. El jefe de Hashd al-Shaabi, (Fuerzas de Movilización Popular) anunció poco después "La sangre de los mártires no será en vano y nuestra respuesta será muy dura para las fuerzas estadounidenses en Irak".

El 31 de diciembre, una gran protesta organizada por la milicia pro-iraní y sus partidarios irrumpe violentamente en el recinto americano y corea las consignas "No, no, América", "No, no, Trump" y "Muerte a América". Las protestas continúan y la seguridad iraquí permitió que algunos de los manifestantes entraran en la altamente protegida Zona Verde. La misma seguridad que ha reprimido brutalmente a los manifestantes en la Plaza Tahrir de Bagdad y otras ciudades, ahora permitió que los manifestantes y los partidarios de las milicias pro-iraníes se quedaran parados y observaran los cócteles molotov lanzados contra la embajada de Estados Unidos. Los medios de comunicación kurdos afirmaron que no había nadie dentro del recinto, que todo el personal había sido evacuado la noche anterior a la ciudad de Erbil, la capital del Gobierno Regional de Kurdistán (KRG). Pero los Estados Unidos denunciaron esta noticia como un rumor.

Lo que está sucediendo ahora entre Irán y Estados Unidos, no es una guerra, creo que hay una pequeña posibilidad de que ocurra una guerra entre estos dos.

El conflicto entre Irán y Estados Unidos es el fracaso de la política exterior estadounidense que ha fracasado en relación al régimen iraní en la región del Medio Oriente. Se ha demostrado que la política de los Estados Unidos no sólo en Siria e Irak, sino que en toda la región en su conjunto ha fracasado; así como en Afganistán y Libia.

Lo que está sucediendo ahora puede continuar mientras siga el actual régimen en Irán, es difícil para los EE.UU. lograr sus objetivos en la región, especialmente en Siria e Irak. Irán sabe cómo jugar el juego de los Estados Unidos.

La política belicista de Donald Trump con Irán, Corea del Norte y Rusia sobre países o intereses en disputa no están sobre la mesa. Trump no es tan ingenuo como los medios de comunicación occidentales lo presentan. Es inteligente y franco con su enfoque. Considera al menos tres factores en la guerra con Irán:

1. Primero, la guerra contra Afganistán, Irak y Libia no tuvo éxito, costó a los EE.UU. una enorme cantidad de dinero; resultando en un gran número de soldados estadounidenses muertos en acción, heridos e inválidos. También sabe que su guerra con Irán no se puede ganar; será aún más difícil que la guerra contra Afganistán e Irak. Además, hay una gran posibilidad de que la guerra se extienda por toda la región. No está seguro de poder ganar la guerra.

2. En segundo lugar, sabe bien que el pueblo estadounidense todavía tiene malos recuerdos de las guerras y no quiere otra guerra.

3. Tercero, las elecciones presidenciales se acercan este año, mientras que hay posibilidad de que gane; no es tan estúpido como para estropear sus posibilidades.

En cuanto a los iraníes, estudiaron inteligentemente la mentalidad de Trump y su política exterior. Saben que Trump no quiere una guerra con ellos, pero tampoco quieren que Irak sea dominado por Estados Unidos por temor a que Irak esté fuera de su control. Esta es la razón por la que Irán de vez en cuando lanza directa o indirectamente una especie de operación militar contra los EE.UU. o sus aliados. Mientras tanto, Irán está dispuesto a proteger al régimen iraquí a cualquier precio.

1. Lo que está sucediendo en Irak ahora, interesa más a Irán que a los Estados Unidos. Pero al final es el pueblo iraquí el que paga el precio. Irán sabe que las manos de los Estados Unidos están atadas hasta cierto punto. Esto dificulta a los Estados Unidos el obligar a Irán a ejecutar ciertas condiciones establecidas por ellos. En realidad, los EE.UU. no pueden detener la forma de actuar de Irán. Irán también sabe que en este conflicto hay un par de cuestiones importantes. Primero, ampliar la brecha entre el régimen iraquí y los Estados Unidos cada vez mayor. Al mismo tiempo, Irán está poniendo a prueba su poder e influencias entre sus pro-milicias y otros simpatizantes. Si esta situación continúa, se puede agudizar la disputa entre Irak y los EE.UU., se convertiría en un verdadero problema. Irak no puede permanecer neutral indefinidamente entre Irán y los EE.UU. como afirma ahora. Los Estados Unidos no se sentirán felices al ver que las fuerzas de seguridad iraquíes permiten a los pro-iraníes y a sus partidarios en las calles y en el parlamento iraquí y en su entorno hacer lo que están haciendo contra la embajada estadounidense. Por lo tanto, Irak no tiene otra opción que aclarar su posición de permanecer con Irán o apoyar a los Estados Unidos. En mi opinión, si la situación llega a ese nivel, Irak apoyará a Irán contra Estados Unidos.

2. Si esta situación continúa, afectará a los manifestantes de Bagdad y otras ciudades que ya han pagado un precio muy alto hasta ahora. Más de 552 personas han sido asesinadas, 21.000 heridas, 25.000 detenidas; además, muchos más activistas han sido secuestrados.

3. Ante esta situación los manifestantes no tendrán otra opción ya que no quieren ser parte de ninguno de los dos bandos, sino dejar sus trincheras y los lugares que ya ocuparon.

Esta competencia entre Irán y Estados Unidos por Irak no puede continuar, debe resolverse tarde o temprano, pero por el momento es difícil para nosotros predecir cuándo y cómo.

mashriq / arabia / iraq / imperialismo / guerra / opinião / análise Wednesday January 08, 2020 08:36 byBrunoL

O ataque com drone realizado pelos Estados Unidos no Iraque, ocorrido no dia três de janeiro de 2020 incendiou o Oriente Médio, abrindo maiores possibilidades a respeito da escalada das tensões entre a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América. Isso aconteceu pelo fato de entre as vítimas do ataque, estar o tenente-general Iraniano Qassem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) e da Força Qods (conhecida como Força Expedicionária, destacamento da Guarda revolucionária responsável por operações no exterior) assim como o comandante das Forças de Mobilização Popular (PMU da sigla em inglês, al-Hashdi ash-Sha’bi), Abu Mahdi al-Muhandis, uma das mais importantes milícias iraquianas, estabelecida para garantir o recrutamento massivo inter-étnico e inter-religioso.

07 de janeiro de 2020, por Pedro Guedes & Bruno Lima Rocha

O ataque com drone realizado pelos Estados Unidos no Iraque, ocorrido no dia três de janeiro de 2020 incendiou o Oriente Médio, abrindo maiores possibilidades a respeito da escalada das tensões entre a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América. Isso aconteceu pelo fato de entre as vítimas do ataque, estar o tenente-general Iraniano Qassem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) e da Força Qods (conhecida como Força Expedicionária, destacamento da Guarda revolucionária responsável por operações no exterior) assim como o comandante das Forças de Mobilização Popular (PMU da sigla em inglês, al-Hashdi ash-Sha’bi), Abu Mahdi al-Muhandis, uma das mais importantes milícias iraquianas, estabelecida para garantir o recrutamento massivo inter-étnico e inter-religioso.
O atentado terrorista chocou os países do Oriente Médio pelo fato de a operação ter violado uma regra não escrita que regia a relação entre EUA e o Irã, que membros do alto escalão (de ambos os lados) não seriam alvos fora de operações de combate . Ou seja, a maneira mais “eficiente” de realizar esta operação de assassinato seria pela utilização de forças pró- EUA na região, ou com o uso de membros das forças especiais. A postura dos Estados Unidos foi outra; Trump autorizou formalmente a ordem de assassinato e deixou evidente sua decisão. Seu ato é legalmente questionável também nas leis da Superpotência, o que não o impediu de ordenar a morte premeditada.
Como resultado do assassínio e martírio do tenente-general Soleimani, o Irã pode vira a perder considerável capacidade de projeção na região do Oriente Médio . Isso decorre do fato de que este oficial era um grande estrategista, com vitórias acumuladas em uma carreira militar longa, que incluiu a participação na Guerra Irã-Iraque (1980/1988), a Guerra Civil Síria (2012/ presente) e as campanhas militares contra o DAESH (Estado Islâmico) entre 2015 e 2017 . Além da capacidade de combate, iniciada ainda no conflito contra o Iraque centrado na província do Khuzestão, de maioria árabe, Soleimami se provara um habilidoso político, que permitia ao Irã aglutinar grupos diversos à sua órbita de influência e a seguirem suas determinações.
Um dos principais legados deste general para a política externa persa foi a construção de vasta rede de milícias e grupos armados não estatais alinhados aos interesses políticos iranianos, cobrindo uma área que inclui do Iraque à Síria, Líbano e mais recentemente, o Iêmen. O apoio à formação e consolidação de grupos militares autônomos – de orientação religiosa xiita, ou do xiismo ampliado - permitiu ao Irã compensar em termos assimétricos a disparidade tecnológica e militar que existe entre o Estado persa e seus adversários diretos pela primazia no Oriente Médio . São eles Israel, Estados Unidos e Arábia Saudita.

O eixo da resistência e o campo de relações político-militares
Essa estratégia foi construída a partir da leitura que a elite política iraniana fez de suas reais capacidades de projeção de força convencional para o Oriente Médio, no início do Século XXI, mas traçada a partir da experiência acumulada na vitória do Hezbollah sobre a as Forças de “Defesa” de Israel (IDF), em seu recuo da invasão e ocupação do sul do Líbano, Teerão percebera que, já era acossada por pesadas sanções econômicas internacionais, teria de dar ênfase na composição de forças irregulares e, ao mesmo tempo, na formalização de instituições políticas (como no Hezbollah libanês), parcelas populacionais inteiras (a maioria xiita do Bahrain) e étnico-tribais (no caso dos houthis iemenitas). Estas diferentes agrupações possuem em comum, o pertencimento aos xiismos formais como o hegemônico duodocemitano, ou às vertentes ismaelitas ou zayidistas; a habilidade também inclui o xiismo expandido, como os alauitas da Síria. Esta capacidade de juntar a habilidade com governos locais que por afinidade religiosa ou necessidade política, apontava o Irã como um dos poucos possíveis parceiros políticos, como o caso da Síria - nominalmente ainda reivindicando sua origem baathista - do clã Assad .
Entre os vários aliados do Irã, vale destacar três em especial, seja pela importância adquirida por estas milícias no Oriente Médio nos últimos anos ou pelos consideráveis números e participação nos conflitos que se seguiram na região ao longo das últimas décadas. Eles são o Hezbollah libanês, o Kata’ib Hezbollah (presente no Iraque e Síria) e as Forças de Mobilização Popular (PMU, conjunto de milícias xiitas e não xiitas iraquianas, mas hegemonizadas pelas primeiras).
Destes o mais conhecido e bem estruturado é o Hezbollah (o Partido de Deus), fundado em 1985 que em pouco tempo suplantou a Amal (criada em 1974) como força político-militar do xiismo libanês. Baseado no Líbano, com arraigo especial no sul do Líbano e nos bairros mais pobres de Beirute e área metropolitana, foi uma das primeiras experiências iranianas, com fomento e apoio na construção de grupos armados não estatais no Oriente Médio . Construído no caos da Guerra Civil Libanesa, na etapa de guerra dos campos e conflito étnico multifacetado, o Hezbollah consolidou um braço político paralelamente ao braço armado. Como resultado, possui considerável influência na política do Líbano, fazendo parte do atual governo de unidade nacional, constituído em 2017 .
Do ponto de vista geopolítico e militar, o Hezbollah se consolidou como principal elemento armado do “Eixo de Resistência” frente a Israel . Em 2006, na Guerra do Líbano, o grupo armado libanês conseguiu “empatar” com as IDF, o que lhe trouxe um prestígio ainda maior no Oriente Médio . Antes, em maio de 2000, a força político-militar comandada pelo sheikh Hassan Nasrallah conquistou uma dupla vitória, pois com a retirada dos invasores israelenses de sua zona tampão do Sul do Líbano, simultaneamente reunificam o país e desmantelam a milícia financiada por Tel Aviv, o Exército do Sul do Líbano (SLA ou Lahad Army). Desde então, o Hezbollah se expandiu em número e qualidade das forças disponíveis para emprego . Com a participação na Guerra Civil Síria, a milícia libanesa lapidou o treinamento de suas forças armadas, ainda que no processo, tenha perdido oficiais da sua alta administração .
O Hezbollah possui cerca de 40.000 efetivos treinados e especializados em funções como explosivos, guerra urbana e anti-blindados . Além de infantaria leve com muita experiência em combate, seu maior trunfo militar é o arsenal de mísseis convencionais e balísticos, fruto da duradoura e próxima relação com a Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) e que possui tamanho estimado em aproximadamente 130 mil mísseis, de diversos tamanhos .Como resultados de suas ações de resistência a Israel e EUA, sua relação com a IRGC, o partido libanês faz parte das listas de grupos terroristas dos governos de Israel, EUA e UE. Tal caracterização é a típica hipocrisia dos invasores colonialistas. Agridem e denunciam os resistentes como agressores.
A segunda formação político-militar de relevância é a milícia iraquiana Kata’ib Hezbollah. Fundada em outubro de 2003 e ganhando a forma atual entre 2006 e 2007, durante a ocupação estadunidense do Iraque, ela tornou-se conhecida pela sua atuação na Guerra Civil Síria. Possui o seu efetivo estimado entre 3.000 e 10.000 soldados e membros filiados . Ao longo das operações militares contra o DAESH na região fronteiriça entre a Síria e o Iraque, em 2017, o grupo foi integrado à miríade de milícias e grupos armados que compõem as Forças de Mobilização Popular (PMU) , sendo considerada a força xiita iraquiana mais importante.
De maneira semelhante ao seu homônimo libanês, a Kata’ib possui ligações políticas, militares e financeiras muito próxima da Guarda Revolucionária Iraniana. Para o seu financiamento. Assim, é uma das milícias pró-Irã mais efetivas em combate, mesmo que sem a mesma qualidade do Hezbollah libanês.
Por fim, há as Forças de Mobilização Popular, (PMF/PMU nas siglas em Inglês). Ao invés de ser um grupo específico, esta organização é um guarda chuva que abrange cerca de 50 milícias e grupos armados menores . Foi institucionalizada pelo governo iraquiano em 2014, após a virtual dissolução do exército iraquiano após a derrota frente ao Daesh (também conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ISIL ou ISIS na sigla) na Batalha de Mosul . Na prática, é a frente de confiança da hegemonia xiita no governo, garantindo o campo de alianças necessário para evitar uma nova guerra civil de tipo sectária no Iraque.
Seu surgimento se deu a partir de uma tragédia militar. Ao perder Mosul para as forças então comandadas por Al-Baghdadi (o Daesh) Com o caminho aberto até Baghdad, o gabinete do primeiro ministro do país à época, Nouri al-Maliki, criou, após o fatwa do clérigo xiita Ali al-Sistani, as Forças de Mobilização Popular (al-Ḥashd ash-Shaʿbī em árabe) . Inicialmente composta por sete milícias, logo cresceu para uma composição de milícias, grupos armados menores, sendo eles xiitas, sunitas ou não sectárias . Em 2017, no auge da luta contra o DAESH contou com efetivo inicial de 150 mil efetivos podendo atingir a cerca de 400 mil incluindo os irregulares .
Como muitas das milícias que compunham a PMU eram grupos veteranos da insurgência – de maioria xiita - contra os EUA, estas mantiveram as ligações com seus antigos financiadores, o que na maioria dos casos, era o próprio Irã. Como resultado, o Estado persa conseguiu grande influência na política e na economia iraquiana, permitindo até o descumprimento das sanções aplicadas pelos EUA e UE ao Irã . Nas últimas eleições, em 2018, a coalizão ligada à PMU obteve 48 assentos no parlamento iraquiano, consolidando a voz de Teerã nas decisões de Bagdá .
Justamente pela relação com a IRGC e para tentar diminuir a pressão dos EUA sob a PMU, de que ela seria uma força auxiliar do Irã, o governo iraquiano incorporou e organização à estrutura das forças armadas iraquianas, movimento esse que teria sido planejado pelo tenente-general Qassem Soleimani. Este processo, ainda está em desenvolvimento .
O efeito do assassinato de Soleimani foi o oposto do esperado, porque a influência iraniana não foi neutralizada, o que atualmente transforma o Iraque no tabuleiro de xadrez em que os Estados Unidos e o Irã duelam pela primazia na antiga Mesopotâmia, e obviamente, no controle do governo iraquiano. O ato terrorista estadunidense aqui debatido - que resultou também no assassinato de outros altos oficiais da IRGC e da PMU - é mais uma etapa das provocações da Superpotência imperial no Oriente Médio .

Alianças, frente diplomática e perspectivas
A partir da identificação da infraestrutura política e militar comandada diretamente ou sob influência do major-general Soleimani, cabe agora a analisar o que levou a presente administração estadunidense a autorizar a operação de assassinato da sexta-feira 03/01/2020.
Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, a ordem para que a missão de assassinato fosse realizada foi motivada pela participação de Soleimani no planejamento de supostos atos de terror contra cidadãos, diplomatas e militares estadunidenses em solo iraquiano . Essa afirmação, em parte é subsidiada pelo cerco da embaixada dos Estados Unidos no Iraque, que estava ocorrendo desde o dia 30/12/2019 . Nesse incidente, uma multidão de partidários da PMU cercou e depredaram os prédios do complexo diplomático, mas não obtiveram êxito em entrar nos prédios, que estavam guarnecidos por fuzileiros navais (US Marines) . Pela lógica do presidente que sofreu impeachment pela Câmara de Deputados dos EUA, todas as ações das PMU seriam ordem direta do major-general persa?! Mesmo que isso fosse verídico, é possível normalizar uma absurda violação do direito internacional desta ordem? A queixa ou a retaliação deveria ser contra o governo nacional iraquiano, que por sinal, conseguiu reunificar a população xiita, pois o ataque interrompeu a chamada Primavera Iraquiana, onde a base sócio-religiosa do próprio xiismo se revoltara contra o sistema sectário.
Contudo, detalhes a respeito de quais outras operações estavam sendo planejadas e operacionalizadas por Soleimani não foram dadas . Essa falta de informações por parte do Pentágono (Departamento de Defesa dos EUA) acaba por enfraquecer esta tese. Assim, outra hipótese logo levantada e que possui embasamento na história política estadunidense ganhou força nas análises pós-ataque.
Da mesma maneira que Bill Clinton ordenou ataques na Sérvia para desviar o foco da mídia no seu processo de impeachment , e Nixon recrudesceu as ações no Vietnã para garantir sua reeleição , Trump apostou alto em aumentar as tensões no Oriente Médio a fim de aumentar as chances de ser reeleito . Ainda que inicialmente esse ataque possa render frutos políticos, dois pontos devem ser destacados. O primeiro é que a campanha eleitoral está no início, e os ganhos políticos podem se dissipar ao longo do tempo entre hoje (janeiro de 2019) e as eleições em novembro. O segundo ponto é que o ataque efetuado pode desencadear um conflito maior com as forças proxy do Irã, o que poderá resultar em baixas civis e militares estadunidenses, o que afugenta votos , ao invés de atrair eles.
Enquanto os Estados Unidos enviam mais tropas para o Iraque, totalizando quase 10.000 soldados no país , o Parlamento Iraquiano votou pela expulsão de todas as forças estrangeiras que estão no país . Isso tende a colocar o governo Trump em uma encruzilhada quanto o que fazer. Ou cria uma crise política com o governo iraquiano, que em tese apoia. Ou se retira do país, praticamente o deixando para o Irã aprofundar sua influência . Ao que parece, a tese do respeito a soberania formal iraquiana prevaleceu, implicando em um longo processo de retirada de tropas, movendo-as para monarquias absolutistas, como o Kuwait e Emirados Árabes Unidos (EAU), ou então ampliando o contingente já estacionado na aliada Arábia Saudita.
Do lado iraniano, as possíveis retaliações diretas ao assassinato de Soleimani são limitadas de maneira imediata, e ilimitada na frente diplomática e política da região. Uma ação realizada por forças regulares está fora de cogitação. Em um confronto convencional, com as forças armadas de ambos os países envolvidos, o Irã a princípio perde, pois possui equipamento obsoleto em sua maioria e os soldados são menos treinados que as forças que os EUA possuem na região . Um dos trunfos do Irã reside nas capacidades assimétricas de combate assim como sua presença direta no Golfo Pérsico, em especial no Estreito de Ormuz. Outro trunfo iraniano é sua capacidade balística, de alcance regional, além da artilharia antiaérea, de bom nível e precisão.
Como conceito é importante apontar que as capacidades assimétricas são todas as ferramentas não convencionais disponíveis para fazer frente à um adversário mais poderoso. No caso iraniano temos uma rede de milícias e forças que agem por procuração, como as milícias expostas neste texto, forças de inteligência, mísseis balísticos operados por estes grupos, propaganda e em caso de uma ação direta dos EUA, invadindo o território soberano do Irã ou de aliados, insurgência e guerrilha.
Uma chave no sucesso ou não da avançada diplomática do Irã está na relação com Estados aliados dos Estados Unidos, mas cujos governos explicitamente abandonam a decisão de Trump e não a respaldam. Tal fato ocorrera com o premiê israelense Benjamin Netanyahu e com o monarca saudita Mohammad Bin Salman. Ambos aliados “incondicionais” não respaldaram o ato terrorista do presidente dos Estados Unidos. Para entender o que está em jogo no caso saudita, o Iêmen é o lugar mais propício para esse tipo de resposta, pois na guerra que ocorre neste país, os EUA apoiam a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que está em uma situação complicada , com seus soldados sendo emboscados e derrotados pelo movimento houthi, mesmo com pesado investimento saudita e estadunidense nas forças da coalizão apoiada pelas monarquias do Golfo e com a participação de salafistas da Al Qaeda na Península Árabe (AQAP) no esforço de guerra anti-houthis . No campo da guerra de propaganda, disputa de controle da narrativa e, aí sim, da legitimidade internacional, o Irã está à frente dos Estados Unidos após o atentado autorizado e assumido pela Casa Branca.
Este é o trunfo da legitimidade diante da agressão imperial. O Irã conseguiu o espaço necessário para aprofundar o chamado Eixo da Resistência e ultrapassar as boas relações diante do inimigo comum, como no caso do apoio ao Hamas e a libertação da Palestina, diante do fracasso dos Acordos de Oslo, a Ocupação da Cisjordânia e o cerco à Faixa de Gaza. Ou seja, para além do apoio à Causa Palestina e as alianças do xiismo ampliado e a aliança com o Qatar, a diplomacia do Estado persa pode estar diante de um espaço com margens de manobra que jamais teve desde 1979.
Entende-se que o assassinato do tenente-general Soleimani é o fato político mais importante a acontecer no Oriente Médio desde o estopim da Primavera Árabe, em 2010, com a configuração de forças políticas na região se modificando, com tanto os Estados Unidos quanto o Irã necessitando refazer seus cálculos políticos, se preparar para possível ação militar e ver uma mudança completa no tabuleiro diplomático. Ainda que a possibilidade de Guerra Mundial seja remota, mais do que os memes das redes sociais indiquem, a tensão militar chega a um novo patamar, que nos próximos meses deverá ditar o comportamento de atores globais, regionais, sendo estatais ou não estatais.
Estudar, analisar e apontar posições no Grande Oriente Médio e nos Mundos Árabe e Islâmico é tarefa muito mais complexa do que aparenta ser, e nem as vinculações superficiais da internet política e menos ainda o cinismo do estudo da geoestratégia podem dar conta. É importante ressaltar que a denúncia anti-imperialista diante do ato terrorista dos Estados Unidos não implica uma adesão incondicional nem ao regime de Teerã e tampouco às posições iranianas em toda a região. No caso do Curdistão e da maioria da população síria, isto é evidente, cabendo crítica. Quanto a Primavera Iraquiana interrompida, idem. No que diz respeito ao apoio da soberania libanesa e de uma Palestina soberana e viável como Estado independente (algo que os Acordos de Oslo jamais proporcionaram), aí cabe o elogio às posições iranianas. A admiração à cultura persa e o respeito aos xiismos como vertentes válidas do Islã são valores inegociáveis e incondicionais. A defesa da autodeterminação dos povos e o combate aos invasores ocidentais formam a motivação de fundo deste estudo.

Pedro Guedes é internacionalista e acadêmico de direito (pedro_0141@hotmail.com).
Bruno Lima Rocha (blimarocha@gmail.com / Bruno Baaklini na ascendência árabe-libanesa) é pós-doutorando em economia política, doutor em ciência política e professor de relações internacionais, ciência política e jornalismo.

Obs: O texto acima foi concluído antes do lançamento de uma dúzia de mísseis balísiticos vindos de território iraniano, tendo como alvo a base aérea militar de Al Asad, utilizada pelas forças imperiais dos EUA em solo iraquiano.

mashriq / arabia / iraq / imperialism / war / feature Monday January 06, 2020 20:49 byZaher Baher
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The relationship between the US and Iran has never been good after the Iranian “revolution” but since the “Arab Spring” it has gotten worse. The involvement of Iran in many countries in the Middle East, especially Iraq and Syria, made it difficult for the US to achieve its own aims in the region. This article covers what happened in Iraq currently and how the tension between the US and Iran reached a high level before the assassination of General Suleimani..

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Mashriq / Arabia / Iraq

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