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brazil/guyana/suriname/fguiana / anti-fascismo / opinião / análise Thursday January 23, 2020 23:57 byBrunoL

Já nos países “ocidentalizados”, ter boas relações com governos mais à direita – como Bolsonaro e Trump – e ignorar os apoios de antissemitas declarados que tais governantes têm, forma um tipo de “pragmatismo político” que só ajuda a relativizar os efeitos danosos da laia.

23 de janeiro de 2020, Bruno Baaklini (Bruno Lima Rocha Beaklini)
Introdução: o antissemitismo manifesto dentro do governo Bolsonaro
No dia 17 de janeiro de 2020, o então secretário especial de Cultura do governo Jair Bolsonaro foi demitido (ver link: https://oglobo.globo.com/cultura/roberto-alvim-demitido-da-secretaria-especial-da-cultura-24196589). O motivo? Descuido. Em vídeo institucional gravado para difundir o Prêmio Nacional das Artes (ver link: https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/01/17/secretario-nacional-da-cultura-roberto-alvim-faz-discurso-sobre-artes-semelhante-ao-de-ministro-da-p...ghtml) , o dramaturgo praticamente copiou trecho de seu colega de profissão, o também autor de teatro e criminoso de guerra, o ministro da Informação e Propaganda do III Reich, Joseph Goebbels. Na véspera, 16 de janeiro, Alvim participou da transmissão ao vivo pela internet em companhia do próprio capitão reformado de artilharia (ver link: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/01/16/secretario-de-cultura-fala-em-salvar-jovens-com-novo-programa-do-governo.htm), compartilhando a mesa com o secretário nacional da Pesca (aquele que elogiou a inteligência dos peixes para desviarem do óleo contaminando o litoral nordestino). Durante a transmissão, a “genialidade” de Bolsonaro reforçou a confiança no autor de dramaturgia para garantir uma cultura que garanta “o conservadorismo em arte”, para “salvar os jovens” e “dignificar o ser humano”.
Um dia depois, Alvim grava em vídeo a seguinte frase “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo – ou então não será nada.” Já o seu referente afirmara em 1933: “A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada." Logo, a ênfase no páthos, no sentido de uma epopeia da cultura nacional (no caso de Alvim seria uma nação imaginada, um país de invasores “brancos”, pois os povos dos Brasis estão centrados em Palmares e Pindorama) implicaria em algo “grandioso”, como uma queima de livros, execração cibernética, celebrações de pentecostalismo capitalista?! Algo assim, premiado pelo Estado através do governo de turno. Talvez.
Alvim foi demitido porque se descuidou. Como provar? Porque na véspera fora elogiado ao vivo pelo próprio presidente. Com sua exoneração, já é o quarto a ocupar o cargo em um ano de desgoverno. Sua pregação foi antissemita? Sem dúvida. Elogiou, plagiou, repetiu um discurso nazista? Com certeza. Uma das evidências do desconforto com tal discurso veio do próprio embaixador de Israel (ver link: https://jovempan.com.br/noticias/brasil/demissao-roberto-alvim-embaixada-israel.html), que apoiou a demissão do dramaturgo, assim como a nota da Confederação Israelita do Brasil (CONIB, ver link: https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,conib-chama-de-inaceitavel-fala-de-roberto-alvim-e-pede-afastamento-do-secretario,70003162854). Repito: vimos um sintoma, um aspecto tangível, a relação de fascínio da extrema direita protofascista com o nazismo e sua ascensão é permanente. Após a demissão, Roberto Rego Pinheiro (nome de registro de Roberto Alvim) cogitou que todo o evento teria base em alguma “ação satânica” (ver link: https://revistaforum.com.br/politica/roberto-alvim-comeco-a-desconfiar-de-uma-acao-satanica-em-toda-essa-horrivel-historia/). Como não se pode rir dessa situação, só nos resta aumentar ainda mais a indignação.
Essa longa introdução é para trazer à superfície um tema que gera muita confusão e causa discórdias e problemas nas sociedades civis organizadas dos países “ocidentalizados”, assim como nas esquerdas mundiais. O texto que segue tenta desassociar o combate ao antissemitismo com as críticas ao Estado de Israel. São temas diferentes, mas deveras manipulados para que o povo palestino fique ainda mais isolado.
Apresentação, do autor e do primeiro artigo
Esse é o primeiro texto que faço com tamanha exposição pessoal, afirmação étnica e pertença. Não é fácil. Toda estreia é uma sensação nova, que inclui o desafio de falar - conversar – com um público ampliado e ainda assim reforçar vínculos já existentes. Esse é o artigo inaugural abordando explicitamente os temas do Grande Oriente Médio com ênfase especial na libertação da Palestina e nos direitos inalienáveis e indissociáveis com o território e seu povo. Trata-se de texto de opinião, circulando com a temática central no pan-arabismo e na dramática situação em que se encontra a Cisjordânia, Gaza e os demais elementos centrais na construção de uma saída viável que contemple, no mínimo do mínimo, a mais de sete milhões de pessoas. Confesso que a tarefa não é simples e parece ultrapassar minhas possibilidades.
Antes de seguir peço licença para me apresentar. Não sou neófito nas atividades políticas (comecei no engajamento ainda criança, na chamada pré-adolescência na década de ’80 do século passado) e menos ainda no apoio à Causa Palestina. Por parte de pai tenho origem árabe, e como milhões de brasileiros e brasileiras, ascendência libanesa cristã (no meu caso, maronita) embora distante das raízes. Felizmente a formação no tema iniciou muito cedo, quando da Guerra Civil Libanesa (1975-1990), especialmente na segunda invasão de Israel ao Líbano (em 1982). Tive a sorte de aprender sobre a região através de meu falecido avô paterno, um entusiasta defensor da Frente Rejeicionista, do Bloco Árabe-Palestino-Muçulmano e Progressistas. Meu avô era um seguidor – à distância – das ideias do Sheikh Kamal Jumblatt. Curiosa situação, pois não venho de família drusa e sim maronita. Assim, através da escuta sobre as posições do líder histórico Movimento Nacional Libanês, me fiz pan-arabista e pró-palestino desde muito novo.
A politização em temas do Brasil e da América Latina veio mais forte, mas pela via da militância, o desenvolvimento político caminhou junto ao compromisso com a Causa Árabe e Palestina. No final desta década e no início dos anos ’90, participei ainda vivendo no Rio de Janeiro, do Comitê pela Libertação de Lamia Maruf Hassan. Desde então os vínculos – mais emotivos que políticos, mais de memória que orgânicos – não foram interrompidos. A partir de 2013, já doutor em ciência política e dedicado nas tarefas de docente de relações internacionais, ao que era vontade militante se somou com a missão do ofício. Um dos princípios do Direito Internacional, o da autodeterminação dos povos e seus territórios, se tornou um princípio de vida. Logo, não há como correr dos vínculos com o Oriente Médio, no apoio incondicional à Causa Palestina e ao Confederalismo Democrático no Curdistão, assim como no combate aos imperialismos e traições que assolam os países de nossos antepassados. Nos textos que seguem (neste e nos demais), me atenho na relação do pan-arabismo com a tentativa de incidir sobre a colônia e descendentes árabe-brasileiros assim como participar do esforço internacional em solidariedade ao povo palestino. Não é tarefa fácil e muito menos corriqueira. Vamos ao tema do antissemitismo.
Expondo os termos iniciais do debate: o combate ao antissemitismo e a defesa da Palestina
Por mais vínculos que tenhamos com o Grande Oriente Médio, o Arabismo e porque não, o Mundo Islâmico, a trajetória política e intelectual do apoio solidário é marcadamente outra. Somos solidários a uma Causa distante de sociedades que em geral compreendemos pouco. Citando a Edward Said, há que se temer o “orientalismo” mesmo quando esse existe na negação do mesmo. Ou seja, é tão nefasto ver a região como “exótica ou excêntrica”, como também o é ignorando as formações sociais concretas e a vida em sociedade que por lá se desenvolve, com todas as suas mazelas e conflitos de interesse. Assim, vejo como muito, muito importante conhecer com grau de profundidade as relações de poder no Mundo Árabe, os sistemas de governo, as estruturas de dominação, os papeis sociais e, dentro de tudo isso, a luta de classes (quando estas assim existem), a luta dos povos e a presença constante de Impérios Ocidentais (como os cruzados anglo-saxões e os cruzados russo-bizantinos).
Escrevemos a partir do “ocidente periférico”, é sempre bom lembrar. Digo isso porque a relação de alguém como eu, diante das comunidades judaicas, é sempre de alguma dubiedade. Tendo formação política "ocidental" (no pós-iluminismo socialista ainda na 1ª Internacional), e de base libertária, a perseguição às comunidades judaicas europeias em distintos períodos históricos é sempre uma constante. Logo, entendo que é necessária uma garantia para as pessoas de descendência e fé judaicas. Neste sentido concordo com aquilo que foi declarado, de forma genérica pelo mais que respeitado historiador Ilan Pappé. Não é tolerável nenhuma forma de antissemitismo (nem o europeu, contra populações judaicas e tampouco anti-árabes) e sim, entendo que seria necessária uma espécie de território e santuário para a comunidade judaica. Nenhuma tolerância com ideias supremacistas pode ser “tolerada”.
Sendo direto. O combate aos perseguidores do povo judeu não pode em hipótese alguma implicar em nenhum nível de complacência ou relativismo contra a deportação, desterritorialização, ocupação militar e limpeza étnica na Palestina. Como é sabido, ainda na década de ’20 do século passado, a liderança árabe-palestina chegou a cogitar um Estado Binacional, algo solenemente ignorado por Ben Gurion e seus pares. O resultado desta vontade expressa, incluindo a aliança com o imperialismo inglês, depois com EUA e União Soviética, já em 1956 novamente com Inglaterra e França e na sequência o apoio incondicional dos Estados Unidos, todos sabemos no que resultou. Repetindo. Ser contra o antissemitismo não implica, jamais, em parecer aceitável os termos da fundação do Estado de Israel – a Nakba - e menos ainda tendo por base a limpeza étnica anterior e os tipos de ocupação sendo realizadas após 1948.
É importante reforçar o óbvio. No cumprimento do dever, venho de uma tradição onde não se “conversa” ou “dialoga” com o antissemitismo. Não foram poucas vezes em que fomos chamados às últimas consequências com essa laia autodenominada de nazifascista, integralista ou assemelhados. Lutar contra a excrescência não pode ser conivência com a desumanização do povo palestino. Tamanha necessidade histórica (a luta frontal contra a extrema direita) só ganha legitimidade se – no Oriente Médio – essas mesmas pessoas promoverem uma equiparação de direitos com o povo árabe-palestino. Resumindo: a luta contra o antissemitismo não tem “dono” e menos ainda a chancela de ser ou não antissemita pode pertencer aos apoiadores da Ocupação da Cisjordânia e do Cerco à Gaza. Ao mesmo tempo, é urgente não reproduzir o mito de “Israel bastião das ideias mais avançadas” no Oriente Médio, porque o custo e peso desta sociedade liberal capitalista é a dominação de milhões de árabes.
Em números aproximados, são sete milhões só dentro das fronteiras de Israel em 1948 (quase dois milhões de palestinos que Tel Aviv insiste em denominar “árabe-israelense”), Cisjordânia (três milhões) e Gaza (dois milhões). Logo, o que é possível pensar como sendo o “plano estratégico” de Israel para sete milhões de pessoas e mais os seis milhões de refugiados originários na Nakba? Aniquilar estes territórios? Colapsar as mínimas condições sanitárias? Condenar a fome e a inanição os habitantes de Gaza? Anexar – de fato - toda a Cisjordânia, passando por cima do direito internacional? “Comprar” terras no Estado Hachemita da Jordânia e transferir centenas de milhares de famílias? Qual a solução para o não cumprimento dos Acordos de Oslo?
A posição é tão simples como dramática. Lutar contra o antissemitismo no mundo e defender a Causa da Libertação da Palestina. Não há meio termo como lembra John Mearshemier; célebre cientista político realista e co-autor junto a Stephen Walt do livro clássico “The Israel Lobby and US Foreign Policy, 2007. Ou o Apartheid é superado, ou então Israel troca paz por terra e água e restabelece condições concretas para 2 povos e 2 Estados. Isso implicaria, por exemplo, o total recuo dos colonos e assentamentos da Cisjordânia, a distribuição paritária de todos os recursos hídricos, o estabelecimento de um Porto em Gaza, sem bloqueio naval e um aeroporto na Cisjordânia, além das fronteiras abertas e sob controle palestino tanto com a Jordânia como com o Egito. Isso ou um Estado conjunto, pós-apartheid, tal como na África do Sul após 1994. Não para por aí. Israel tem de devolver Golã para a Síria e interromper os "ataques preventivos" de toda e qualquer natureza com o Líbano e a Síria. Esses itens seriam o mínimo do mínimo.
Sem negociar sobre o concreto, o debate do antissemitismo vira uma guerra de inteligência comunicacional e cibernética pelo controle da narrativa. E isso só interessa a quem não quer de fato combater a ascensão da extrema direita no Ocidente e menos ainda mover um centímetro a favor da solução da Questão e da Causa Palestina.
Linhas conclusivas: e o antissemitismo alegado na defesa da Palestina?
Encerro chamando atenção para um tema que vai orientar – literalmente – nosso debate nos próximos artigos. Antissemitismo é crime, profanação de tumbas e apostasia de qualquer natureza também. Contra essa laia, é preciso empregar todos os recursos disponíveis. E, é um crime político atribuir que a defesa dos direitos do povo palestino seja uma forma de antissemitismo. Ser antissemita também é ser anti-árabe, porque semitas somos tanto árabes como hebreus. Logo, ser anti-árabe (e porque não islamofóbico) é ser “orientalista” segundo Said e pró-ocidental e imperialista, além de colonizador cultural. Assim, na atualidade, nada mais anti-árabe do que o cinismo israelense e sua prática de ocupação militar e vigilância através da Shabak (Shin Bet, polícia política) contra toda a população árabe-palestina. Já nos países “ocidentalizados”, ter boas relações com governos mais à direita – como Bolsonaro e Trump – e ignorar os apoios de antissemitas declarados que tais governantes têm, forma um tipo de “pragmatismo político” que só ajuda a relativizar os efeitos danosos da laia. Para quem duvida ou pensa ser exagero, sugiro assistir às “comemorações” da Alt-Rigt (ver link: https://www.youtube.com/watch?v=Uqv7IVDubVY) depois de um ano da Batalha de Charlottesville, em agosto de 2017 (ver link: https://www.youtube.com/watch?v=RIrcB1sAN8I)
Nos próximos meses seguimos com este debate, alinhando-o e entrando nos meandros mais difíceis. Voltaremos.
Obs: a primeira versão desse artigo, sem a Introdução, foi originalmente publicada no Monitor do Oriente (MEMO, versão em português).
Bruno Baaklini (Bruno Lima Rocha no sobrenome materno, blimarocha@gmail.com), árabe-brasileiro de descendência libanesa é cientista político, professor nos cursos de relações internacionais, jornalismo e direito.

Ο José Oiticica ήταν Βραζιλιάνος αναρχικός, ποιητής και ακτιβιστής. Ήταν ιδρυτής και συντάκτης του αναρχικού περιοδικού “Ação Direta” (“Άμεση Δράση”), από το 1946 μέχρι και τον θάνατό του. Έγραψε επίσης και δημοσίευσε αρκετά βιβλία ποίησης.

Ο José Oiticica ήταν Βραζιλιάνος αναρχικός, ποιητής και ακτιβιστής. Ήταν ιδρυτής και συντάκτης του αναρχικού περιοδικού “Ação Direta” (“Άμεση Δράση”), από το 1946 μέχρι και τον θάνατό του. Έγραψε επίσης και δημοσίευσε αρκετά βιβλία ποίησης.

Ως γιος γερουσιαστή, ο Oiticica στάλθηκε για σπουδές σε μια θρησκευτική σχολή από όπου εκδιώχτηκε για εξέγερση. Το 1906 ίδρυσε τη Λατινοαμερικανική Ένωση, όπου υποστήριζε την προοδευτική εκπαίδευση. Αργότερα, ως καθηγητής, δίδαξε Πορτογαλική Φιλολογία τστο Πανεπιστήμιο του Αμβούργου (1929-1930).

Η συνεχόμενη εξέλιξη των ιδεών του τον οδήγησε στον αναρχισμό κατά το 1912. Συμμετείχε στο Κέντρο Κοινωνικών Μελετών, όπου έγινε ενεργός μαχητικός ελευθεριακός, πραγματοποιώντας συνέδρια στα συνδικάτα και συμμετέχοντας μαζί με τους εργάτες σε διάφορες δραστηριότητες κοινωνικής διαμαρτυρίας και αναταραχών.

Το 1918 συνελήφθη και απελάθηκε για εξέγερση, ιδιαίτερα μετά την έκκλησή του για γενική απεργία. Το 1924 επέστρεψε στη φυλακή λόγω των ελευθεριακών και αντιμιλιταριστικώντου ιδεών. Συμμετείχε επίσης στην Αντικληρικαλική Ένωση που έδρευε στο Ρίο ντε Τζανέιρο. Επίσης κατά τη διάρκεια της δεκαετίας του 1920 με την εδραίωση της Μπολσεβίκικης Ρωσίας το εργατικό και σοσιαλιστικό κιημα διαιρέθηκε.

Τον Μάρτιο του 1958 διάφοροι αναρχικοί ίδρυσαν στη μνήμη του Oiticica, το Κέντρο για τον José Oiticica (Center for José Oiticica - CEPJO) στο Ρίο ντε Τζανέιρο, το οποίο λειτούργησε μέχρι τον Οκτώβριο του 1969, όταν το κράτος επιτέθηκε σε αυτό και τα μέλη του συνελήφθησαν, φυλακίστηκαν και βασανίστηκαν.

Ο José Oiticica ήταν πατέρας του φωτογράφου José Oiticica Filho (1906-1964) και παππούς του καλλιτέχνη Hélio Oiticica. Και οι δύο εμφορύνταν από τις αναρχικές ιδέες.

*Μετάφραση: “Ούτε Θεός-Ούτε Αφέντης”.

Βρίσκουμε τον CALA το καλύτερο εργαλείο σε αυτό το στάδιο που ανοίγεται στη Λατινική Αμερική, με τους λαούς στους δρόμους να αντιστέκονται στο νεοφιλελεύθερο μοντέλο, έτσι ώστε να αρθρώσουμε την παρουσία μας σε αυτά τα γεγονότα και να δώσουμε μια σταθερή και σαφή θέση οργανωμένου αναρχισμού. Η σκηνή που ανοίγει πρέπει να μας βρει όσο το δυνατόν καλύτερα οργανωμένους και με προσβάσεις στην περιοχή. Αυτός είναι ο λόγος για τον οποίο καλούμε άλλες οργανώσεις να οικοδομήσουμε μαζί αυτό το μονοπάτι.

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Ανακοίνωση επανεκκίνησης του Λατινοαμερικάνικου Αναρχικού Συντονισμού


Μετά από μια σειρά συναντήσεων και διαλόγων, οι αναρχικές πολιτικές οργανώσεις της Λατινικής Αμερικής αποφάσισαν να αναζωογονήσουν τον Coordinación Anarquista Latinoamericana (Λατινοαμερικάνικο Αναρχικό Συντονισμό - CALA), εν μέσω αυτού του πολύπλοκου πολιτικού και κοινωνικού πλαισίου που ζει η ήπειρός μας. Ζούμε καιρούς αναβρασμού σε όλη τη Λατινική Αμερική. Καιρούς κατά τους οποίους οι λαοί έχουν κερδίσει τους δρόμους, αντιστέκονται και αντιμετωπίζουν την πιο προχωρημένη βία από τους πιο αντιδραστικούς τομείς της ηπείρου και την ενεργό παρουσία του αμερικάνικου ιμπεριαλισμού στους διαφορετικούς τρόπους παρέμβασής τους.

Οι λαοί στους δρόμους της Χιλής, της Κολομβίας, της Αϊτής, του Πουέρτο Ρίκο και του Ισημερινού, έρχονται σε μια πρόσωπο με πρόσωπο αντίσταση στην κυρίαρχη τάξη, η οποία προσπαθεί με όλα τα δυνατά μέσα να βαθύνει το σύστημα πείνας και επισφάλειας, επιτιθέμενη στις πιο αισθητά καταπιεσμένες τάξεις. Σε αυτά πρέπει να προσθέσουμε την τεράστια λαϊκή αντίσταση που αναπτύχθηκε ενάντια στο πολιτικο-στρατιωτικό πραξικόπημα στη Βολιβία, όπου η ρατσιστική βία των κυρίαρχων έρχεται αντιμέτωπη με αποφασιστικές λαϊκές κινητοποιήσεις.

Για να είμαστε σαφείς, όπως έχουμε πάντα επιβεβαιώσει, η παρακμή αλλά και οι διάφορες εικασίες εκ μέρους της κοινοβουλευτικής αριστεράς την έχουν θέσει εκτός μάχης. Σε αυτό το σημείο, οι πολιτικές αναρχικές οργανώσεις όχι μόνο επιβεβαιώνουν την ανάγκη να οργανωθούν σε απόλυτη ευθυγράμμιση με τις ιστορικές στιγμήές που ζούμε, αλλά και όπως τονίσαμε στις Αναρχικές Ημέρες του Porto Alegre νωρίτερα φέτος:
"... είμαστε πεπεισμένοι ότι ο αναρχισμός πρέπει να είναι λειτουργικός, ευκίνητος, να ταιριάζει με τις νέες κοινωνικές πραγματικότητες για να αντιμετωπίσει την αφαίμαξη που επιβάλλει αυτό το αδίστακτο σύστημα σε όσους βρίσκονται πιο κάτω, αλλά γι‘ αυτό επαναλαμβάνουμε ότι ο αναρχισμός πρέπει να οργανωθεί πολιτικά. Είναι η πολιτική οργάνωση που επιτρέπει τον εξοπλισμό εκ μέρους των αγωνιστών, με τις απαραίτητες συζητήσεις και διαλόγους, με τη σχετική ανάλυση της παρούσας κατάστασης, τον καθορισμό σχεδίων δράσης και πλάνων ανάπτυξης, τη βελτίωση της τακτικής μας με ακρίβεια, αλλά και το σχεδιασμό μιας τελικής στρατηγικής και την επάρκεια αυτής της στρατηγικής, σε κάθε κατάσταση ... "
Στο πλαίσιο αυτό, καταλαβαίνουμε ότι απαιτείται από την πλευρά μας η επεξεργασία όλων αυτών των πτυχών, σε σχέση με υιοθέτηση σταθερή θέσεων και άμεση έκφραση αλληλεγγύης, καθώς και υψηλότερα επίπεδα συντονισμένης δράσης σε ολόκληρη την ήπειρο. Γι’ αυτό έχουμε αποφασίσει την επανεκκίνηση του Συντονισμού, που λειτουργούσε από τα μέσα της δεκαετίας του '90 μέχρι το τέλος αυτής της δεκαετίας, μεταξύ των αναρχικών πολιτικών οργανώσεων της Ουρουγουάης, της Βραζιλίας και της Αργεντινής. Από το 2011 καταβάλλουμε προσπάθειες προς την κατεύθυνση μεγαλύτερων επιπέδων συνεργασίας, που εκφράζονται πλήρως στις Αναρχικές Ημέρες που οργανώνονται κάθε δύο χρόνια, φέρνοντας μαζί διάφορες οργανώσεις από την περιοχή μας και τον κόσμο.

Καταλαβαίνουμε ότι είναι καιρός να ξαναρχίσουμε το εγχείρημα ως έκφραση του συντονισμού του συνόλου των δυνάμεών μας, ως έκφραση του especifismo (ειδική αναρχική οργάνωση), ως ιστορικού ρεύματος και με προβολή του αναρχισμού. Ένας πολιτικά οργανωμένος αναρχισμός στους Λατινοαμερικανικούς λαούς χρειάζεται αυτόν ακριβώς τον καιρό.

Υπό αυτή την έννοια, προτείνουμε με έναν κοινό τρόπο, να συνεχίσουμε το καθήκον του να αναπτύσσουμε και να εμβαθύνουμε ένα θεωρητικό έργο και την επεξεργασία εννοιολογικών στοιχείων που μας επιτρέπουν να κάνουμε την ανάλυση της πραγματικότητας όσο το δυνατόν περισσότερο προσαρμοσμένη ώστε να λειτουργήσει στην κατάσταση ολόκληρης της Λατινικής Αμερικής. Επίσης, καθορίζονται έτσι συγκεκριμένες κατευθύνσεις για το συντονισμένο αυτό έργο, καθώς και η ενίσχυση και εδραίωση νέων οργανώσεων στην ήπειρο. Η κατάσταση απαιτεί να βαδιζουμε χωρίς βιασύνη, αλλά χωρίς παύση.

Βρίσκουμε τον CALA το καλύτερο εργαλείο σε αυτό το στάδιο που ανοίγεται στη Λατινική Αμερική, με τους λαούς στους δρόμους να αντιστέκονται στο νεοφιλελεύθερο μοντέλο, έτσι ώστε να αρθρώσουμε την παρουσία μας σε αυτά τα γεγονότα και να δώσουμε μια σταθερή και σαφή θέση οργανωμένου αναρχισμού. Η σκηνή που ανοίγει πρέπει να μας βρει όσο το δυνατόν καλύτερα οργανωμένους και με προσβάσεις στην περιοχή. Αυτός είναι ο λόγος για τον οποίο καλούμε άλλες οργανώσεις να οικοδομήσουμε μαζί αυτό το μονοπάτι.

Για την οικοδόμηση της λαϊκής εξουσίας!
Για τον σοσιαλισμό και την ελευθερία!


Για τον Λατινοαμερικάνικο Αναρχικό Συντονισμό (CALA)


Αναρχική Ομοσπονδία Ουρουγουάης (FAU)
Βραζιλιάνικος Αναρχικός Συντονισμός (CAB)
Αναρχική Ομοσπονδία Ροζάριο (Αργεντινή) (FAR)

*Μετάφραση: Ούτε Θεός-Ούτε Αφέντης.

brazil/guyana/suriname/fguiana / repressão / prisioneiros / opinião / análise Wednesday December 11, 2019 10:23 byBrunoL

Há um tema delicado, uma forma de gerar o medo e criar factoides sem fim, vindos do Palácio do Planalto, durante o desgoverno de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. O tema dos decretos de Garantia da Lei e da Ordem, além de ser uma herança maldita e esdrúxula da ditadura, é também uma imposição no texto constituinte, assim como a defesa interna atribuída aos quartéis - outra excrescência do governo da Arena de Sarney com o PMDB e sob tutela ainda da milicada – é uma tentação permanente de autoritarismo.

Bruno Lima Rocha, 10 de dezembro de 2019
Há um tema delicado, uma forma de gerar o medo e criar factoides sem fim, vindos do Palácio do Planalto, durante o desgoverno de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. O tema dos decretos de Garantia da Lei e da Ordem, além de ser uma herança maldita e esdrúxula da ditadura, é também uma imposição no texto constituinte, assim como a defesa interna atribuída aos quartéis - outra excrescência do governo da Arena de Sarney com o PMDB e sob tutela ainda da milicada – é uma tentação permanente de autoritarismo.
Mentecaptos como o atual presidente, cuja carreira militar foi patética, indicam essa necessidade como se isso fosse resolver alguma crise de segurança pública. Caso alguém seja curioso na área, convido a observarem a situação no Rio de Janeiro, em termos comparativos, antes e depois da Intervenção do Carnaval de 2018. Não foi a primeira e pelo visto não será a única. E de que serviu? Nada a não ser ajudar a contaminar ainda mais os quartéis pelo convívio com a economia politica do tráfico e do crime em geral.
GLO e “mexicanização”
Tal fenômeno, o de emprego interno das Forças Armadas para resolver problemas de ordem interna, ganha o neologismo de "mexicanização" graças ao governo neoliberal de Felipe Calderón (PAN, 2006-2012). Este oligarca, eleito através de apuração fraudada, tomou como sócio majoritário ao Cartel de Sinaloa e declarou guerra aos Zetas, que por sinal estava em guerra contra seus ex-patrões do Cartel do Golfo, e havia conflito coletivo contra o Cartel de Juárez e também de Jalisco (antes do Nueva Generación).
O resultado foi uma mortandade absurda muito devido à aplicação de uma lei semelhante ao excludente de ilicitude habilitando as Forças Armadas, e em especial a Marinha como braço armado da SEDENA (o Ministério da Defesa do México) a matarem sem prestar contas de seus atos. Com isso o país teve a parcela norte de seu território dizimada e a corrupção avançando como forma de enriquecimento complementar de militares de carreira.
Como já se sabe, a experiência histórica não serve nada para Bolsonaro e seus asseclas. Isso é fato. Não sei se o Alto Comando do Exército brasileiro vai aceitar o embarque em mais uma aventura. Porque esta, caso possa ser decretada GLO sem passar pelo Congresso ou sem o pedido de governos estaduais, então poderia ser aplicada a todo instante e momento.
Não deixa de ser irônico. Um ex-oficial militar de passagem medíocre e final melancólico como castrense pode vir a executar um ato que nem a ditadura conseguiu ou quis fazer.
GLO e factoides sem fim
O que me parece algo sempre válido é considerar a possibilidade de emprego de uma GLO através de factoides. Nunca podemos nos esquecer do Plano Cohen do fascista Olympio Mourão - ele mesmo, o da coluna dos tanques que saíram de Minas em 1964 - e o efeito que pode gerar uma comoção interna. Por exemplo, o presidente eleito teve uma campanha mais que conturbada. Imaginemos um ataque cometido em um mesmo dia com protestos massivos do tipo “Ele Não!”. Seria plausível supor que uma situação assim pode implicar no motivo alegado para o acionar de uma GLO.
O emprego do momento pós golpe parlamentar de 2016 foi quando dos protestos contra a votação do segundo turno da Reforma Trabalhista na Câmara Federal, em maio de 2017. O ainda presidente da câmara baixa Rodrigo Maia considerou algo a respeito e na mesma tarde o GSI de Etchegoyen colocou as garras de fora e obteve o decreto de GLO para uma semana no DF, operando a partir da Esplanada. A medida foi suspensa antes do prazo, até porque as caravanas para Brasília retornaram aos seus estados de origem, sendo impossível manter uma luta de médio prazo sem bases territoriais.
A experiência de Brasília não foi boa para quem atua na esquerda. O mais preocupante é supor que possa haver algum grau de coordenação entre forças federais e forças estaduais. Se isso acontecer o nível da política de extermínio durante uma GLO em vigência pode ser ainda maior, ainda mais se junto vier o pacote do excludente de ilicitude.
Mas, por mais alarmantes que possam ser os fatos, há algo de confusão na internet brasileira. Não vejo uma ditadura perto nem nada por estilo. Mas sim, reconheço que é incompatível o neoliberalismo com qualquer forma de democracia - da liberal burguesa à direta e participativa - e também que para as populações indígenas, quilombolas, da luta do campo e a maioria afro descendente dos territórios de periferia, a maior parte desta parcela da população, em especial sua juventude, muitas vezes sequer tem os direitos civis assegurados. Logo, com ou sem GLO, o Estado já é o campeão absoluto em execuções extrajudiciais e crimes derivados de abuso de autoridade policial ou negligência dos governos constituídos. A chacina nos dois bailes funk da comunidade de Paraisópolis infelizmente não é novidade alguma.
As periferias vivem uma autêntica "tirania dos casos isolados"!!!
GLO e os riscos reais
O terceiro e último aspecto que gostaria de analisar diante das ameaças de projeto de lei de emprego de GLO por decreto e sem consulta aos governos estaduais, medida essa agravada por tentativa de legalizar a matança com ou PL este sobre excludente de ilicitude e6o colapso das Forças Armadas.
Vamos observar bem. O Estado através do governo central conta com algumas forças aptas para o combate urbano, ou algum tipo de modus operandi não convencional. Se formos comparar, o acionar de tipo BOPE da PMERJ - hoje somando mais de três batalhões na verdade - supera em "eficiência" ao destas unidades.
Imaginemos o emprego permanente de soldados profissionais - ou o desgoverno Bolsonaro através de "análise" do GSI cogitou enviar conscritos?! - como o batalhão de Forças Especiais o contingente profissional da Brigada Paraquedista, ou o Batalhão Tonelero do Corpo de Fuzileiros Navais? Quem sabe o conjunto da Força de Deslocamento Rápido (FDR) do Exército? Ou porque não a unidade de elite e salvamento da Força Aérea? Para que? Para patrulhar vielas e becos e atirar em jovens inocentes saindo de bailes da comunidade?
Vai ter então emprego de munição letal na repressão a supostos atos de protesto como as jornadas que ocorrem no Chile e Colômbia? Logo vai ter o emprego de tanques e carros de combate e as forças sociais manifestantes serão dizimadas por tiros de ponto 50 disparadas por um cabo de cavalaria que deu muita sorte e engajou depois do primeiro ano de serviço? Ah então o "jênio" do Planalto vai aplicar as Forças Armadas no policiamento ostensivo e anti-motim? Assim vai triplicar o contingente da PE, da Polícia da Marinha e da Polícia da Aeronáutica?!
E se no meio dos supostos conflitos sociais uma parcela do comando resolver recuar, como ocorreu em 2019 no Chile, em especial com a Infantaria da Marinha (fuzileiros chilenos) ou as medidas forem em parte contestadas pelas autoridades do Comando do Exército, como também ocorreu no Chile?!
Vejam bem, não estou dizendo que a vocação dos militares brasileiros seja a do combate profissional e a não ingerência interna. Longe disso, ainda mais com essa aventura ridícula de se somarem ao desgoverno de um tenente que reformou como capitão. Não. Mas também afirmo que a mesma "agilidade" que a geração de quatro e três estrelas liderada por Eduardo Villas Bôas - aquele que manda recado ao STF pelo Twitter - e do falastrão de loja maçônica Hamilton Mourão (o vice cujo titular não queria, mas aí apareceu vídeo do "príncipe"...) teve para entrar na política pela porta dos fundos, pode ser usada para escapar pela janela de serviço.
Assim, pendurado no próprio delírio e com cadáveres na conta - mortes “contábeis” porque seriam de militantes e não de jovens inocentes sem representação política - como ficaria o governo de quem assinou o famigerado decreto?!
Sinceramente não creio nem em profissionalismo militar - a adesão ao Bolsonaro é a prova viva da sandice - e menos ainda no patriotismo dos oficiais generais das três armas. Mas creio sim, e muito, em seu instinto de sobrevivência. Já com o núcleo duro dos olavianos do Jair, tudo é possível, tudo mesmo, mas sempre levando em conta que para oportunistas de ocasião e delirantes compulsivos - vide as pastas das relações exteriores, educação e as políticas culturais - nem o inferno é o limite. Já no meio do caos, se este vier, a turma da especulação financeira faz um "desinvestimento" e volta a se dedicar plenamente "apenas" a jogatina financeira, mudando de lugar no balcão para seguir assegurando que quase nada saia do lugar.
GLO com decreto presidencial sem pedido do governo local e com excludente de ilicitude é o melhor caminho para o fim do desgoverno e seus asseclas oportunistas. O problema é que nada disso é comédia ou meme, têm vidas reais e muito sangue no meio. Espero que possamos derrotar este absurdo antes que a sociedade organizada tenha de confrontar a excepcionalidade de frente e na rua.

Bruno Lima Rocha é pós-doutorando em economia política, doutor e mestre em ciência política; professor universitário nos cursos de relações internacionais, direito e jornalismo. Para acessar textos e contato:
www.estrategiaeanaliseblog.com (textos) e www.estrategiaeanalise.com.br (arquivo); https://www.facebook.com/estrategiaeanaliseoficial/ (todo o acervo audiovisual, com participações em mídia) / t.me/estrategiaeanalise (grupo no Telegram para receber áudios e vídeos) e blimarocha@gmail.com (para e-mail e Facebook).

Περισσότερο από ποτέ, το ότι έπρεπε η οργάνωση των εργατικών τάξεων να εμποδίσει την οργάνωση και αύξηση των φασιστικών ομιλιών και εκδηλώσεων, δείχνει τη σημασία της. Ο φασισμός, χθες και σήμερα, δεν δέχεται διάλογο, οπότε πρέπει να καταπολεμηθεί με άμεση δράση, οργάνωση και ταξική αλληλεγγύη.

Ενιαίο Αντιφασιστικό Μέτωπο - 85 χρόνια αργότερα

Στις 7 Οκτωβρίου 1934, ακριβώς πριν 85 χρόνια, μια αντιφασιστική δράση που οργανώθηκε από διάφορα κοινωνικά και επαναστατικά κινήματα εμπόδισε την πραγματοποίηση μιας φασιστικής συγκέντρωσης στο Σάο Πάολο. Η δράση έγινε γνωστή ως η μάχη του Sé.

Την ίδια ημέρα, η ακροδεξιά Brazilian Integralist Action (Βραζιλιάνικη Ολοκληρωμένη Δράση -ΑΙΒ) κάλεσε σε διαδήλωση για τον εορτασμό των δύο χρόνων του Μανιφέστου της. Η ομάδα, που ιδρύθηκε από τον συγγραφέα και δημοσιογράφο Πλίνι Σαλγκάδο, χαρακτηριζόταν από συντηρητισμό, εθνικισμό και παραδοσιολατρεία, προσαρμόζοντας τον φασισμό στα ζητήματα που αντιμετώπιζε η Βραζιλία, προωθώντας, επίσης, έναν αντισημιτικό λόγο.

Σε αυτή την περίοδο, τα φασιστικάκαθεστώτα ανέρχονταν σε διάφορες χώρες του κόσμου, χρησιμοποιώντας ακόμη τη γλώσσα και τα σύμβολα του εργατικού κινήμματος για να προσελκύσει μια εργατική βάση. Εν τω μεταξύ, το κράτος ενέτεινε την καταστολή για να αποτρέψει την πρόοδο των αγώνων των από τα κάτω, τα επιτεύγματα των 8 ωρών εργασίας και αρκετές επαναστατικές εξεγέρσεις που συνέβησαν κατά την περίοδο.

Ακόμη και αποδυναμωμένο από την καταστολή, το εργατικό κίνημα οργανώθηκε για να δώσει απαντήσεις και να διαδώσει τις αντιφασιστικές ιδέες και την πρακτική. Μετά την ίδρυση της ομάδας Intregalista το 1932, διάφορες αριστερές ομάδες συγκρότησαν το Ενιαίο Αντιφασιστικό Μέτωπο (FUA) και οι αναρχικές ομάδες και τα περιοδικά τους, όπως η εφημερίδα “A Plebs” και άλλες, καθώς και αγωνιστές όπως οι Edgard Leuenroth και Oreste Ristori, για παράδειγμα, ήταν από τους πρώτους που εισήγαγαν αυτή τη συζήτηση και πολέμησαν τον ιταλικό φασισμό.

Η τελική απάντηση ήρθε ένα χρόνο αργότερα, με την οργάνωση της δράσης που επέτρεψε τη φασιστική γιορτή. Μετά από έντονη αντιπαράθεση, το Ενιαίο Αντιφασιστικό Μέτωπο εμπόδισε τους φονταμενταλιστές να ανακτήσουν τους δρόμους και αργότερα συνέταξε μια πρόταση εταιρικού χαρακτήρα με την κυβέρνηση του Getúlio Vargas.

Περισσότερο από ποτέ, το ότι έπρεπε η οργάνωση των εργατικών τάξεων να εμποδίσει την οργάνωση και αύξηση των φασιστικών ομιλιών και εκδηλώσεων, δείχνει τη σημασία της. Ο φασισμός, χθες και σήμερα, δεν δέχεται διάλογο, οπότε πρέπει να καταπολεμηθεί με άμεση δράση, οργάνωση και ταξική αλληλεγγύη.

Δεν θα ξεχάσουμε τη μάχη του Sé.

Ζήτω η οργάνωση όλων των εργατών ενάντια στον φασισμό!

Για έναν λαϊκό αντιφασισμό, από τους δρόμους ανάμεσα στο κάτω και στην περιφέρεια!

Coordenação Anarquista Brasileira (Βραζιλιάνικος Αναρχικός Συντονισμός - CAB)

*Μετάφραση: ”Ούτε Θεός-Ούτε Αφέντης”.

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Neste 8 de Março, levantamos mais uma vez a nossa voz e os nossos punhos pela vida das mulheres!

Neste 8 de Março, levantamos mais uma vez a nossa voz e os nossos punhos pela vida das mulheres!

Brazil/Guyana/Suriname/FGuiana

Wed 26 Feb, 06:57

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