Associação Socialista Libertária
Organização Especificamente Anarquista, Libertária, Classista e Revolucionária em Mato Grosso do Sul
A Associação Socialista Libertária é uma Organização Especificamente Anarquista, Libertária, Combativa, Classista e Revolucionária em Mato Grosso do Sul. A nossa organização se trata da concordância livre ente indivíduos e núcleos de forma horizontal a fim de militar coletivamente em rumo a um objetivo comum.
Apresentação
A Associação Socialista Libertária é uma Organização Especificamente Anarquista, Libertária, Combativa, Classista e Revolucionária em Mato Grosso do Sul. A Associação significa a concordância livre ente indivíduos e núcleos de forma horizontal a fim de militar coletivamente em rumo a um objetivo comum.
Nossas referências históricas tradicionais são o bakuninismo na 1ª AIT, o anarco-comunismo de Errico Malatesta, o debate sobre a Plataforma Organizacional de Nestor Mackno, a atuação do grupo de Durruti e Ascaso no anarquismo espanhol e a experiência da FAU no Uruguai. Mais recentemente, no Brasil, reconhecemos as organizações especifistas como a FAG - Federação Anarquista Gaúcha, a OSL - Organização Socialista Libertária e o FAO - Fórum do Anarquismo Organizado, dentre outras similares.
Nossos princípios organizacionais se pautam pela Plataforma Organizacional e são:
Unidade Teórica;
Unidade Tática;
Responsabilidade;
Federalismo.
Nossa Atividade será a Militância e Inserção Social criando laços orgânicos com o Povo Oprimido de acordo com as condições concretas da luta destas classes, apresentando-se como alternativa libertária e um instrumento à luta de classes. Portanto buscamos promover o desenvolvimento autônomo e auto-organização das massas populares de forma horizontal sem transformá-las em aparelhos burocráticos.
Nós como minoria ativa, não podemos ser mais que um instrumento de libertação dos oprimidos e também uma instância onde se acumula o saber teórico e a experiência da luta popular.
Os anarquistas só poderão cumprir seu papel como força organizada, se possuírem uma concepção clara dos objetivos de sua luta e os caminhos que levam a realização destes objetivos. Eis a razão de ser de nossa organização como força condutora das idéias libertárias pela Associação Socialista Libertaria em Mato grosso do Sul.
Nossos Princípios Teóricos
Acracismo: princípio e organização social onde se encontra a máxima liberdade e responsabilidade e emancipação humana, avesso a qualquer forma de dominação, exploração e opressão do homem pelo homem.
Associativismo: Práxis social e forma de organização social que caracterizasse pelo seu caráter voluntário de indivíduos livres se constituírem em associações e conselhos providos de autonomia e objetivos comuns. Trata-se da liberdade humana em configurar a própria vida de forma social e autônoma.
Ação Direta: Relação social direta e pessoal de atuação e controle no processo produtivo e decisório em oposto a idéia de representação. Portanto trata-se de uma relação imediata, personalíssima, inalienável, indelegável e efetiva.
Classismo Proletário: Consciência proletária e tomada de posição do ponto de vista proletário de sua própria situação econômica histórica e social e das relações que mantêm com a totalidade econômica e social de que são membros e da oposição entre burguesia e proletariado no modo de produção capitalista, a partir de seus interesses de classe para que desenvolva a capacidade revolucionária para a luta de classes que vise a solidariedade de classes, a unificação do movimento das massas de forma atuante conforme os seus próprios interesses como força coletiva, que vise também a apropriação coletiva dos meios de produção e a libertação do proletariado ao suprimir a própria existência das classes sociais. Com efeito, a exploração de classe gera necessariamente a luta de classes, disso constata-se que a combatividade de uma classe é tanto maior quanto maior seu classimo proletário de acordo com as novas formas que assume a luta de classes em função da evolução das forças produtivas e das relações de força entre as classes.
Anti-Capitalismo: O capitalismo não é outra coisa senão a incessante valorização do valor, aparecendo como fim em si mesmo irracional, sob critérios econômicos autonomizados e estruturas fetichistas, que nunca trouxe aumento de bem-estar para os povos, mas sempre apenas novos surtos de pobreza e desespero para as classes oprimidas dividindo a sociedade em classes sociais antagônicas. O anti-capitalismo visa à superação da forma valor e de todas as categorias básicas do moderno sistema produtor de mercadorias.
Anti-Estatismo: O Estado é uma instituição detentora do monopólio da violência e instrumento da dominação econômica e política de uma classe dominante sobre outra classe dominada e pressupõe sempre uma sociedade de classes antagônicas, sendo no modo de produção capitalista a dominação da classe capitalista sobre o proletariado. Portanto advogamos a abolição das formas estatais pelo seu caráter hierárquico e de dominação de classe, sendo ele Estado burguês ou Estado proletário, pois este último é uma falsificação que em verdade se revela como Capitalismo de Estado.
Internacionalismo: Difusão global da solidariedade, cooperação e práxis revolucionária proletária que exceda os limites fronteiriços, históricos, geográficos e constitucionais dos Estados existentes, pois a ideologia patriótica e nacionalista é o colorário metafísico do Estado burguês moderno.
Autogestão: Relação social de produção que é a determinação básica do modo de produção de uma Sociedade Libertária, onde os próprios produtores associados de forma consciente dirigem, administram, desenvolvem e controlam suas atividades produtivas, ou seja, regulam conscientemente seu contexto vital e não é dominado por coisas mortas, na qual importa apenas que, dentro de um contexto funcional, as coisas necessárias sejam produzidas na quantidade e na qualidade necessárias, segundo as necessidades sensíveis e matérias dos associados, onde se encontra abolido a auto-valorização do valor, o trabalho abstrato alienado, as classes sociais, o Estado, a reprodução capitalista, bem como a divisão encontrada no modo de produção capitalista entre economia e política.
Revolucionarismo Libertário: Necessidade de ruptura profunda com o sistema jurídico, político, social, econômico e cultural vigente, acompanhado do uso da violência organizada das forças proletárias com a subsequente formação de uma nova sociedade e organização libertária, onde se encontra abolidos a sociabilidade sob o Capitalismo e o Estado. Trata-se de um projeto de longo prazo que pressupõe uma fase de organização, de acúmulo de forças e de elevação dos níveis de conflito sem a necessidade de uma Ditadura do Proletariado que exerce a mesma coerção, opressão e a violência contra as classes oprimidas.
Federalismo: Auto-organização e auto-administração, baseado numa divisão técnica de funções. Trata-se de uma ligação em rede das unidades autogestionárias autônomas de forma horizontal com uma estrutura de comunicação direta e uma logística comuns que leve em conta o caráter pluridimensional das organizações de base autogestionárias.
Crítica Radical: O foco teórico da crítica do valor tem de desenvolver a crítica radical da própria forma social do valor, a crítica do fetichismo moderno, a crítica da produção de mercadorias como sistema, a crítica da valorização do valor como fim em si mesmo. A crítica do fetichismo também deve conceber a dominação de estruturas fetichistas impessoais sobre toda a sociedade, colocando as categorias básicas do moderno sistema produtor de mercadorias como objetos não ontológicos, negativos e históricos.
Poder Popular: Não se trata da existência de um vínculo precário entre o poder e o povo como na democracia burguesa, seja qual for a substância real deste vínculo, mas sim, da máxima e total unidade e indivisibilidade entre o povo e o poder, por isso tratamos em falar em Poder Popular, onde o povo se torna sujeito e toma para si o controle de seu processo histórico e produtivo.
"A unidade viva, verdadeiramente poderosa, e a que queremos todos, é a unidade que a liberdade cria nas entranhas das diversas e livres manifestações da vida, expressando-se pela luta." M. Bakunin.
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Comments (3 of 3)
Jump To Comment: 1 2 3E o Rusga Libertária? A associação é a transformação do Rusga?
saudações libertárias
Este grupo, a Assossciação Socialista Libertária é do Mato Grosso do Sul, e a Rusga Libertária é do Mato Grosso. A Rusga constroe o FAO, já este novo grupo ainda não. Mas ao que parece eles tem a intenção de abrir dialogo com o FAO Nacional. Vamos ver no que dá!?!
Apesar de nós do Coletivo Para Além do Estado e do Mercado/PAEM, fundado em 2006 na cidade de Dourados/MS, nunca termos ouvido falar neste grupo estamos abertos e curiosos para conhece-los... entrem em contato conosco
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cep: 79804-970
Dourados/MS
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www.coletivopaem.blogspot.com
Também estamos entrando em contato com companheiros de todo o estado visando uma aproximação pela estruturação de uma Federação Anarquista no Mato Grosso do Sul
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