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Em defesa da autonomia dos movimentos sociais!

category brazil/guyana/suriname/fguiana | a esquerda | comunicado de imprensa author Thursday May 24, 2007 17:47author by Rusga Libertária - Construindo o Fórum do Anarquismo Organizadoauthor email rusgalibertariafao at gmail dot comauthor address Cuiabá - MT Report this post to the editors

(Comunicado da organização Rusga Libertária aos movimentos sociais)

Passamos hoje um momento de crise dentro dos movimentos sociais onde se discute o governismo de várias entidades e a cooptação destas pelos projetos lulistas. Busca-se alternativas para uma nova organização dos trabalhadores que não seja refém de práticas governistas e partidárias. Essa questão acaba passando dentro do CLTP (talvez um dos movimentos sociais mais fortes em Cuiabá nos últimos dois anos).


Em defesa da autonomia dos movimentos sociais!


Passamos hoje um momento de crise dentro dos movimentos sociais onde se discute o governismo de várias entidades e a cooptação destas pelos projetos lulistas. Busca-se alternativas para uma nova organização dos trabalhadores que não seja refém de práticas governistas e partidárias. Essa questão acaba passando dentro do CLTP (talvez um dos movimentos sociais mais fortes em Cuiabá nos últimos dois anos). O acúmulo de discussão realizados na formação do CLTP e no seu desenvolvimento tem como princípios o apartidarismo, embora seja aberta para filiados a partidos; é combativo, tendo como prática política a manifestação em vias e prédios públicos e a promoção do trabalho de base; é coordenada através da horizontalidade; e que os frutos de sua luta (isso, lógico, inclui o seu mecanismo de comunicação: o e-mail) não são para ser utilizados com o intuito de favorecer um determinado partido.

A unidade na ação e o respeito as variadas concepções políticas dentro do movimento sempre foram debatidos e construidos acordos para poder agrupar pessoas que reivindicassem melhorias no transporte público através do protagonismo popular evitando a utilização do comitê para práticas partidárias buscando aglutinar a população para a luta sincera e necessária frente aos magnatas dos transporte.

Ameaças e ataques a essa unidade e a esses acordos o CLTP vem sofrendo desde o iníco seja por ações da prefeitura seja por parlamentares ou militantes de partidos políticos que buscavam vincular a luta a suas agremiações. No entanto a discussão se agravou quando o e-mail do grupo começou intensamente a ser utilizado para propaganda petista e cutista ação feita por um militante do próprio comitê, Gibran Lachowisk (PT) fazendo avaliações pessoais como sendo do CLTP: "Urgente: Água e Transporte" afirmava categoricamente que: " Popularidade do prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, cai demais.(...) os "culpados" são o CLTP,. o Fórum de Luta Contra a Privatização da Sanecap, o mandato do PT na Câmara de Vereadores de Cuiabá, parte dos movimentos estudantil, sindical, comunitário e religioso." Essa avaliação nunca foi feita pelo CLTP então, não expressa a opinião coletiva e nunca deveria ser enviada pelo o Email do grupo. De forma oportunista ele utilizou do CLTP para dar início a campanha 2008 para câmara de vereadores e prefeitura. Esse tipo de atitude não passou de um certeiro golpe contra a unidade do mesmo, uma vez que é construído por militantes de variadas concepções políticas e feriu deliberações de encontros realizados com todo o conjunto da militância do movimento.

Esse tipo de problema não é nada recente. Desde a sua fundação, o CLTP vem sofrendo com tentativas de golpe visando o seu aparelhamento. Dentre os episódios mais marcantes, podemos destacar a convocação de uma frente única, protagonizada majoritariamente pela Juventude Revolução (Juventude da Corrente Trabalho/PT). Essa tal frente única (formada semanas antes das eleições, no ano passado), aglutinaria movimentos e entidades partidárias como a UJS (juventude do PCdo B) e a UNE, entidades governistas, partidarizadas e que atualmente se encontram totalmente fora do âmbito das lutas legitimamente populares. É importante lembrar que as dificuldades do CLTP à época não implicavam necessariamente a falta de uma suposta frente única. Tal frente única fora realizada em torno da palavra unidade, que como sempre é distorcida pelos oportunistas de plantão nos movimentos sociais. Em nenhum momento negamos o apelo a unidade no CLTP, no entanto sempre chamamos a atenção para como isto deveria ser feito. Avaliamos extremamente crítico se realizar uma pretensa unidade em torno de uma simples bandeira, a unidade deve ser realizada em torno não só de bandeiras, mas sim de princípios e de uma base programática claramente definida e em se tratando de movimentos sociais deve ocorrer na união das entidades que atuam nesse campo e não com partidos políticos eleitoreiros interessados em usar os movimentos para alavancar suas candidaturas. A unidade deve ser feita com um único fim: avançar na combatividade do movimento aglutinando forças para isso. No caso dessa chamada frente única ocorreu o contrario levando ao afastamento de grande parcela de sua base, que não enxerga com bons olhos sua participação em um movimento que tem como objetivo a promoção de futuros parlamentares.

A partidarização e o aparelhamento de movimentos sociais constituem, talvez, os seus principais problemas e são empecilhos para avançar enquanto entidades de luta. Os militantes, no caso, não seguem a linha política proveniente das bases que compõem o movimento e, sim, das lideranças de partidos. Isso provoca a evasão dos trabalhadores que deviam compor o movimento sendo substituídos pelos burocratas e carreiristas(militantes profissionais). A situação se agrava mais quando temos um caso em que o partido o qual aparelha um movimento é o mesmo que esta no poder. Ocorre, então, o governismo. O movimento fica atrelado ao governo, controlado pela linha política advinda de cima pra baixo, e não da base. Exemplo contemporâneo e escrachado disso são as relações CUT/UNE com Lula causando um forte imobilismo nas lutas populares.

Levando em consideração esses fatores, considerando que o governismo, o aparelhismo, a cooptação e o centralismo são nocivos para um movimento e anulam perspectivas de construção de lutas, entendemos à atitude do militante Gibran, como desleal, desrespeitando o CLTP e a todos como militantes. Esses que assim agem são os sectários que querem transformar um movimento amplo em uma luta restrita e parlamentar, esses que ameaçam a unidade, pois rompem acordos coletivos em nome de seu objetivo maior, a chegada do seu partido ao poder estatal. A esses diremos que estamos na luta por um transporte público, de qualidade social e gratuito aonde quer que esteja nossa atuação.


Rusga Libertária - Cuiabá - MT;
Construindo o Fórum do Anarquismo Organizado - FAO Brasil

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