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Construção do Partido Revolucionário Anarquista

category brazil/guyana/suriname/fguiana | movimento anarquista | other libertarian press author Monday May 14, 2007 02:35author by ernesto - UNIPA Report this post to the editors

Chamado aos militantes revolucionários para a construção nacional da UNIPA

O processo revolucionário se dá pela combinação de diversos fatores. O primeiro é a luta de classes ou os conflitos político-econô micos entre burguesia e proletariado; o segundo é o desenvolvimento da força coletiva do proletariado, materializado nas suas organizações e lutas.

Maio de 2007, Comunicado Nº 21 da União Popular Anarquista - UNIPA

Construção do Partido Revolucionário Anarquista
- Chamado aos militantes revolucionários para a construção nacional da UNIPA -


1 – A necessidade de uma Organização Política Nacional

O processo revolucionário se dá pela combinação de diversos fatores. O primeiro é a luta de classes ou os conflitos político-econô micos entre burguesia e proletariado; o segundo é o desenvolvimento da força coletiva do proletariado, materializado nas suas organizações e lutas. A construção das organizações políticas revolucionárias é um momento fundamental da luta de classes.
Dessa maneira, a construção de um partido político revolucionário é então uma necessidade para os revolucionários anarquistas ou bakuninistas. Nesse sentido, a construção do anarquismo enquanto força política proletária passa pela construção de um partido revolucionário.
Mas o anarquismo hoje no conjunto das organizações e movimentos da classe trabalhadora não é senão um fenômeno muito secundário. Para tornar o anarquismo uma força real, será preciso dar início a um sério trabalho de propaganda e organização nos movimentos de massa.
Para isso, antes de termos a capacidade de convocar a construção de um Partido (que implica um salto quantitativo, alcançando os milhares de militantes, e qualitativo, a representatividade dentro da classe e grande poder de mobilização e pressão), é preciso um trabalho preliminar. Um trabalho que agrupe os militantes existentes na base de uma teoria, estratégia e programa revolucionários. Um trabalho que não pode esperar mais.
Esse trabalho preliminar é caracterizado pela construção de um grupo político nacional, bakuninista, que será o embrião do partido revolucionário. A tarefa então do atual momento é agrupar militantes sob a bandeira revolucionária do anarquismo, trabalhando na construção da União Popular Anarquista (UNIPA) como grupo político nacional que irá atuar nas organizações do proletariado.
As principais tarefas desse grupo nacional serão: 1) desenvolver a teoria revolucionária bakuninista, que orientará a intervenção e luta político-ideoló gica no movimento de massas, e permitirá que o anarquismo se torne uma direção política para muitas lutas e organizações da classe; 2) aumentar a presença de massas do anarquismo, através da defesa de uma linha de massas que permita o desenvolvimento da força coletiva do proletariado.

2 - O Trabalho de Propagada, Agitação e Organização.

A luta teórica é realizada de forma combinada com o trabalho de agitação, propaganda e organização entre as massas - a luta político-ideoló gica. A principal tarefa desse trabalho político será a difusão do programa reivindicativo e revolucionário da organização.
O programa reivindicativo compreende a luta por melhores condições de trabalho e vida (melhores salários, redução da jornada de trabalho, defesa dos direitos sociais, trabalhistas e etc) e visa animar a luta da classe sob as condições objetivas da sociedade capitalista. O programa revolucionário aponta a direção final e de longo prazo do trabalho da organização – a destruição do Estado, do Capitalismo e a construção do Socialismo – e marca a tônica de sua intervenção numa situação revolucionária, que ela ajuda a preparar, com o protagonismo da classe trabalhadora e de suas organizações.
O programa reivindicativo permitirá o aumento da influência dos anarquistas nas organizações e lutas da classe trabalhadora; o programa revolucionário irá marcar a direção política de longo prazo, permitindo o agrupamento da militância de vanguarda.
A intervenção dos revolucionários anarquistas nos sindicatos, organizações estudantis e populares é parte essencial do trabalho de construção do grupo político nacional, de orientação bakuninista, embrião do partido revolucionário.
Por outro lado, a construção de um grupo nacional com uma linha realmente revolucionária e uma linha de massas classista e combativa irá imediatamente repercutir nas próprias organizações e luta dos trabalhadores. Por isso, a construção da organização através da luta teórica e político-ideoló gica é uma tarefa essencial do momento, de interesse tanto para os revolucionários quanto para os trabalhadores em geral.

3 – As tarefas urgentes dos revolucionários e do proletariado

A atual situação política no Brasil é caracterizada por um processo fundamental: a crise e reorganização do movimento sindical-popular, que burocratizado e dominado pelo PT (Partido dos Trabalhadores) não consegue atender às necessidades das lutas dos trabalhadores. Essa crise ao mesmo tempo em que impõe dificuldades, cria possibilidades.
De outro lado, há o avanço das reformas neoliberais e da reestruturação produtiva que corta direitos trabalhistas, elimina empregos e aumenta a exploração. Por isso, é preciso que os revolucionários anarquistas tenham uma linha política e de massas que permita uma correta intervenção na atual conjuntura de ofensiva burguesa e colaboracionismo das principais entidades do movimento sindical-popular.
Do ponto de vista da classe trabalhadora, a principal tarefa é a ruptura com a burocracia sindical e com o modelo corporativista de organização e luta. Do ponto de vista dos revolucionários, é necessário que essa luta seja encaminhada numa direção de ruptura não somente com o governismo, mas com a própria estrutura corporativista e pelega, rumo à construção do sindicalismo de tipo revolucionário.
Isto implica uma luta intransigente contra todos os setores governistas do movimento, e uma linha de ação clara e coerente. Então, a primeira tarefa fundamental é combater o Governismo através da ruptura com a CUT e demais entidades governistas. A segunda tarefa é a unificação das lutas setoriais das diversas categorias profissionais e a articulação da luta dos trabalhadores do campo com a cidade, bem como dos setores do proletariado marginal.
O trabalho de construção nacional do partido revolucionário anarquista está associado à intervenção nessa conjuntura concreta. E ela pode possibilitar um importante avanço do anarquismo no movimento sindical-popular. Portanto, a construção de um grupo anarquista nacional é uma tarefa urgente. Para que os revolucionários anarquistas possam se apresentar já com uma proposta, uma linha política e programática.
Por isso essa construção não pode esperar. Por isso é preciso ter uma base teórica mínima que será desenvolvida e aprofundada. Por isso é preciso ter um programa, uma estratégia e uma linha política e de massas. Porque a dinâmica da luta de classes exige.

4 – Uma Linha de Massas Classista e Combativa.

A intervenção nas lutas de resistência (econômicas e políticas) da classe trabalhadora deve seguir uma linha. A linha de massas revolucionária anarquista materializa na tática a diferença estratégica e teórica para com as forças reformistas.
Em primeiro lugar, devemos caracterizar que a crise do movimento sindical-popular se dá não em razão da mera traição de “direções”, mas tem origem na própria estrutura sindical e concepção dominante: o sindicalismo corporativista ou sindicalismo de Estado. Essa estrutura sindical corporativista cria condições materiais para o peleguismo, que sempre se torna a tendência dominante.
Por outro lado, as estratégias de luta das correntes reformistas se ajustam normalmente a essa estrutura e a reforçam. O “sindicalismo de resultados” é apenas a expressão orgânica dessa política. Favorecer as greves e luta por empresa, reforça o corporativismo e impede o desenvolvimento da consciência de classe. Impede que o proletariado lance mão de uma das suas principais armas: a greve geral.
Nesse sentido, a nossa linha de massas para a atual conjuntura coloca exatamente a necessidade da destruição do sindicalismo de Estado e do sindicalismo de resultados. Isso significa defender a ação direta da classe trabalhadora, as greves unificadas e a greve geral como modelos de ação e mobilização política da classe trabalhadora. Essa linha cria as condições necessárias para o desenvolvimento do sindicalismo revolucionário, único capaz de derrubar o Estado e a burguesia. Não basta combater as direções pelegas, temos que criar as condições para animar um amplo processo de superação do fracionismo de classe, organizando na base todas as frações do proletariado do campo e da cidade nos sindicatos e nos movimentos combativos e classistas (desempregados, sem-terra, sem-teto, trabalhadores rurais em geral, etc).

5 – Construção do Anarquismo e formação de núcleos da UNIPA.

Conclamamos todas as companheiras e companheiros que concordem com as bases teóricas, programáticas, estratégicas e a linha política e de massas da UNIPA a se somarem na construção do anarquismo no Brasil. Isso se dará pela formação de núcleos da UNIPA nos diferentes estados e regiões do Brasil.
É uma tarefa necessária e urgente. Convocamos todos os companheiros que tenham como objetivo a construção da Revolução Social a se somarem neste processo.


Anarquismo é Luta! Contra o Estado e o Capital!
Construir a Revolução Social!


Contatos: unipa_net@yahoo. com.br

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