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LIBANO: uma falsa paz entre uma guerra interrompida e aquela que se anuncia

category mashriq / arabia / iraq | imperialismo / guerra | comunicado de imprensa author Samstag September 02, 2006 07:33author by Federazione dei Comunisti Anarchici - FdCAauthor email internazionale at fdca dot it Report this post to the editors

[tradução por M.B.]

Os exércitos europeus estão em vias de se posicionarem no Sul do Líbano – sob a bandeira da ONU, em nome da UE e da NATO - fiando-se em que o Tsahal (exército de Israel) retire as suas tropas e navios, e recolha os aviões aos hangares.


LIBANO: uma falsa paz entre uma guerra interrompida e aquela que se anuncia

Os exércitos europeus estão em vias de se posicionarem no Sul do Líbano – sob a bandeira da ONU, em nome da UE e da NATO - fiando-se em que o Tsahal (exército de Israel) retire as suas tropas e navios, e recolha os aviões aos hangares. A Itália, a França e a Espanha enviam 7000 homens para garantir uma «paz» sob o signo da potêrncia israelita.

O Líbano é, de facto, um país com as infraestruturas destruídas. Era isto que Israel queria sobretudo.

Os mortos civis são mais de 1000, os sem tecto um milhão, uma sociedade civil despedaçada; um país de joelhos e agora forçado a uma dispendiosa economia de reconstrução. Era isto que Israel queria.

Agora, o Hezbollah é glorificado como heroí vitorioso da guerra na Síria e em sinal de reconhecimento – como resistente e como potência económica de reconstução – num Líbano que hoje se descobre um pouco menos laico; a resistência das milícias xiitas deu fio a torcer ao Tsahal, sem porém impedir as destruições, mas legitimou o estado-sombra do Partido de Deus em todo o Líbano. Esse mesmo estado-sombra com quem Israel tinha negociado, em passado recente, uma bem visível troca de prisioneiros e com o qual nunca se inibiu de tratar. De facto, o Hezbollah está vivo e activo: e isso convém a Israel. A guerra não poderá acabar; a classe dirigente israelita continua a condenar o seu país ao estado de guerra como dimensão de vida.

Os exércitos europeus farão portanto o papel de escudo entre um estado que sabe ter um futuro imperialista luminoso na região (está para chegar da longínqua Baku o petróleo ao porto turco de Cehyan –apenas a 30 km ao Norte do Líbano- e daí um oleoduto submarino irá transportá-lo ao porto de Ashkelon em Israel, que o comercializará), e um país que - mais uma vez - é martirizado e despossuido da sua terra, dos seus bens, da sua autonomia, entre as contínuas invasões israelitas e o protectorado sírio.

A França não podia ficar muda perante a “sua” burgesia libanesa; a Itália não podia perder esta oportunidade de reconstruir para si um papel no xadrez mediterrâneo e com ela, a Espanha, ambas a braços com sérios problemas de imigração com os países costeiros. Mas toda a Europa espera retribuir-se indirectamente, a prazo: uma redução de pelo menos 1% no preço do petróleo e boas encomendas na reconstrução. Sem contar com a participação de Turquia, amiga de Israel, e a eventual presença da Rússia, apegada à Síria (veja-se o projecto de base naval russa no porto sírio de Tartus). No recontro inter-imperialístico que vai do Médio Oriente à área turca, a frente libanesa será ainda um campo de batalha entre os interesses que respeitam o Irão por intermédio da Síria e do Partido de Deus no Líbano, e a ávida potência de Israel, por procuração dos EUA, a Europa pode apenas trazer uma falsa paz numa frente sem futuro de paz.

Sem futuro até que amadureçam movimentos realmente anti-imperialistas e anti-militaristas de entre as partes em conflito, de forma a se mobilizarem para a retirada de soldados e colonos de Israel dos territórios ocupados desde 1948, para a desmilitarização de toda a área e o desarmamento. Para isto, não podemos senão afirmar a nossa esperança de que os trabalhadores e trabalhadoras de Israel se organizem para derrotar a política militarista e colonizadora de seus dirigentes e estendam a mão ao povo palestiniano ( vítima sacrificada e ignorada neste conflito). Na medida em que o povo libanês consiga opor-se à ameaça israelita e a demonstrar capacidade de reconsruir, além das pontes e estradas, aquela sociedade civil e laica que se estava organizando nos últimos tempos, libertando-se da ingerência do estado Sírio e da influência militar e religiosa protagonizada pelo Hezbollah. A todos os que se opõem à guerra, aos comités populares de resistência palestiniana contra o muro, ao movimento israelita dos Anarquistas Contra o Muro, aos militantes comunistas libertários de Al-Badil no Líbano vai toda a solidariedade internacional do movimento comunista anárquico e libertário para que da sua actividade nasçam esperanças de renascimento na sociedade civil palestiniana, israelita e libanesa, pela paz contra todo o militarismo, pela solidariedade contra toda a cultura de morte, pela emancipação contra o domínio de qualquer elite. Em Israel, na Palestina ocupada, no Lìbano e em todo o Médio Oriente, o caminho para a paz não é o das relações de força militares, a paz não pode nascer senão de um igual acesso aos recursos e às riquezas e não pode ter futuro a não ser pela construção de uma alternativa popular laica, internacionalista e anti-imperialista.

Roma, 29 Agosto 2006

Federazione dei Comunisti Anarchici

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imageSolidariedade Com Rojava Diante Da Guerra E Da Pandemia! Apr 16 by vários 0 comments

O Covid-19, que colocou inúmeras cidades em quarentena e paralisou setores econômicos inteiros, não deteve a contínua guerra suja do Estado turco e seu aliado Daesh contra as populações do norte da Síria, que precisam seguir se defendendo sem nenhuma trégua, assim como é visível o assédio latente do Estado sírio, promovido pelo projeto de hegemonia regional da Rússia, usando a zona como cenário de enfrentamento ao imperialismo estadunidense.

Agora as populações no norte da Síria também têm que lutar contra a propagação contínua do vírus em sua região. A Administração Autônoma de Rojava está enfrentando esse outro perigo em uma frágil situação pela dificuldade de manter seu sistema sanitário em meio ao conflito bélico. Neste momento, todas as organizações populares deveriam agir dentro de suas possibilidades para contrapor a guerra e proporcionar ajuda aos povos curdo, árabe e assírio, respeitando suas autonomias e o direito à autodeterminação de seus territórios. Diante do silêncio cínico e hipócrita dos Estados e das burguesias, nós, anarquistas do mundo, reiteramos mais uma vez toda a nossa solidariedade internacionalista e a partir de baixo com a Revolução de Rojava, para que ela triunfe sobre a pandemia do vírus e da guerra.

De fato, quem continua uma guerra enquanto, ao mesmo tempo, os serviços de saúde do mundo estão saturados por culpa da epidemia de Covid-19, são duplamente criminosos.

Abaixo todas as guerras!
PELA VIDA E A LIBERDADE! VIVA ROJAVA!

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No dia 03 de janeiro de 2020 ainda antes da resposta iraniana ao ato terrorista autorizado pelo presidente do Império Donald Trump, o célebre articulista e ex-editor do New York Times, Thomas Friedman, produziu um artigo de opinião que correu o mundo ocidentalizado. O título em inglês é “Trump kills Iran’s most overrated warrior”. E a linha de apoio afirma. “Soleimani pushed his country to build na empire, but drove it into the ground instead”. (neste link: https://www.nytimes.com/2020/01/03/opinion/iran-general-soleimani.html)

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O ataque com drone realizado pelos Estados Unidos no Iraque, ocorrido no dia três de janeiro de 2020 incendiou o Oriente Médio, abrindo maiores possibilidades a respeito da escalada das tensões entre a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América. Isso aconteceu pelo fato de entre as vítimas do ataque, estar o tenente-general Iraniano Qassem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) e da Força Qods (conhecida como Força Expedicionária, destacamento da Guarda revolucionária responsável por operações no exterior) assim como o comandante das Forças de Mobilização Popular (PMU da sigla em inglês, al-Hashdi ash-Sha’bi), Abu Mahdi al-Muhandis, uma das mais importantes milícias iraquianas, estabelecida para garantir o recrutamento massivo inter-étnico e inter-religioso.

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As palavras que seguem procuram fazer uma “abordagem compreensiva”, como uma análise mais de corte teórico, com aportes ideológicos para além da geopolítica clássica aplicada no Oriente Médio. Tampouco quero reproduzir a trama no Sistema Internacional em si. Como alguém que estuda a região há três décadas, sem contar com o envolvimento no apoio político às causas da Unidade Árabe, Libertação da Palestina (dois povos, dois Estados), soberania política do Líbano (país de meus ancestrais paternos) e direito e reconhecimento de etnias sem território e minorias perseguidas, tenho o cuidado de ao menos aportar informação precisa e conceitos com o rigor necessário para interpretar os fenômenos. Este texto também pode ser lido como um manifesto CONTRA uma visão orientalista da região, essencialista do fenômeno do islã político e utilitária dos destinos dos povos.

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O Egipto insiste em dissolver o domínio da ramificação da Irmandade Muçulmana que constitui o Hamas na Faixa de Gaza. Israel "só" quer sabotar a cedência / compromisso do Hamas junto da Autoridade Palestiniana na Cisjordânia. O contexto político relevante para a situação actual começa em Novembro de 2012 com o acordo entre Israel e o Hamas promovido pelo Egipto (sob a «chancela» de Hillary Clinton). [English]

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