Benutzereinstellungen

Neue Veranstaltungshinweise

Mashriq / Arabia / Iraq

Es wurden keine neuen Veranstaltungshinweise in der letzten Woche veröffentlicht

Kommende Veranstaltungen

Mashriq / Arabia / Iraq | Imperialismo / Guerra

Keine kommenden Veranstaltungen veröffentlicht

Thomas Friedman e a desinformação da “burrice”

category mashriq / arabia / iraq | imperialismo / guerra | opinião / análise author Donnerstag Januar 16, 2020 20:34author by BrunoL - 1 of Anarkismo Editorial Groupauthor email blimarocha at gmail dot com Report this post to the editors

Diariamente somos surpreendidos pelo exagero na prepotência e na capacidade de desinformar, fazer circular ideias equivocadas, enfim, “mentir com algum estilo”.

No dia 03 de janeiro de 2020 ainda antes da resposta iraniana ao ato terrorista autorizado pelo presidente do Império Donald Trump, o célebre articulista e ex-editor do New York Times, Thomas Friedman, produziu um artigo de opinião que correu o mundo ocidentalizado. O título em inglês é “Trump kills Iran’s most overrated warrior”. E a linha de apoio afirma. “Soleimani pushed his country to build na empire, but drove it into the ground instead”. (neste link: https://www.nytimes.com/2020/01/03/opinion/iran-general-soleimani.html)
friedman_nytimeas_soleimani.jpg

16 de janeiro de 2020, Bruno Lima Rocha (Bruno Baaklini na ascendência árabe-libanesa)
Diariamente somos surpreendidos pelo exagero na prepotência e na capacidade de desinformar, fazer circular ideias equivocadas, enfim, “mentir com algum estilo”. A estas técnicas de manipulação de audiências massivas - embora circular e muitas vezes temporária – o Império e seus aliados vêm denominando de “disputa narrativa ou disputa pelo controle da narrativa”. Como em todas as guerras, a primeira vítima é a verdade, na guerra híbrida de 4ª geração o padrão é o mesmo. Vejamos um exemplo de inversão de prioridades e denominações pejorativas para fazer valer uma tese falsa, onde quem reage agride e quem agride se torna apenas “preventivo”.
No dia 03 de janeiro de 2020 ainda antes da resposta iraniana ao ato terrorista autorizado pelo presidente do Império Donald Trump, o célebre articulista e ex-editor do New York Times, Thomas Friedman, produziu um artigo de opinião que correu o mundo ocidentalizado. O título em inglês é “Trump kills Iran’s most overrated warrior”. E a linha de apoio afirma. “Soleimani pushed his country to build na empire, but drove it into the ground instead”. (neste link: https://www.nytimes.com/2020/01/03/opinion/iran-general-soleimani.html)
Em nosso país, o texto do autor da infame ode à mundialização capitalista, o best-seller neoliberal "O mundo é plano" (editado no Brasil em 2005), foi traduzido e publicado (postado) no jornal Folha de São Paulo e depois reproduzido em diversas publicações na internet. O Principal veículo da família Frias fez circular a ideia de Friedman - o Thomas, que propagandeia também o Milton, mesmo que de forma dissimulada - ao afirmar a "burrice" iraniana. O título em português é “General iraniano morto em ataque americano era burro e superestimado”. (neste link: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/01/general-iraniano-morto-em-ataque-americano-era-burro-e-superestimado.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=...folha)
Quando Friedman se refere ao major-general Qasem Soleimani (1957-2020), refere-se ao Estado persa, considerando que o militar assassinado por ordem de Trump se reportava diretamente ao Líder Supremo, o Grande Aiatolá Ali, logo se trata do mais alto nível decisório do país. Para ele, Thomas, o Irã seria "burro" porque não seguiu aproveitando o bom momento de crescimento econômico advindo das negociações multilaterais coordenadas pela ONU. Nestas a administração Barack Hussein Obama - com John Kerry à frente do Departamento de Estado - aliviaram uma parcela importante das sanções e do bloqueio econômico. As negociações para controle da pesquisa atômica se deram em 2015 – com a participação intensa da diplomacia brasileira à época – implicando em um crescimento econômico de 12% em 2016.
A "burrice" seria não seguir o boom de sua própria economia com mediana complexidade e se "aventurar" a ampliar a atuação na política regional no Oriente Médio. Para Thomas Friedman, ser "inteligente" é ficar "bem comportado", de maneira quieta, acatando a hegemonia fática de Arábia Saudita e Israel, e não participando de conflitos onde operam seus principais aliados. Enfim, a "esperteza" seria entregar o xiismo ampliado à própria sorte, incluindo a relação com o Hezbolá na defesa da soberania nacional libanesa. “Inteligência” poderia ser ajudar a entregar a Palestina às traições da Autoridade "Nacional", o cerco à Gaza e a ocupação da maior parte da Cisjordânia, incluindo o roubo de terras e valiosos recursos hídricos. "Sagaz", para Friedman, seria portar-se como Egito após a traição de Camp David ou quiçá como os hachemitas do Reino da Jordânia, inventado pelos ingleses.
Poucas vezes li algo tão cínico, menosprezando tanto as capacidades do Estado persa como superestimando os países "ocidentais", dentre os quais Israel se inclui sem sê-lo. De maneira alguma estou "defendendo" o Irã dos aiatolás de forma incondicional. Sou crítico - muito crítico por sinal - de sua política doméstica assim como me oponho à relação com a maioria sunita na Síria. A defesa da democracia política, das liberdades religiosas, da equidade de gênero, do federalismo étnico-cultural e de uma economia com base cooperativa rumando a um modelo socialista adequado ao Oriente Médio não encontra eco no cinismo de Thomas Friedman.
Eu insisto se fosse uma crítica humanista com honestidade intelectual, deveria separar os níveis de análise. A defesa da democracia social no Irã não nos impede de entender alguns acertos de sua política externa. Queria ver um Irã de plenos direitos para homens e mulheres, sunitas e xiitas, persas, árabes, azeris, balochis e curdos. Só não quero ver um Irã destruído pelos gringos e nem com um governo fantoche da Casa Branca.
O articulista do New York Times compara o Irã com uma força imperial na região. Em patre sim, Teerã exerce projeção de poder, mas essa é a norma das relações internacionais e não a exceção. Em termos gerais, o autor do livro “De Beirute a Jerusalém” (editado em 1989, facilmente encontrado em português) critica a única das quatro potências regionais (Israel, Arábia Saudita, Turquia e Irã) que enfrenta diretamente os cruzados ocidentais e não adere de forma completa aos russo-bizantinos.
Logo, a "burrice" dita por Thomas Friedman é a vontade soberana de exercer relações exteriores por parte de um país independente com assento na Assembleia Geral da ONU. Ou o ex-editor do jornal mais prestigiado dos EUA também considera que países independentes e com vontade própria sejam "burros", devendo os povos do mundo se resignar a condições subalternas de capitalismo periférico?! Inteligente é a adesão ao imperialismo dos Estados Unidos ou quem sabe, à projeção de poder imperial de China é Rússia?! Foi "burrice" a independência da Argélia através de sua guerra de libertação? É uma "estupidez" lutar pelos direitos inalienáveis de cerca de sete milhões de palestinos vivendo sob o cerco, ocupação militar e apartheid impostos pelo Estado de Israel sendo estes últimos também financiados por Washington? Foi a “ameaçadora” presença do Irã no Líbano e na Síria que “forçou” Israel a influenciar o governo do Império e mudar sua política na região? O argumento absurdo contido no texto é esse.
Será que Thomas Friedman considera uma "burrice" do Reino do Qatar a afirmação de sua política externa independente, coordenando esforços comerciais e produtivos tanto com o Irã como com a Turquia? Seria pelo "raciocínio" do colunista um "despropósito" a existência de um conglomerado de comunicação de altíssima qualidade como a Al Jazeera?
Pela "lógica" de Friedman, a luta Federalista e Socialista do Curdistão é outra "estupidez" já que para tal a esquerda curda precisa enfrentar ao menos duas potências regionais simultaneamente. Poderia seguir em exemplos diversos desta caricatura de análise, mas creio já haver atingido o objetivo.
Thomas Friedman não quer analisar nada, é pura guerra de propaganda, disputa pelo controle da narrativa e a apresentação de "estórias" embaladas por preconceitos supostamente sofisticados de quem o lê. A grande “burrice” de Thomas Friedman é superestimar suas próprias versões, as quais se forem verdadeiras, são simplesmente “vazamentos” combinados de relatórios de inteligência. Melhore seu desempenho senhor colunista do Império, porque essa desinformação forçosa não emplacou.
A primeira versão deste artigo foi originalmente publicada no Monitor do Oriente (https://www.monitordooriente.com/)
Bruno Lima Rocha (Bruno Baaklini na ascendência árabe-libanesa) é pós-doutorando em economia política, doutor e mestre em ciência política; professor nos cursos de relações internacionais, jornalismo e direito.
blimarocha@gmail.com (para E-mail e Facebook) / estrategiaeanaliseblog.com (textos, áudios e vídeos atuais) / facebook.com/estrategiaeanaliseoficial (para todo o acervo contemporâneo) / www.estrategiaeanalise.com.br (acervo do portal de 2005 ao final de 2018) / t.me/estrategiaeanalise (grupo de envio de conteúdo pelo Telegram).

This page can be viewed in
English Italiano Deutsch
Neste 8 de Março, levantamos mais uma vez a nossa voz e os nossos punhos pela vida das mulheres!

Mashriq / Arabia / Iraq | Imperialismo / Guerra | pt

Di 25 Feb, 23:05

browse text browse image

460_0___30_0_0_0_0_0_oabubakralbaghdadi570.jpg imageO que nós pensamos sobre a atual crise no Iraque? 14:00 So 17 Aug by KAF (Fórum Anarquista do Curdistão) 0 comments

A crise do Iraque já se arrasta há décadas. Tanto o regime Saddam Hussein tanto quanto sob a atual "democracia", desde a invasão de 2003, não há liberdade, justiça social, igualdade e há poucas perspectivas para aqueles que são independentes aos partidos políticos no poder. Além da brutalidade e discriminação contra as mulheres e as minorias, um grande abismo foi criado entre os ricos e os pobres, fazendo com que os pobres ficassem cada vez mais pobres e os ricos mais ricos.

freegazaorg.jpg imageO Massacre da Flotilla Libertad para Gaza: a nova mordida do cão raivoso. 01:37 Sa 05 Jun by José Antonio Gutiérrez D. 0 comments

Não nos esqueçamos que um cão raivoso não observa as razões nem se assusta com resoluções de organismos internacionais. Um cão raivoso deve ser, antes de tudo, controlado pela força: neste caso, mediante a luta dos mesmos palestinos que dia a dia desafiam o segundo exército mais poderoso do mundo. [Castellano] [Català]

textSituação actual do Iraque segundo um líder sindical iraquiano 22:23 Mi 03 Okt by Manuel Baptista 0 comments

Falah Alwan, presidente da federação de Conselhos Operários e Sindicatos do Iraque esteve numa breve visita em Lisboa, para recolher algum apoio à resistência dos trabalhadores no interior do Iraque.

textLIBANO: uma falsa paz entre uma guerra interrompida e aquela que se anuncia 07:33 Sa 02 Sep by Federazione dei Comunisti Anarchici 0 comments

Os exércitos europeus estão em vias de se posicionarem no Sul do Líbano – sob a bandeira da ONU, em nome da UE e da NATO - fiando-se em que o Tsahal (exército de Israel) retire as suas tropas e navios, e recolha os aviões aos hangares.

imageO atentado contra o general Soleimani e as mudanças no cenário do Oriente Médio Jan 08 by BrunoL 0 comments

O ataque com drone realizado pelos Estados Unidos no Iraque, ocorrido no dia três de janeiro de 2020 incendiou o Oriente Médio, abrindo maiores possibilidades a respeito da escalada das tensões entre a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América. Isso aconteceu pelo fato de entre as vítimas do ataque, estar o tenente-general Iraniano Qassem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) e da Força Qods (conhecida como Força Expedicionária, destacamento da Guarda revolucionária responsável por operações no exterior) assim como o comandante das Forças de Mobilização Popular (PMU da sigla em inglês, al-Hashdi ash-Sha’bi), Abu Mahdi al-Muhandis, uma das mais importantes milícias iraquianas, estabelecida para garantir o recrutamento massivo inter-étnico e inter-religioso.

imageRecortes e apontamentos sobre a invasão otomana-salafista iniciada em outubro 2019 contra Rojava e a... Okt 20 by BrunoL 0 comments

As palavras que seguem procuram fazer uma “abordagem compreensiva”, como uma análise mais de corte teórico, com aportes ideológicos para além da geopolítica clássica aplicada no Oriente Médio. Tampouco quero reproduzir a trama no Sistema Internacional em si. Como alguém que estuda a região há três décadas, sem contar com o envolvimento no apoio político às causas da Unidade Árabe, Libertação da Palestina (dois povos, dois Estados), soberania política do Líbano (país de meus ancestrais paternos) e direito e reconhecimento de etnias sem território e minorias perseguidas, tenho o cuidado de ao menos aportar informação precisa e conceitos com o rigor necessário para interpretar os fenômenos. Este texto também pode ser lido como um manifesto CONTRA uma visão orientalista da região, essencialista do fenômeno do islã político e utilitária dos destinos dos povos.

imageIsrael/Palestina: Os bastidores do presente conflito Jul 30 by Ilan S. 0 comments

O Egipto insiste em dissolver o domínio da ramificação da Irmandade Muçulmana que constitui o Hamas na Faixa de Gaza. Israel "só" quer sabotar a cedência / compromisso do Hamas junto da Autoridade Palestiniana na Cisjordânia. O contexto político relevante para a situação actual começa em Novembro de 2012 com o acordo entre Israel e o Hamas promovido pelo Egipto (sob a «chancela» de Hillary Clinton). [English]

imageISIL, Wahabbismo e petrodólares: a pior das alianças – jornalismo B, 2ª quinzena de junho 2014 Jul 03 by BrunoL 0 comments

Este artigo foi escrito ainda na primeira quinzena de junho, quando o Estado Islâmico ainda não havia proclamado seu califado. Vale analisar a absurda aliança, tolerada pelo Departamento de Estado e o Pentágono, onde o fluxo de recursos advindos da monarquia saudita, jorravam nos fundos de manutenção do racha ainda mais conservador e medieval da Al-Qaeda. O inferno continua no Mundo Árabe sob a lógica da geopolítica. [Italiano]

textSíria: a luta contínua – “Jornada de Cólera contra a Al-Qaeda e Assad” Jan 26 by Třídní Válka 0 comments

Hoje em dia, depois de passados longos três anos que o levante se incíou na Síria (desde as manifestões locais que arrasaram as regiões do Maghreb e do Machrek), a maior parte das reações, comentários e críticas provém de organizações militantes que se intitulam revolucionárias ,internacionalistas, comunistas e anarquistas... Assim nós vem o sentimento da dúvida em relação ao que se passa, da dúvida por relação as determinações materiais essenciais que dão vida aos movimentos que se desenvolvem diante de nossos olhos, da dúvida por relação a natureza de classe desses eventos, da dúvida em relação ao conteúdo potencialmente subversivo das lutas de nossa classe enquanto ela não possuir “boas” bandeiras, etc. [English]

more >>

imageO que nós pensamos sobre a atual crise no Iraque? Aug 17 0 comments

A crise do Iraque já se arrasta há décadas. Tanto o regime Saddam Hussein tanto quanto sob a atual "democracia", desde a invasão de 2003, não há liberdade, justiça social, igualdade e há poucas perspectivas para aqueles que são independentes aos partidos políticos no poder. Além da brutalidade e discriminação contra as mulheres e as minorias, um grande abismo foi criado entre os ricos e os pobres, fazendo com que os pobres ficassem cada vez mais pobres e os ricos mais ricos.

textLIBANO: uma falsa paz entre uma guerra interrompida e aquela que se anuncia Sep 02 FdCA 0 comments

Os exércitos europeus estão em vias de se posicionarem no Sul do Líbano – sob a bandeira da ONU, em nome da UE e da NATO - fiando-se em que o Tsahal (exército de Israel) retire as suas tropas e navios, e recolha os aviões aos hangares.

© 2005-2020 Anarkismo.net. Unless otherwise stated by the author, all content is free for non-commercial reuse, reprint, and rebroadcast, on the net and elsewhere. Opinions are those of the contributors and are not necessarily endorsed by Anarkismo.net. [ Disclaimer | Privacy ]