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Lutar Contra o Aumento da Tarifa Pela Força e Vontade das Ruas!

category brazil/guyana/suriname/fguiana | community struggles | feature author Mittwoch Juni 19, 2013 03:23author by Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) - Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB)author email farj at riseup dot net Report this post to the editors

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Ocupando o Palácio Tiradentes

Quem ganha com o aumento da tarifa de ônibus? Certamente são os donos das empresas que, além de oferecem um péssimo serviço de transporte público, foram isentos totalmente de impostos (PIS/PASEP e COFINS) por parte do governo federal.

Ou seja, as empresas de ônibus recebem privilégios do governo e podem aumentar as tarifas para lucrarem mais... Mas trabalhadores, desempregados e estudantes tem que sofrer diariamente nas péssimas condições do transporte público do Rio de Janeiro e ainda por cima tem que pagar mais caro!

[English] [Italiano]

Veja também:

A Luta contra o aumento das passagens e o Anarquismo - Coordenação Anarquista Brasileira – CAB [Italiano]
Resistir até a tarifa sumir! – Coletivo Anarquista Bandeira Negra [English] [Français] [Italiano]
Estamos escrevendo a História! – Khaled, Coletivo Anarquista Bandeira Negra [English]
Protesto não é crime! Basta de criminalização aos movimentos sociais! – Coordenação Anarquista Brasileira – CAB [Italiano]
É hora de avançar – Federação Anarquista Gaúcha
Lutar contra a tarifa – Federação Anarquista Gaúcha
Vencer o aumento das tarifas nas ruas, vencer o reformismo nos movimentos sociais! – Coletivo Anarquista Luta de Classe [Italiano]
Uma leitura Socialista Libertária sobre as lutas que eclodem no Brasil – Coletivo Mineiro Popular Anarquista [Italiano]
Tomar as ruas por uma agenda contra a direita e o governismo. Avançar um programa de soluções populares! – Federação Anarquista Gaúcha [Castellano]
Entrevista com a OASL sobre as mobilizações no Brasil – Organização Anarquista Socialismo Libertário [Italiano] [English]
O enredo de uma farsa. A tentativa de criminalização da FAG – Federação Anarquista Gaúcha [English]
Breve análise sobre os últimos acontecimentos e as mobilizações sociais no Brasil e propostas socialistas libertárias para a luta – Federação Anarquista do Rio de Janeiro
Nota pública do CAZP sobre as últimas manifestações – Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares

English:

Double struggle in Brazil


Lutar Contra o Aumento da Tarifa Pela Força e Vontade das Ruas!

Quem ganha com o aumento da tarifa de ônibus? Certamente são os donos das empresas que, além de oferecem um péssimo serviço de transporte público, foram isentos totalmente de impostos (PIS/PASEP e COFINS) por parte do governo federal. Ou seja, as empresas de ônibus recebem privilégios do governo e podem aumentar as tarifas para lucrarem mais... Mas trabalhadores, desempregados e estudantes tem que sofrer diariamente nas péssimas condições do transporte público do Rio de Janeiro e ainda por cima tem que pagar mais caro!

Ônibus, barcas, trens, metrô... somos diariamente violentados por um péssimo sistema de transporte público. Esperamos em intermináveis filas, viajamos horas em transportes superlotados e sem manutenção, correndo risco de vida. Sofremos com o a violência da ganância, do descaso, da roubalheira, das máfias das empresas de transporte público, ajudadas pelos governantes a lucrarem cada vez mais.

Na região metropolitana e interior, faltam ônibus para atender os moradores de determinadas regiões distantes, que esperam horas e muitas vezes pegam dois ou três transportes diferentes. Trens que quebram frequentemente entre as estações, apertados, quentes e inseguros, o povo é humilhado e agredido todos os dias.

Mas quando o povo vai para as ruas reclamar contra esta injustiça o que acontece? É violentado! Tropas de choque, gás lacrimogêneo, spray de pimenta, bombas, balas de borracha à queima roupa que podem cegar ou até matar. Todo um aparato de guerra é usado contra o povo, e dezenas de manifestantes são presos e feridos pela polícia. Será que não podemos ir às ruas para manifestarmos nossa indignação e lutarmos por justiça? Será que voltamos à ditadura militar?

Diante dos problema sociais do Rio, a resposta do poder público vem através de uma sinistra política de terror sobre os pobres. Diariamente somos violentados pelos governantes e empresários. Camelôs querem trabalhar, mas sofrem a violência do choque de ordem. Na Aldeia Maracanã, indígenas lutam por seus direitos e territórios, mas são violentados pela Prefeitura e empresários da Copa. Centenas de moradores de comunidades são despejados de suas casas, sem diálogo e sem receber uma justa indenização, sofrendo a violência da especulação. Empreiteiros e empresários vão lucrar com obras de urbanismo e com os BRT’s. Pessoas doentes sofrem a violência do descaso em filas de hospitais, e estudantes em escolas publicas com péssimas condições e sem recursos do estado. Muitos motoristas acumulam as funções de cobrador, e ambos sofrem com a pressão por metas e horários que os patrões impõem, obrigando-os a não aceitarem mais de 40 gratuidades por dia.

Tanto a truculência da polícia e o descaso do poder público para o social, quanto o desrespeito que os empresários do transporte público nos fazem passar diariamente, todas estas são formas de violência contra o povo. E todas as formas que o povo usa para se defender contra esta violência são legítimas. O povo, organizado nos movimentos sociais, manifestando-se por justiça, não pode ser criminalizado, agredido ou preso.

Devemos ter cuidado com a estratégia dos poderes dominantes de criminalizarem “individualmente” militantes e ativistas que lutam contra o aumento da passagem. Muitos já estão com processos nas costas por lutarem. Lutar não é crime! Não podemos deixar que nossos companheiros/as sejam criminalizados/as! Essa criminalização deve ser denunciada! Essa é a verdadeira face da democracia burguesa, escondida de dois em dois anos nas urnas e propagandas eleitorais mas que mostra suas garras quando surgem as flores da resistência!

Até quando vamos aguentar isso? O transporte público deve atender as necessidades dos povo, não as dos empresários!

O AUMENTO DA PASSAGEM É A “PONTA DO ICEBERG”

O recente aumento da passagem mostra o futuro planejado pelas elites para a cidade “maravilhosa”: precarização dos transportes/serviços públicos, maquiagem em ritmo acelerado e transformação do Rio de Janeiro numa cidade turística com altos custos de vida para os trabalhadores. Para garantir que não haja resistência o governo federal, estadual e municipal atuam de maneira coordenada. Aniquilam a resistência indígena, controlam os espaços populares com as UPP’s ou simplesmente reprimem qualquer um que ouse levantar a voz contra o domínio do capital! Ou seja, para os ricos e empresários tudo, para o povo repressão e abandono.

CONSTRUIR A UNIDADE DA LUTA

Vivemos no Rio um contexto difícil, vivemos e lutamos numa cidade controlada pelas forças mais vorazes do capital nacional e internacional, da especulação imobiliária, máfia dos transportes e uma política pública que reprime e volta as costas aos pobres. Apesar disso, diversos segmentos da esquerda (organizações políticas, coletivos, sindicatos, CA’s, etc.), dos movimentos sociais e estudantis saíram às ruas corajosamente para enfrentar o criminoso reajuste da passagem.

Inspirados por tentativas bem sucedidas de mobilização popular em outras cidades, os manifestantes protagonizaram fortes iniciativas de resistência contra os desmandos da máfia do transportes. Esse foi o exemplo do último ato contra o reajuste, reprimido com excesso de violência pelo choque. Consideramos que a unidade na luta e a organização pela base sejam os principais caminhos para derrotarmos a máfia dos transportes, construído com a unidade de diversos setores da esquerda numa bandeira em comum: a derrota da máfia dos transportes e a luta contra o reajuste pela força das ruas!

O TRABALHO DE BASE

Junto com isso surge a necessidade de organizar-nos cada vez mais, sabendo que mesmo se perdermos a batalha, teremos uma longa guerra pela frente. Sabemos que os políticos trabalham para o beneficio dos empresários, e enquanto for assim todo ano haverá aumento das passagens. Por isso devemos pautar e construir essa luta permanentemente nos espaços de moradia, estudo e trabalho! Esse trabalho é o que acumula força social e vai criando, com dificuldades, desafios e avanços, o que chamamos de poder popular! Se a luta da classe trabalhadora passa por um momento difícil e recua um pouco, a importância do trabalho de base é ainda maior. Ir para as ruas é sempre resultado de uma mobilização prévia, de uma luta que começa no bairro, na favela, no colégio, na ocupação, em espaços de organização de base. A ação direta é resultado da mobilização cotidiana nas bases!

INDEPENDÊNCIA DO CAMPO POPULAR: SEM SECTARISMO, DIVISIONISMO E APARELHAMENTO

Outra questão importante é garantir que a unidade seja feita com a independência do campo popular. Como socialistas libertários e classistas sabemos que a luta não será protagonizada por nós, ainda que atuemos nela enquanto fermento. Isto quer dizer que a luta é do povo que se organiza e vai para as ruas levando sua indignação. A luta não pode ser capturada por um partido, domesticada por uma legenda, por que a luta é uma tarefa da classe. A luta também não é “apolítica” e desorganizada. Porque nela nos formamos, aprendemos com os erros, crescemos e acumulamos força para o dia seguinte. Defendemos uma unidade construída sem sectarismos e com respeito às diferentes forças da esquerda. Fazer uma luta apartidária é diferente de fazer luta anti-partido. Isso significa respeitar as diferentes legendas que atuam no interior da mobilização popular, unindo as diferentes forças políticas por pautas em comum.

Também não temos a pretensão de como organização política anarquista e classista “representar” a totalidade do que se convencionou chamar de movimento anarquista, assim como não exigimos a determinados partidos marxistas que respondam pela totalidade dos marxistas. Somos parte de uma organização política anarquista classista que trabalha com princípios em comum, critérios de ingresso, estratégia militante e unidade teórica/ideológica. Neste sentido, rejeitamos a associação preconceituosa dos que vinculam mal-refletidamente o anarquismo a desorganização. Respeitamos, ainda que com diferenças, as distintas formas de associação, sejam elas partidárias, independentes ou de outras bandeiras políticas que venham se somar a luta. Mas rejeitamos quaisquer tentativas de dividir o movimento internamente. O sectarismo venha de onde vier é danoso e divide a classe.

O esforço de diversas organizações políticas, coletivos, militantes e ativistas é o que garante a força do protesto social. A ação popular organizada sem servir de escada para políticos de ocasião e carreiristas deve marcar a força do nosso coração revolucionário.

Protesto não é crime!
Contra a criminalização dos movimentos sociais!
Criar um povo forte! Lutar, criar, poder popular!

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George Floyd: one death too many in the “land of the free”

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So 07 Jun, 05:24

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capafamiliasincendio.png imageTerrorismo de Estado em Curitiba, Brasil 03:27 Mi 19 Dez by Coletivo Anarquista Luta de Classe 0 comments

O dia 07 de dezembro de 2018 será lembrado como um dos dias mais tristes e revoltantes da história de Curitiba e da luta por moradia no Brasil. A ocupação urbana 29 de Março foi completamente destruída devido a um incêndio, que segundo o relato dos moradores, foi causado pela Polícia Militar do Paraná. Além do fogo alastrado, ocorreram, pelo menos, duas execuções no local, vários desaparecidos e um número ainda desconhecido de mortos.

index.jpeg imageNa jornada de luta camponesa Pequenos Agricultores e Sem Terra retomam as terras do Açu 21:40 Mi 19 Apr by FARJ 1 comments

Os pequenos agricultores do Açu, 5º distrito de São João da Barra, Norte do Estado do Rio de Janeiro junto com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) reocuparam na manhã desta quarta-feira (19/04), às 5h da manhã, suas terras., após oito anos afastados por força do decreto do governo estadual Nº 41.195, de 19 de junho de 2009.

saogabriel.jpg imageDe Yeda a Tarso reforma agrária segue sendo caso de polícia em São Gabriel. 19:00 Mo 07 Okt by Federação Anarquista Gaúcha 0 comments

Localizado à mais de 80 kms de qualquer centro urbano, cravado na divisa dos municípios de Santa Maria e São Gabriel, o assentamento Madre Terra é uma pequena ilha da agricultura familiar rodeada de latifúndio e monocultura por todos os lados, onde algumas dezenas de famílias extremamente pobres lutam para ganhar a vida plantando arroz orgânico e produzindo diversos outros alimentos mesmo à contragosto dos governos e do agronegócio. Esse assentamento foi criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em 2009. Porém, de lá pra cá, se passaram quatro anos e nada do que foi planejado e prometido por parte do órgão à essas famílias foi realizado.

cumbe.jpg imageNota de solidariedade aos lutadores e lutadoras da comunidade do Cumbe Aracati – Ceará 20:13 Do 05 Sep by Organização Resistência Libertária 0 comments

Nós, da Organização Resistência Libertária [ORL], integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), prestamos nosso total apoio e solidariedade em virtude do despejo violento sofrido por vinte sete famílias pertencentes à Comunidade do Cumbe, localizada a 12km da cidade de Aracati, litoral leste do Ceará. A comunidade do Cumbe, formada por pescadoras/es, marisqueiras/os e trabalhadoras/es em geral, como prova de resistência da luta pela vida e da manutenção integral de seus territórios, ocupava desde o dia 10 de março de 2013 uma antiga fazenda/viveiro de camarão que se encontrava desativada desde 2004.

http://www.anarkismo.net/attachments/jun2013/template_opinio_anarquista.gif imageTomar as ruas por uma agenda contra a direita e o governismo 16:33 Di 25 Jun by Federação Anarquista Gaúcha 0 comments

A larga noite das lutas de 17 de junho mudou a conjuntura brasileira e redimensionou os protestos sociais. A mobilização massiva de cerca de 1 milhão de manifestantes em dezenas de capitais e cidades do país e do mundo não acontecia em nossa história política desde o Fora Collor em 1992. Há um antes e um depois que põe na cena nacional um novo sujeito histórico coletivo que é catalisador de uma poderosa força social nas ruas. [Castellano] [Italiano]

320709_142593575844419_2108682953_n.jpg imageResistir até a tarifa sumir! 19:50 Mi 19 Jun by Coletivo Anarquista Bandeira Negra 0 comments

O país está sendo tomado por mobilizações na luta pelo transporte público. No início dessa semana, manifestações gigantescas tomaram Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e dezenas de outras cidades. O Congresso em Brasília foi ocupado por manifestantes, assim como a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Até agora, Porto Alegre, Goiânia, Natal, Recife e outras cidades já conquistaram a redução da tarifa, mas a perspectiva de vitória é grande em várias outras cidades. [English] [Français] [Italiano]

28b5acabpeq_2.jpg imageA Luta contra o aumento das passagens e o Anarquismo 19:13 Mi 19 Jun by Coordenação Anarquista Brasileira 0 comments

Nesse primeiro semestre houve diversas mobilizações de norte a sul do Brasil que enfrentaram a reação conservadora dos governos, do aparelho repressivo e da mídia. Desde as lutas em defesa do transporte público nas capitais, passando pelas greves nos canteiros de obras do PAC, até a resistência indígena dos povos originários, todas essa lutas foram alvos da criminalização do protesto que segue em curso no país sede da Copa do Mundo. Vivemos um dos momentos mais agudos da luta de classes no Brasil. O capital internacional avança diariamente a passos largos, explorando os trabalhadores e as trabalhadoras na busca do lucro. [Italiano]

525372_512556785457735_1557154194_n.jpg imageLutar contra a Tarifa! 04:34 Fr 05 Apr by Federação Anarquista Gaúcha 0 comments

"Pra favorecer uma experiência de lutas que deve unir e organizar os setores populares, nenhum partido tem o direito e a autoridade de se colocar por cima, interferir em causa própria na expressão pública do movimento social, negociar nas costas da vontade popular. A relação de forças das ruas, dos piquetes, das ocupações e das marchas é que marca o caminho.
Tática apartidária pra luta social, não anti-partido e tampouco apolítica."

textAumento da tarifa em Joinville: um novo final de ano e a mesma história 02:40 Mo 07 Jan by Coletivo Anarquista Bandeira Negra 0 comments

Os finais de ano são marcados por festividades cristãs e dedicadas a alimentar a sociedade de consumo. Mas em Joinville, desde 2010, o final de ano passou a ter uma nova característica, já que as empresas Gidion e Transtusa aproveitam o momento para pedir ao prefeito o aumento da tarifa do transporte coletivo

lutta.jpg imageQuando morar é um privilégio: Ocupar e Resistir é um Direito! 03:16 Mi 25 Apr by Rusga Libertária 0 comments

O Estado de Mato Grosso nos últimos 10 anos destacou-se na mídia nacional como um grande produtor da monocultura da soja e da cana-de-açúcar, exportando sua produção para outros Estados e países. Por detrás de toda essa “grande produção” temos práticas de trabalho escravo e assassinatos decorrentes à invasão de pequenas propriedades para o aumento da área de plantio e gerando uma enorme destruição ambiental nessas regiões. Esse mesmo plantio serve somente para a exportação aos países de primeiro mundo e fábricas de rações destinadas ao gado de corte que no Estado vem beneficiando a poucos que concentram imensas fortunas em suas mãos. Na capital passamos pela desenfreada corrida pelas obras da Copa de 2014, o governo estadual tem destinado uma enorme quantidade da verba pública para obras faraônicas que privilegiam uma elite e expulsam os pobres para áreas cada vez mais distantes, dificultando inclusive a entrada desses em determinadas regiões da cidade.

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imagePílulas de reflexão libertária na América Latina (2) – a defesa de uma comunicação popular, sob cont... Jan 23 by BrunoL 0 comments

22 de janeiro de 2016, Bruno Lima Rocha

O debate comunicacional é um problema permanente e passa por um período crítico na América Latina. Crítico porque de forma correta os donos de meios são caracterizados como bastião ideológico tanto da direita como dos capitais transnacionais. Para comprovar a tese, basta observar o papel da SIP (Sociedade Interamericana de Impresa), do GDA (Grupo Diários América) e ver a atuação dos maiores conglomerados de comunicação social e entretenimento midiático em cada um de nossos países.

imageRevelador diálogo a respeito da suposta política repressiva do governo de São Paulo e uma reflexão s... Jan 18 by BrunoL 0 comments

17 de janeiro de 2016, Bruno Lima Rocha

Na metade de janeiro de 2016 tive uma conversa através de rede social – no privado – com um amigo de longa data, morador do estado de São Paulo, e profundo conhecedor da política local. Este conhecimento inclui importantes municípios como Santos, Campinas, Guarulhos, a região do ABCD, assim como do poder municipal em São Paulo capital, e óbvio, o Palácio dos Bandeirantes. Além de acadêmico, este militante com muita experiência notou o avanço da repressão policial contra as marchas organizadas pelo Movimento Passe Livre (MPL) e entidades aliadas. As palavras a seguir são de fonte segura, e podem ser lidas como uma suposição – já que não tenho a prova material – ou como uma hipótese bastante provável, que é como eu as encaro. Eis a fala deste amigo:

imageO Brasil em transe reacionário: a luta das mulheres e os neoconservadores Nov 10 by BrunoL 0 comments

09 de novembro de 2015, Bruno Lima Rocha

Introdução

Neste texto, uma mescla de análise de conjuntura da crise política envolvendo o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PDMB-RJ) e trazendo o tema da luta das mulheres como a massificada mobilização permanente das políticas de reconhecimento, trago uma proposta de análise relacional. Começo relatando de forma sintética aspectos da reação midiático-simbólica ao conteúdo do exame do ENEM de 2015 e culmino observando as pautas conservadoras e obscuras capitaneadas pela bancada neoconservadora em sua frente político-religiosa (cujos líderes são representantes neopentecostais).

imageA nova direita brasileira odeia a América Latina Sep 14 by BrunoL 0 comments

13 de setembro de 2015, Bruno Lima Rocha.

"A demência da nova direita brasileira está realmente abusando. Alguns cartazes e gritos de guerra trazidos a público no Brasil em 16 de agosto de 2015 lembram a operação anterior ao golpe contra o governo Salvador Allende, derrubado em 11 de setembro de 1973. No Brasil do terceiro turno, temos o desprazer de ler frases como “Foda-se a Venezuela”, o clássico “Vai para Cuba”, ou então coro político cantando: “Pé na bunda dela, isso aqui não é a Venezuela!”. E, obviamente, lado a lado com os neoliberais marcham saudosos da ditadura brasileira, incluindo faixas em inglês pedindo intervenção do Comando Sul dos EUA no Brasil", escreve Bruno Lima Rocha, professor de ciência política e de relações internacionais.

Eis o artigo.

imageDireito à Cidade e Municipalismo Libertário Jul 14 by Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP) 0 comments

A cidade que passou ao longo de sua existência a aglutinar o conjunto da população que antes ocupava em maior número o campo, e que buscava uma forma de organização societária de maneira a atender o bem coletivo, foi aos poucos sendo atravessada por uma relação de poder específica, denominada de domínio, que surgiu com a divisão em classes sociais e que implicava que a organização da vida atendia os interesses de uma minoria em detrimento da maioria. Isso permitiu o desenvolvimento do Estado, sendo um instrumento que sempre serviu aos interesses das classes dominantes, disfarçando sua política essencialmente opressora das mais variadas formas.

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imageTerrorismo de Estado em Curitiba, Brasil Dez 19 Coordenação Anarquista Brasileira 0 comments

O dia 07 de dezembro de 2018 será lembrado como um dos dias mais tristes e revoltantes da história de Curitiba e da luta por moradia no Brasil. A ocupação urbana 29 de Março foi completamente destruída devido a um incêndio, que segundo o relato dos moradores, foi causado pela Polícia Militar do Paraná. Além do fogo alastrado, ocorreram, pelo menos, duas execuções no local, vários desaparecidos e um número ainda desconhecido de mortos.

imageDe Yeda a Tarso reforma agrária segue sendo caso de polícia em São Gabriel. Okt 07 FAG 0 comments

Localizado à mais de 80 kms de qualquer centro urbano, cravado na divisa dos municípios de Santa Maria e São Gabriel, o assentamento Madre Terra é uma pequena ilha da agricultura familiar rodeada de latifúndio e monocultura por todos os lados, onde algumas dezenas de famílias extremamente pobres lutam para ganhar a vida plantando arroz orgânico e produzindo diversos outros alimentos mesmo à contragosto dos governos e do agronegócio. Esse assentamento foi criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em 2009. Porém, de lá pra cá, se passaram quatro anos e nada do que foi planejado e prometido por parte do órgão à essas famílias foi realizado.

imageNota de solidariedade aos lutadores e lutadoras da comunidade do Cumbe Aracati – Ceará Sep 05 ORL-CAB 0 comments

Nós, da Organização Resistência Libertária [ORL], integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), prestamos nosso total apoio e solidariedade em virtude do despejo violento sofrido por vinte sete famílias pertencentes à Comunidade do Cumbe, localizada a 12km da cidade de Aracati, litoral leste do Ceará. A comunidade do Cumbe, formada por pescadoras/es, marisqueiras/os e trabalhadoras/es em geral, como prova de resistência da luta pela vida e da manutenção integral de seus territórios, ocupava desde o dia 10 de março de 2013 uma antiga fazenda/viveiro de camarão que se encontrava desativada desde 2004.

imageTomar as ruas por uma agenda contra a direita e o governismo Jun 25 Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) 0 comments

A larga noite das lutas de 17 de junho mudou a conjuntura brasileira e redimensionou os protestos sociais. A mobilização massiva de cerca de 1 milhão de manifestantes em dezenas de capitais e cidades do país e do mundo não acontecia em nossa história política desde o Fora Collor em 1992. Há um antes e um depois que põe na cena nacional um novo sujeito histórico coletivo que é catalisador de uma poderosa força social nas ruas. [Castellano] [Italiano]

imageResistir até a tarifa sumir! Jun 19 Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) 0 comments

O país está sendo tomado por mobilizações na luta pelo transporte público. No início dessa semana, manifestações gigantescas tomaram Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e dezenas de outras cidades. O Congresso em Brasília foi ocupado por manifestantes, assim como a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Até agora, Porto Alegre, Goiânia, Natal, Recife e outras cidades já conquistaram a redução da tarifa, mas a perspectiva de vitória é grande em várias outras cidades. [English] [Français] [Italiano]

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