user preferences

New Events

Brazil/Guyana/Suriname/FGuiana

no event posted in the last week

Coréias, conflito permanente e beligerância incompleta

category brazil/guyana/suriname/fguiana | imperialismo / guerra | opinião / análise author Wednesday May 08, 2013 06:52author by Bruno Lima Rocha Report this post to the editors

O conflito entre as duas Coréias é uma permanência do período da Guerra Fria que se mantêm nos dias atuais; para sair da encruzilhada em duas arenas simultâneas, a metade Norte precisa continuar pressionando Seul e Washington.

coreias_peninsula.jpg

Ao completar sessenta anos do fim da Guerra da Coréia, o mais longo conflito do planeta ultrapassou o período da bipolaridade como um marco permanente da Guerra Fria na Ásia. A península da Coréia é a zona de maior concentração de tropas profissionais do mundo e vive em estado de guerra, com nível de alerta alto, desde a divisão em dois países. Neste contexto, ambas as sociedades foram recriadas dentro de uma lógica de modernização urbana. Para a metade norte, a capacidade bélica é essencial como fator dissuasório de uma guerra de conquista do Sul e a conseqüente liquidação do regime e, por conseqüência, deste modelo de sociedade. Esta é a razão fundamental para a escalada das ameaças beligerantes. Como herdeiro e neto do patrono do país, Kim Il-sung, o atual mandatário Kim Jong-un necessita do ambiente de conflito embora não deseje a guerra.

Caso o confronto venha a ocorrer, talvez a Coréia do Norte não resista sequer uma semana aos ataques aéreos e por tanto necessita de alguma vantagem tática. Esta seria a mobilidade de seus lançadores de mísseis nucleares, que com certa constância aparecem em manobras militares de forma bastante ostensiva. Estes lançadores móveis (acoplados em caminhões militares de seis a oito eixos), podem lançar mísseis contra alvos distantes até 10.000 kms. O Japão e algumas bases dos EUA são alvos prováveis. Seul, em caso de ataque, não poderia ser quase totalmente destruída. Somente esta possibilidade aponta para algumas alternativas de resposta pelos sul-coreanos, dentre estas uma de tipo fulminante.

Uma possibilidade é que o aliado dos EUA aceite de um cessar fogo, alcançando a vontade política do novo governante norte-coreano de permanecer para assim provar ser capaz de exercer um Poder Executivo forte diante de generais contemporâneos de seu avô, fundador do país. Simultaneamente, Pyongyang intenta congelar as projeções de poder dos EUA sobre a existência de um Estado que já fora satélite da União Soviética e da China. Hoje a sociedade norte-coreana sobrevive de ajuda humanitária, emissão de recursos de cidadãos emigrados econômicos, assim como de algumas empresas estatais, a maioria pertencendo as Forças Armadas do país. Da antiga geopolítica do planeta no período anterior, segue existindo estreita relação entre Beijing e Pyongyang, tanto através de auxílio, relações comerciais, como de livre fluxo de mercadorias e bens que cruzam pela fronteira seca de 1600 kms entre os dois países.

Da parte da Coréia do Sul, no caso de um conflito com a metade setentrional da península, haveria a chance de unificar o país, dobrar a área territorial sob jurisdição de Seul e, por fim, alçar-se à condição de potência regional também na arena militar. Com esta possível unidade coreana, haveria uma elevação de gastos centrais e uma realidade semelhante da Alemanha pós-unificação.

É fato, numa escalada de tensão e aumento de manobras militares, a contenção nunca é total. A probabilidade de guerra, embora pequena, é sempre real.

Bruno Lima Rocha

Artigo originalmente publicado no jornal quinzenal "Jornalismo B", de Porto Alegre; edição da 2ª quinzena de abril 2013

This page can be viewed in
English Italiano Deutsch
Issue #4 of the Newsletter of the Tokologo African Anarchist Collective

Front page

After the election of Syriza in Greece - Power is not in Parliament

[Chile] Movimiento Estudiantil: ¿En dónde debemos enfocar nuestros esfuerzos?

Je ne suis pas Charlie

México en llamas: raíces y perspectivas de una lucha que avanza y la crisis de un sistema político

Sobre la liberación de prisioneros y el restablecimiento de relaciones diplomáticas, por los gobiernos de Cuba y EE.UU.

No to Golden Dawn in Australia!

Abusos y arbitrariedad - retención de JOSÉ A. GUTIÉRREZ, en el bajo Caguán, Caquetá

Could a Revolution Happen in the US?

An Anarchist Communist Reply to ‘Rojava: An Anarcho-Syndicalist Perspective’

Lutar e vencer fora das urnas

In the Rubble of US Imperialism

Elementos da Conjuntura Eleitoral 2014

The experiment of West Kurdistan (Syrian Kurdistan) has proved that people can make changes

[Chile] EL FTEM promueve una serie de “jornadas de debate sindical”

Ukraine: Interview with a Donetsk anarchist

The present confrontation between the Zionist settler colonialist project in Palestine and the indigenous working people

Prisões e mais criminalização marcam o final da Copa do Mundo no Brasil

An Anarchist Response to a Trotskyist Attack: Review of “An Introduction to Marxism and Anarchism” by Alan Woods (2011)

هەڵوێستی سەربەخۆی جەماوەر لە نێوان داعش و &

Contra a Copa e a Repressão: Somente a Luta e Organização!

Nota Pública de soldariedade e denúncia

Üzüntümüz Öfkemizin Tohumudur

Uruguay, ante la represión y el abuso policial

To vote or not to vote: Should it be a question?

Brazil/Guyana/Suriname/FGuiana | Imperialismo / Guerra | pt

Fri 30 Jan, 05:25

browse text browse image

Sorry, no stories matched your search, maybe try again with different settings.

imageO front de Rojava e o complexo teatro de operações da revolução social curda Dec 12 by BrunoL 0 comments

Bruno Lima Rocha, 10 de dezembro de 2014

A análise é relativamente complexa e a resultante aparenta ser simples. As forças sociais de Rojava se encontram cercadas na retaguarda pelo fechamento da fronteira com a Turquia. Antes da libertação da parcela síria do Curdistão, as linhas de traficantes de armas e abastecimento logístico dos jihadistas era alimentada (tolerada) pelo Estado Turco. Após julho de 2012, o YPG, milícia de autodefesa organicamente vinculada ao TEV-Dem (composição de forças sociais hegemonizadas pelo PYD (Partido da União Democrática) e que organiza a sociedade local) começou a fechar a fronteira na busca de uma autonomia regional. [Italiano] [Castellano]

image[InformeAnarquista#3] OMC, Império e ALCA Dec 11 by militante 0 comments

O esforço de “união” das economias das Américas em uma única área de livre comércio, iniciado na Cúpula das Américas em dezembro de 1994 em Miami (EUA), teve a participação dos chefes de Estado de 34 países, ditos democráticos da região, que decidiram criar a Área de Livre Comércio das Américas

Sorry, no press releases matched your search, maybe try again with different settings.
© 2005-2015 Anarkismo.net. Unless otherwise stated by the author, all content is free for non-commercial reuse, reprint, and rebroadcast, on the net and elsewhere. Opinions are those of the contributors and are not necessarily endorsed by Anarkismo.net. [ Disclaimer | Privacy ]