user preferences

A direita venezuelana na ofensiva

category venezuela / colombia | a esquerda | opinião / análise author Sunday April 21, 2013 19:53author by Bruno Lima Rocha Report this post to the editors

Os riscos de golpe de Estado seguem sendo reais na Venezuela, incluindo análises midiáticas mais à direita apostando que Nicolás Maduro não irá concluir seu mandato. Para além do chavismo político, as garantias dos direitos adquiridos estão no movimento bolivariano. [English]

venezuela_maduro_capriles.jpg

Nicolás Maduro, presidente eleito da Venezuela, sucessor político indicado por Hugo Chávez, começa seu governo da maneira mais difícil possível. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamou-o chefe do Poder Executivo após totalizar a contagem dos votos em um pleito com a participação de 79,17% dos eleitores. Maduro, à frente do PSUV, obteve 50,75% dos votos (7.563.747) e Henrique Capriles, governador do estado de Miranda representando a Mesa de Unidade Democrática (MUD), recebera 48,97% (7.298.491). Houve elevada abstenção, estando ausente mais de 20% do eleitorado. A novidade é a direita fortalecida, vencendo em sete estados, ao invés de somente em três como nas eleições de dezembro, com Chávez ainda vivo.

A apertada diferença de apenas de 273 mil votos, encoraja a oposição encabeçada pela oligarquia a convocar seu eleitorado a ocupar as ruas e contestar a legitimidade do resultado. O pedido de recontagem é uma forma de pôr em dúvida a transparência de um processo de escrutínio legitimado por órgãos internacionais. Opera como uma manobra para acumulação de forças em dois níveis. Dentro da direita venezuelana, Capriles cria musculatura, legitimando-se como líder inequívoco, sendo a única opção válida para metade do eleitorado do país. Já no confronto com o Palácio Miraflores, afirma poder ser tão duro como seus aliados golpistas de 2002 e 2003. Se puder derrubar o processo eleitoral, causando uma comoção nacional através de recontagem, melhor. Na ausência desta possibilidade, minar a situação agora operando em uma condição nova – a do chavismo sem Chávez -, possibilita uma vitória em referendo revogatório em três anos.

Na arena externa, a margem apertada anima os EUA. O Departamento de Estado, tendo à frente o novo secretário John Kerry, querendo mostrar serviço e obter vitórias político-militares como teve Hillary Clinton, já se antecipou afirmando ver com bons olhos uma recontagem. Que ninguém se assuste com a escalada paulatina de violência de rua e possíveis intentos de fraturas institucionais em governos de estados e prefeituras. O provável é gerarem muita confusão no curto prazo. A meta é essa, tentando impedir Maduro de governar, forçando-o a endurecer com a oposição pela via institucional, através das forças armadas e do aparelho judicial. O procedimento implica em sucessivas comoções nacionais e desabastecimento, fracionamento do PSUV e do alto comando castrense para chegar a criar as condições para um golpe de Estado. Anos difíceis começam.

Bruno Lima Rocha

Related Link: http://estrategiaeanalise.com.br
This page can be viewed in
English Italiano Deutsch
E

Front page

The experiment of West Kurdistan (Syrian Kurdistan) has proved that people can make changes

[Chile] EL FTEM promueve una serie de “jornadas de debate sindical”

Ukraine: Interview with a Donetsk anarchist

The present confrontation between the Zionist settler colonialist project in Palestine and the indigenous working people

Prisões e mais criminalização marcam o final da Copa do Mundo no Brasil

An Anarchist Response to a Trotskyist Attack: Review of “An Introduction to Marxism and Anarchism” by Alan Woods (2011)

هەڵوێستی سەربەخۆی جەماوەر لە نێوان داعش و &

Contra a Copa e a Repressão: Somente a Luta e Organização!

Nota Pública de soldariedade e denúncia

Üzüntümüz Öfkemizin Tohumudur

Uruguay, ante la represión y el abuso policial

To vote or not to vote: Should it be a question?

Mayday: Building A New Workers Movement

Anarchist and international solidarity against Russian State repression

Argentina: Atentado y Amenazas contra militantes sociales de la FOB en Rosario, Santa Fe

Réponses anarchistes à la crise écologique

50 оттенков коричневого

A verdadeira face da violência!

The Battle for Burgos

Face à l’antisémitisme, pour l’autodéfense

Reflexiones en torno a los libertarios en Chile y la participación electoral

Mandela, the ANC and the 1994 Breakthrough: Anarchist / syndicalist reflections

Melissa Sepúlveda "Uno de los desafíos más importantes es mostrarnos como una alternativa real"

On Sectarianism

Venezuela / Colombia | A Esquerda | pt

Tue 02 Sep, 02:34

browse text browse image

Sorry, no stories matched your search, maybe try again with different settings.

imageO legado de Hugo Chávez e os limites da alternativa institucional Mar 23 by Wallace dos Santos de Moraes 0 comments

Para colocar o legado de Chávez no seu lugar é necessário combater algumas teses que não se sustentam. A primeira é propalada por alguns grandes meios de comunicação que teimam em chamá-lo de ditador para baixo e induzir a entendermos que existe uma grande massa de venezuelanos contra o seu governo. Trata-se de conjecturas insustentáveis do ponto de vista factual. O governo Chávez foi o que mais respeitou a Constituição do país e a ampla maioria da população esteve ao seu lado. A segunda tese é defendida pelos chavistas quando afirmam estar em curso na Venezuela uma revolução que seria responsável por estabelecer o “socialismo do século XXI”. Com efeito, de antemão afirmamos que o governo de Chávez não acabou com o capitalismo, nem proporcionou o autogoverno popular. Destarte, não tocou nos principais aspectos da exploração e do absurdo de ser governado por outrem. Assim, já podemos descartar as alusões ao socialismo ou ao poder popular ditas por seus defensores. A Venezuela continua capitalista e com uns governando outros.

imageSobre a Venezuela e ante a morte de Hugo Chávez: Seguir criando Poder Popular!!! Mar 19 by FAU 0 comments

Hoje, o imaginário dos de baixo é mais rico, contém muitas experiências-primas e cruas, e a sua subjetividade é ao mesmo tempo mais complexa. Contém elementos de rebeldia e compreensão geral da injustiça que o rodeia. E assim, por vezes, ganha as ruas. Além disso, sempre resulta mais proveitoso que se esteja participando dos eventos sociais do que esteja em um estado de resignação e alheio ao seu entorno. Como estará o imaginário dos de baixo na Venezuela, quando muito se falou do Poder Popular, quando muito se falou sobre o imperialismo, quando certas formas de participação social têm sido eficazes? O que sabemos é que o quietismo e a resignação não produzem nenhum grau de resistência, a possibilidade está na ação política social real, por mais contraditória e confuso que seja.

imageO legado de Chávez e a encruzilhada bolivariana Mar 09 by Bruno Lima Rocha 0 comments

Fenômenos populares como o da marea roja quando o povo saía a tomar as ruas de Caracas são o termômetro da aceitação e capilaridade das ações sociais do governo Chávez. Qualquer recuo nestas políticas públicas não será aceito pelas maiorias.

imageConsiderações sobre a morte de Hugo Chávez Mar 07 by Bruno Lima Rocha 0 comments

O imaginário coletivo sobre o agora ex-presidente da República Bolivariana da Venezuela se torna o novo desafio para a análise política da América Latina. Pós-chavismo?

imageVenezuela à beira de um ataque de nervos Jan 10 by Bruno Lima Rocha 0 comments

Hugo Chávez em delicado estado de saúde condiciona toda a sociedade venezuelana

more >>
Sorry, no press releases matched your search, maybe try again with different settings.
© 2005-2014 Anarkismo.net. Unless otherwise stated by the author, all content is free for non-commercial reuse, reprint, and rebroadcast, on the net and elsewhere. Opinions are those of the contributors and are not necessarily endorsed by Anarkismo.net. [ Disclaimer | Privacy ]