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The Economist e a política monetária do Brasil

category brazil/guyana/suriname/fguiana | economia | opinião / análise author Friday January 04, 2013 21:24author by Bruno Lima Rocha Report this post to the editors

The Economist é a voz oficiosa do capital financeiro e da lógica rentista em escala mundial.

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A pilhéria, feita pelo jornal inglês Financial Times (24/12/2012) a respeito da gestão de Mantega, é uma conseqüência da primeira crítica oriunda de outra mídia econômica vinda da Europa quase falida.

A edição impressa de 6 de dezembro do semanário inglês The Economist recomendava a demissão do ministro da Fazenda brasileira e classificava nossa economia como “moribunda criatura”. Para além do conteúdo pontual da matéria e seus efeitos nos círculos de opinião no Brasil, o texto reflete uma posição generalizada nos circuitos financeiros. A “respeitável” publicação inglesa afirma com todas as letras. "The Central Bank may be tempted to react to the latest figures with another interest-rate cut. That would be a mistake". Estão criticando Dilma por seus poucos acertos em política monetária.

Tal análise vai ao encontro dos interesses de seu público-alvo. Ao diminuir o retorno nas aplicações de curto prazo, os especuladores criticam a diminuição progressiva da taxa Selic. Isto implica em reduzir suas próprias margens de lucros. Para interpretar as razões deste ataque um pouco de teoria ajuda.

O economista francês François Chesnais afirmou que a migração de massas de capital em busca de valorização financeira deveu-se as dificuldades dos conglomerados empresariais em conseguir uma “razoável” margem de lucro na esfera produtiva a partir da década de 1970. Por exemplo, as taxas de lucro que atingem mais de 20% no início dos anos ’60, caíram cerca de 12% em 1982 e 1983. Vamos além com este autor; a lógica rentista desta forma de acumulação provoca sangrias na esfera produtiva, e neste mecanismo gerado inclusive na base de fraudes, consiste a mãe de todas as “crises”.

Assim a rentabilidade dos detentores de capital fictício é, proporcionalmente, oposta aos direitos sociais e o poder de compra da massa salarial. Acrescento a premissa da impossibilidade de existir equívoco quando os agentes econômicos estratégicos são dotados de informação perfeita.

O chamado comportamento de manada (insuflado por textos como os aqui criticados) decorre também do tráfego de informação. Estes rebatem dentro do aparelho de Estado - e dos organismos multilaterais – em função do mimetismo entre os ocupantes de postos-chave nos órgãos de autoridade monetária, bancos públicos e ministérios de Economia e Planejamento.

Quando o tomador de decisão não cumpre à risca o receituário publicado a favor de banqueiros e especuladores, torna-se alvo das baterias de desinformação midiática globalizada.

Bruno Lima Rocha

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Las amenazas de “caos aéreo” y la presión para alcanzar el plan de metas de infraestructura y función operacional de la FIFA para la Copa del Mundo de fútbol, abren margen de consentimientos de las personas para que un proceso privatizador sea puesto en marcha.

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17 de dezembro de 2014, Bruno Lima Rocha

No Brasil, a estimativa de perdas (ou gastos) com a corrupção é da ordem de R$ 69 bilhões de reais ao ano. Já a sonegação (sem contar a injustiça fiscal) chega a R$ 415 bilhões de reais. E, por fim, se da sonegação (e o sonegômetro quase ninguém fala), a gastança com a rolagem da dívida odiosa é ainda mais ocultada. Este gasto é da ordem de R$ 718 bilhões de reais ao ano! Esconder estes números e inverter as prioridades é o conluio da mídia hegemônica com os operadores do mercado financeiro e seus representantes, dentro e fora do governo de turno.

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Bruno Lima Rocha

Introdução

Nesta semana, verificamos mais conseqüências nefastas do 3º Turno e o mito do governo em disputa. Como quase sempre ocorre a esquerda cujas urgências nunca couberam nas urnas da democracia indireta está mais que correta. O manifesto de intelectuais, militantes, coletivos e indivíduos que se aglutinam em torno das idéias do portal Carta Maior (24/11/14) expressa uma correta indignação daqueles que apoiaram a candidatura de Dilma, cerraram fileiras para o apertado 2º turno e agora se vêem diante do estelionato eleitoral.

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Bruno Lima Rocha

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Bruno Lima Rocha, de 23 a 29 de novembro de 2014

Introdução

Estamos diante de um novo fenômeno. O 3º turno no Brasil era na composição de maioria, na busca desenfreada pela tal da governabilidade, dando carne ao conceito de presidencialismo de coalizão. Tal conceito-chave na política brasileira - se for observado sem senso crítico - entra nas falácias neoinstitucionalistas. Se for traduzido pela sua natureza substantiva, revela-se a condição de governo de quem faz campanha ao lado de 10 partidos, embora esconda as legendas oligárquicas nos programas de TV e Rádio. Agora o 3º turno ultrapassa as raias do absurdo e trata do seqüestro da pauta por direita, havendo uma corrida de cancha reta entre o Planalto (ou Dilma e Lula, mais apropriadamente dito) e a oposição neoliberal, apostando o páreo para ver quem alinha de forma mais convicta com o receituário da “retomada de confiança do mercado”. Nesta corrida infeliz, cumpre papéis preponderantes tanto a pressão midiática – como veremos no tópico logo abaixo – como a execução da teoria das portas giratórias, onde o pivô é um alto executivo de finanças que entra e sai do aparelho de Estado como se este fosse o prolongamento de suas atividades privadas. As palavras que seguem não são propaganda ideológica embora não percam sentido de crenças e normatividade. Reforço que não são propícias para quem vive em estado de pensamento mágico, confundindo o apelo publicitário do marketing político com a política nua e crua, embora com requintes de sofisticação, realizada por e pelo andar de cima do Brasil.

imageDebatendo com Carlos Alberto Sardenberg - as caracterizações e sinais de Dilma Rousseff diante da en... Nov 19 by BrunoL 0 comments

Poucas vezes pude concordar tanto com Sardenberg (se é que não foi primeira), âncora da CBN, colunista do Jornal da Globo, blogueiro e jornalista da velha guarda no rumo inexorável da curva à direita já feita por Paulo Francis, dentre outros. O comentarista de economia do jornal noturno da empresa líder sugere para Dilma a cópia do modelo de comportamento chinês, pois segundo o próprio:

"Os líderes chineses têm uma habilidade especial para adotar políticas pró-mercado com uma retórica de esquerda para agradar esse lado do Partido. Vire à direita, dê sinal à esquerda — tal é o ensinamento."

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