user preferences

New Events

Argentina / Uruguai / Paraguai

no event posted in the last week
Recent articles by Atyma
This author has not submitted any other articles.
Recent Articles about Argentina / Uruguai / Paraguai Indigenous struggles

Video-Debate: a diez años de la masacre del Naya, Colombia Aug 19 09 by Biblioteca Popular José Ingenieros

Este Sábado 20 Hs Video-debate Patagonia Petrolera May 12 09 by BIBLIOTECA POPULAR JOSE INGENIEROS

Genocidio de los pilagá durante el gobierno de Perón en 1947 Jun 11 08 by Alberto A. Arias

Golpe à Comunidade Indígena Yva Poty (Paraguai)

category argentina / uruguai / paraguai | indigenous struggles | non-anarchist press author Monday December 10, 2012 11:48author by Atyma Report this post to the editors

Comunicado sobre o desalojo da Comunidade Indígena Yva Poty, no Paraguai, na fronteira com o Mato Grosso do Sul

No dia 20 de novembro deste ano, cerca de 300 policiais deram cobertura para algumas dezenas de pistoleiros invadirem ilegalmente a Aldeia indígena Yva Poty, localizada no Paraguai, ao lado da fronteira com o Mato Grosso do Sul, despejando cerca de 40 famílias a mando de um fazendeiro brasileiro, Paulo Ferreira de Souza, bem conhecido nas redondezas.

O despejo, que não teve qualquer espécie de aviso prévio, transformou em pó e caos mais de duas décadas de vida. A doce brisa manhã foi transformada em incerteza, e a tranquilidade da roça, em medo. O silêncio da noite se torna um problema quando dormir significa se render ao sono. Descanso não existe quando a chuva está se aproximando e os telhados de sapé só protegem o chão. Sentir fome é um desafio de concentração. As águas cristalinas são reféns de armas de fogo, e o que resta é matar a sede com um líquido que tem a mesma cor do pó da terra. O resultado devastador destruiu (incendiou) casas, postos de saúde, escolas e cultivos. O posto de saúde era reconhecido pelo próprio ministério da saúde; os medicamentos foram jogados ao chão. A escola, reconhecida pelo Ministério da Educação, fora construída através de imenso sacrifício pela comunidade; foi arrasada em conjunto com todos os livros. Os poços d'água foram envenenados.

A operação policial inicia as 8:30, aproximadamente. Chegaram inicialmente como pessoas civis, supostamente vinculadas a Secretaria da Criança e da Adolescência da municipalidade da Vila Iguatemi. Estas pessoas chegaram a entrar na aula da escola, e disseram às crianças que teriam visitas, e para que não se assustassem. Então, realmente pensaram que teriam visitas de funcionários da saúde, da educação. No entanto, repentinamente, apareceu a polícia antimotim em conjunto do fazendeiro brasileiro.

A opressão se intensifica. As lideranças solicitaram a apresentação de algum documento que tornasse oficial a intervenção, mas foram covardemente agredidos por policiais, levando muitos ao hospital. Parecia que tudo ao redor era fragilizado pela ganância. De um lado víamos soja, do outro gado e ali, na nossa frente, vidas despedaçadas, arrancadas, queimadas. As crianças, após presenciar tanta violência, se esconderam nos morros. Os indígenas, apesar de terem recorrido a pedidos de ajuda às autoridades locais, inclusive ao "INDI", entidade estatal encarregada diretamente da questão indígena, mas não foram atendidos, o que reforça o descaso e a conivência dos governantes com o genocídio e etnocídio que se abate sobre o povo Ava Guarani. Em solidariedade, como uma forma de contrapoder que data desde uma longínqua ancestralidade, companheiros e companheiras indígenas de outras comunidades compareceram e presenciaram o desalojo, manifestando seu apoio à comunidade. Cada detalhe da mesma fora repintado: os olhos encharcados, a água escura, o telhado no chão e as paredes que não mais sustentavam a proteção são o cenário de mais um episódio do massacre, e o protagonista é o agronegócio.
O tekohá (terra sagrada) de nome Yva Poty (Fruta e Flor, em guarani) já não transmite tanta leveza. Antropologicamente, este território é considerado tradicional deste grupo indígena, que são seus donos históricos. No entanto, sucumbindo ao poder e ao capital, as flores foram pisadas por botas frias, e os frutos não dão conta de saciar a fome dessa gente a mercê da justiça, saqueadas e abandonadas à beira da estrada.

As cadeiras do que sobrou da escola fazem companhia aos livros revirados no chão.
O entulho do que era a casa de reza são observados com dor. Não é possível diferenciar o que é rezador, rezadeira, destroços e tristeza. Eles estavam em pedaços, no chão, arrasados junto às migalhas do que há poucos dias era a materialização do que lhes faz se sentir vivos.
Hoje, 25 de novembro de 2012, a aldeia (sobre)vive à beira da estrada, se alimentando de cestas básicas fornecidas pelo Estado. E isso tudo por 355 mil guaranis (cerca de 178 reais), quantia paga para os pistoleiros se submeterem a tal serviço.

Finalizamos esta denúncia com um manifesto por parte de uma Cacique da comunidade, fazendo de suas palavras as nossas: "Este governo joga com nossas vidas e com a vida de nossos filhos, e dói muito intensamente o que estão fazendo conosco. Não vamos ficar de braços cruzados, lutaremos até o fim, pela vida e para que haja justiça". Contra as políticas paternalistas e de extermínio dos Estados, pela autonomia e autodeterminação dos povos nativos em oposição ao capitalismo, reivindicamos todo direito à terra para os povos indígenas.

This page can be viewed in
English Italiano Deutsch
Employees at the Zarfati Garage in Mishur Adumim vote to strike on July 22, 2014. (Photo courtesy of Ma’an workers union)

Front page

Loi travail 2017 : Tout le pouvoir aux patrons !

En Allemagne et ailleurs, la répression ne nous fera pas taire !

El acuerdo en preparacion entre la Union Europea y Libia es un crimen de lesa humanidad

Mourn the Dead, Fight Like Hell for the Living

SAFTU: The tragedy and (hopefully not) the farce

Anarchism, Ethics and Justice: The Michael Schmidt Case

Land, law and decades of devastating douchebaggery

Democracia direta já! Barrar as reformas nas ruas e construir o Poder Popular!

Reseña del libro de José Luis Carretero Miramar “Eduardo Barriobero: Las Luchas de un Jabalí” (Queimada Ediciones, 2017)

Análise da crise política do início da queda do governo Temer

Dès maintenant, passons de la défiance à la résistance sociale !

17 maggio, giornata internazionale contro l’omofobia.

Los Mártires de Chicago: historia de un crimen de clase en la tierra de la “democracia y la libertad”

Strike in Cachoeirinha

(Bielorrusia) ¡Libertad inmediata a nuestro compañero Mikola Dziadok!

DAF’ın Referandum Üzerine Birinci Bildirisi:

Cajamarca, Tolima: consulta popular y disputa por el territorio

Statement on the Schmidt Case and Proposed Commission of Inquiry

Aodhan Ó Ríordáin: Playing The Big Man in America

Nós anarquistas saudamos o 8 de março: dia internacional de luta e resistência das mulheres!

Özgürlüğümüz Mücadelemizdedir

IWD 2017: Celebrating a new revolution

Solidarité avec Théo et toutes les victimes des violences policières ! Non à la loi « Sécurité Publique » !

Solidaridad y Defensa de las Comunidades Frente al Avance del Paramilitarismo en el Cauca

© 2005-2017 Anarkismo.net. Unless otherwise stated by the author, all content is free for non-commercial reuse, reprint, and rebroadcast, on the net and elsewhere. Opinions are those of the contributors and are not necessarily endorsed by Anarkismo.net. [ Disclaimer | Privacy ]