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Mazelas das campanhas municipais

category brazil/guyana/suriname/fguiana | community struggles | opinião / análise author Monday October 29, 2012 21:18author by Bruno Lima Rocha Report this post to the editors

Um tema recorrente quando se debate a política municipal brasileira é o baixo nível político dos representantes locais. Trata-se de uma evidência, irrefutável.

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Um tema recorrente quando se debate a política municipal brasileira é o baixo nível político dos representantes locais. Trata-se de uma evidência, irrefutável.

A baixa compreensão da política nota-se de forma exagerada, especialmente em momentos de campanhas, com destaque na disputa para vereança.

Embora reconheça este aspecto como uma deficiência de nossa democracia, o problema não se supera por decreto. É preciso uma série de movimentos, dentre eles a polêmica necessidade de uma formação política prévia. Idealmente, uma república formaria cidadãos plenos de direitos e deveres, e seria dotada de instituições formadoras de uma cultura cívica. Assim, o treinamento para a política seria parte da educação pública, massiva e universal, incluída nos currículos escolares, ao menos do ensino médio.

Ao massificar a compreensão das disputas sociais por poder e recursos, as maiorias estariam em condições de se contrapor às oligarquias partidárias, quebrando a estrutura que tende a reproduzir elites políticas.

Entendo ser simplesmente impossível o aumento da participação política se esta não for precedida de no mínimo três aspectos: formação massiva, tendo como base os direitos constitucionais; a organização social, promovendo as lutas reivindicativas e mecanismos institucionais de consulta pública, como plebiscitos e referendos para as decisões fundamentais de uma sociedade.

Pois bem, o tipo-ideal de formação para a política narrado acima é justamente o oposto do que ocorre no mundo real.

Para piorar o modelo, a massificação da concorrência política se verifica nas disputas municipais, onde impera o senso comum e a cultura política dominante. Esta é, hegemonicamente, paroquiana, localista, clientelista e movida por interesses e pautas imediatas.

A contradição está aí. As minorias organizadas, em tese, teriam de transformar a sociedade, e não simplesmente reproduzir os comportamentos já estabelecidos.

No jargão da política profissional, os candidatos a vereança “amassam barro com poeira”, recrutando as energias sociais existentes (como clubes de mães, times de várzea, escolas e blocos de carnaval), muitas vezes apelando para interesses familiares no apoio a suas candidaturas. É esta a base do clientelismo de baixa intensidade.

Romper com este mecanismo cruel é condição prévia para melhorar o nível da política brasileira. Sem a massificação de uma cultura participativa, teremos a permanência e a naturalização dos grotescos espetáculos observados nas campanhas municipais do país.

Bruno Lima Rocha

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Issue #3 of the Newsletter of the Tokologo African Anarchist Collective

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Tue 21 Oct, 10:13

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saogabriel.jpg imageDe Yeda a Tarso reforma agrária segue sendo caso de polícia em São Gabriel. 18:00 Mon 07 Oct by Federação Anarquista Gaúcha 0 comments

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28b5acabpeq_2.jpg imageA Luta contra o aumento das passagens e o Anarquismo 18:13 Wed 19 Jun by Coordenação Anarquista Brasileira 0 comments

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"Pra favorecer uma experiência de lutas que deve unir e organizar os setores populares, nenhum partido tem o direito e a autoridade de se colocar por cima, interferir em causa própria na expressão pública do movimento social, negociar nas costas da vontade popular. A relação de forças das ruas, dos piquetes, das ocupações e das marchas é que marca o caminho.
Tática apartidária pra luta social, não anti-partido e tampouco apolítica."

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Os finais de ano são marcados por festividades cristãs e dedicadas a alimentar a sociedade de consumo. Mas em Joinville, desde 2010, o final de ano passou a ter uma nova característica, já que as empresas Gidion e Transtusa aproveitam o momento para pedir ao prefeito o aumento da tarifa do transporte coletivo

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O Estado de Mato Grosso nos últimos 10 anos destacou-se na mídia nacional como um grande produtor da monocultura da soja e da cana-de-açúcar, exportando sua produção para outros Estados e países. Por detrás de toda essa “grande produção” temos práticas de trabalho escravo e assassinatos decorrentes à invasão de pequenas propriedades para o aumento da área de plantio e gerando uma enorme destruição ambiental nessas regiões. Esse mesmo plantio serve somente para a exportação aos países de primeiro mundo e fábricas de rações destinadas ao gado de corte que no Estado vem beneficiando a poucos que concentram imensas fortunas em suas mãos. Na capital passamos pela desenfreada corrida pelas obras da Copa de 2014, o governo estadual tem destinado uma enorme quantidade da verba pública para obras faraônicas que privilegiam uma elite e expulsam os pobres para áreas cada vez mais distantes, dificultando inclusive a entrada desses em determinadas regiões da cidade.

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17 de abril de 1996. Massacre de Eldorado dos Carajás. A repressão da policia do Pará a uma marcha de trabalhadores sem-terra deixa 19 mortos e 67 feridos.

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Os movimentos sociais vem a público manifestar seu apoio e solidariedade aos moradores do Assentamento Canaã.

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imageAnálise inicial das eleições nacionais no primeiro turno Oct 06 by BrunoL 0 comments

05 de outubro de 2014 Bruno Lima Rocha

Dilma Rousseff (PT) teve cerca de 41,60% dos votos, seguida por Aécio Neves (PSDB) com 33,56% dos votos e Marina Silva (PSB) com 21,32% dos votos. Este é o quadro aproximado após a quase totalidade das urnas apuradas. Podemos chegar a distintas conclusões do processo. Antes cabe um retrato imediato acompanhado por uma narrativa dos dias prévios do primeiro turno.

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No artigo anterior desta série abordei as relações evidentes entre futebol e política eleitoral. Neste texto, observamos o agendamento do evento anunciado superando a capacidade da ação de massas e as convocatórias de protestos através dos Comitês Populares da Copa e grupos afins.

imageLa ira de la élite contra el gobierno que organiza para ella la Copa del Mundo Jul 03 by BrunoL 0 comments

Por Dijair Brilhante y Bruno Lima Rocha*

Escrito después del debut del equipo nacional de Brasil y antes del final de la primera fase

La Copa del Mundo de la FIFA es considerada uno de los mayores eventos deportivos del mundo. No es de extrañar que los mandos de la institución comandada por Blatter siga haciendo cientos de demandas al país que acoge los juegos. En la práctica, los derechos fundamentales acaban de ser suspendidos, en el país donde hay un gobierno "de izquierda". Más de lo mismo en el país tropical. [Italiano] [English]

imageA Copa do Mundo e o poder de agendamento – 1 Jun 27 by BrunoL 0 comments

25 de junho de 2014, Bruno Lima Rocha

O tema das relações entre futebol e política é real, necessitando de um debate pautado pela análise rigorosa. Em 2014, esta correlação também se encontra presente, tendo começado pelas manifestações de 2013 durante a Copa das Confederações; passando pelo clima de pânico instaurado com o slogan: “imagina na Copa?”; e materializado em dois campos de ação simultâneos ocorrendo durante a competição. No presente artigo analisamos a tabelinha entre mídia e política e no seguinte, a ação de massas.

imageDilma vaiada e a identificação não correspondida Jun 21 by BrunoL 0 comments

As vaias para Dilma, que vieram acompanhas de xingamentos e palavrões, foram a sensação do início da Copa do Mundo. Naquele momento, após uma festa de abertura mais que clichê, o lulismo deu de cara com seu pior desafeto.

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imageDe Yeda a Tarso reforma agrária segue sendo caso de polícia em São Gabriel. Oct 07 FAG 0 comments

Localizado à mais de 80 kms de qualquer centro urbano, cravado na divisa dos municípios de Santa Maria e São Gabriel, o assentamento Madre Terra é uma pequena ilha da agricultura familiar rodeada de latifúndio e monocultura por todos os lados, onde algumas dezenas de famílias extremamente pobres lutam para ganhar a vida plantando arroz orgânico e produzindo diversos outros alimentos mesmo à contragosto dos governos e do agronegócio. Esse assentamento foi criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em 2009. Porém, de lá pra cá, se passaram quatro anos e nada do que foi planejado e prometido por parte do órgão à essas famílias foi realizado.

imageNota de solidariedade aos lutadores e lutadoras da comunidade do Cumbe Aracati – Ceará Sep 05 ORL-CAB 0 comments

Nós, da Organização Resistência Libertária [ORL], integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), prestamos nosso total apoio e solidariedade em virtude do despejo violento sofrido por vinte sete famílias pertencentes à Comunidade do Cumbe, localizada a 12km da cidade de Aracati, litoral leste do Ceará. A comunidade do Cumbe, formada por pescadoras/es, marisqueiras/os e trabalhadoras/es em geral, como prova de resistência da luta pela vida e da manutenção integral de seus territórios, ocupava desde o dia 10 de março de 2013 uma antiga fazenda/viveiro de camarão que se encontrava desativada desde 2004.

imageTomar as ruas por uma agenda contra a direita e o governismo Jun 25 Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) 0 comments

A larga noite das lutas de 17 de junho mudou a conjuntura brasileira e redimensionou os protestos sociais. A mobilização massiva de cerca de 1 milhão de manifestantes em dezenas de capitais e cidades do país e do mundo não acontecia em nossa história política desde o Fora Collor em 1992. Há um antes e um depois que põe na cena nacional um novo sujeito histórico coletivo que é catalisador de uma poderosa força social nas ruas. [Castellano] [Italiano]

imageResistir até a tarifa sumir! Jun 19 Integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB) 0 comments

O país está sendo tomado por mobilizações na luta pelo transporte público. No início dessa semana, manifestações gigantescas tomaram Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e dezenas de outras cidades. O Congresso em Brasília foi ocupado por manifestantes, assim como a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Até agora, Porto Alegre, Goiânia, Natal, Recife e outras cidades já conquistaram a redução da tarifa, mas a perspectiva de vitória é grande em várias outras cidades. [English] [Français] [Italiano]

imageA Luta contra o aumento das passagens e o Anarquismo Jun 19 CAB 0 comments

Nesse primeiro semestre houve diversas mobilizações de norte a sul do Brasil que enfrentaram a reação conservadora dos governos, do aparelho repressivo e da mídia. Desde as lutas em defesa do transporte público nas capitais, passando pelas greves nos canteiros de obras do PAC, até a resistência indígena dos povos originários, todas essa lutas foram alvos da criminalização do protesto que segue em curso no país sede da Copa do Mundo. Vivemos um dos momentos mais agudos da luta de classes no Brasil. O capital internacional avança diariamente a passos largos, explorando os trabalhadores e as trabalhadoras na busca do lucro. [Italiano]

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