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A farsa exibida nos cinemas (1)

category internacional | economia | resenha author Friday August 31, 2012 19:26author by Ivan Lemos e Bruno Lima Rocha - NIEG Report this post to the editors

As logomarcas de parte das empresas responsáveis pela maior fraude e transferência indevida de recursos da história da humanidade.

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No trabalho do Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Globalização Transnacional (NIEG-CEPOS) optamos utilizar dois documentários como forma de expansão das alternativas de interpretação das relações causais, agentes envolvidos e efeitos da crise. Um é “Capitalism: A Love Story”, (2009, EUA), dirigido por Michael Moore. O diretor já é conhecido internacionalmente por produzir documentários que fazem críticas ácidas ao sistema capitalista nos EUA e as estruturas de poder que o compõem. Para fazer um contraponto escolhemos o documentário “Inside Job” de Chales Ferguson (EUA, 2010), o qual ganhou o Oscar em 2010 de melhor documentário. Detalhe importante é que Ferguson é, antes de diretor, matemático e cientista político, já trabalhou como consultor para empresas de capital misto e o governo norte-americano.

A partir da “farsa com nome de crise” que se assenta sobre toda União Europeia e EUA houve um aumento no nível de materiais audiovisuais que embasam todo o processo de colapso das potencias mundiais. O documentário de Moore, por exemplo, tem um caráter mais histórico sobre o funcionamento do sistema capitalista nos EUA, expõe as fraudes causadas por empresas que estão inseridas no mercado financeiro.

As cenas iniciais traduzem o resultado de um sistema de especulação imobiliária que fez com que um castelo de areia ruísse. As casas hipotecadas eram agrupadas a outros tipos de investimentos e transformava – se em um pacote de investimento misto, os chamados (CDOs), que eram vendidos a diversos conglomerados financeiros, assim os proprietários dos que pagavam as parcelas das hipotecas logo se viram mergulhados em taxas altíssimas de juros. Se o proprietário do imóvel deixa de pagar, o primeiro banco que hipotecou não receberia e nem os outros bancos que compraram esses pacotes, os preços dos imóveis não cessaram de crescer em cinco anos. As previsões eram as melhores, as agencias de rating garantiam lucro certo, e isso contribuiu para uma massificação de compra, um comportamento de manada, que bombardeou as estruturas do sistema financeiro.

O agora já consolidado Estado-Nação considerado o centro do capitalismo enfrentava uma grave “crise”. Vale lembrar que não faltaram avisos vindos de economistas de linha crítica ou mesmo de neoclássicos arrependidos. Em 2004 o FBI já alertava George Bush Jr. de uma possível fraude no sistema imobiliário (mostrado no filme), logo após o alerta quinhentos investigadores foram afastados.

Nessa relação conseguimos observar como o governo está entrelaçado com o sistema financeiro, para garantir que os planos econômicos se concretizem é necessário a articulação com estruturas de apoio e esse funciona como órgão legitimador do que podemos chamar de fraude de hipotecas.

A inserção do Estado com o papel de regulador das atividades financeiras fica na razoabilidade das ações, ocultam as possíveis gravidades de um sistema que tem como item principal de valorização a informação. Quando as políticas do governo permitem que bolhas imobiliárias se desenvolvam e mesmo sendo descobertas, deixam de ser investigadas, uma fraude é instalada, primeiro pelos agentes que atuam livremente dentro do mercado, segundo pelo governo fechar os olhos para os alertas dados pelas próprias estruturas de fiscalização do Estado.

Além dos alertas sobre um emergente perigo de estouro da bolha imobiliária, os investidores não hesitaram, continuaram a jogatina de forma livre e desregulada. Na maioria das produções audiovisuais sobre crise exibem as relações que possibilitaram o desencadear de um colapso, em todos eles os principais investidores constroem a imagem de um profissional coerente com sua atuação no mercado, porém quando o plano é geral, o que vemos é um sistema de compensação de valores mais avançado do mundo, onde circula informação que deveria ser perfeita.

Moore também fala sobre os três memorandos que o Citigroup enviou para seus investidores mais ricos. Nesses documentos constava a tese de que os EUA não eram mais uma democracia, e sim uma plutonomia, uma sociedade controlada exclusivamente por e pelo benefício do 1% que detém a renda mais alta da população, possuindo agora mais riqueza que os 95% restantes somados. O memorando exaltava a crescente diferença entre ricos e pobres, que agora favorecia os investidores como a nova aristocracia estadunidense.

A concentração nas mãos de 1% da população está relacionada não apenas à movimentação de capital a favor dos bancos, mas também aos próprios agentes que movimentam diariamente fortunas. Um corretor hipotecário, por exemplo, pode comprar facilmente um “empréstimo mentiroso”, recebendo por isso uma bonificação do banco detentor, porém futuramente não se responsabilizará sobre essa hipoteca. É estabelecido então o que chamamos de risco moral – o agente pode ser incentivado a apostar inapropriadamente sem ter responsabilidade sobre os efeitos negativos. Os maiores bancos de investimentos – Goldman Sachs, J. P. Morgan, Merrill Lynch, Lehman Brothers e Bear Stearns – pagaram US$ 25 bilhões em 2005, US$ 36 bilhões em 2006 e US$ 38 bilhões em 2007, através de bonificação a seus funcionários, a relação entre bonificação e o salário base alcançou em 2006, 60% da remuneração total dos cinco maiores bancos de investimentos.

Os procedimentos de troca de informação se tornam essenciais para o entendimento da economia mundial, a preocupação aparece quando a utilização dessas redes é para especulação financeira. Essa evolução tecnológica internacionalizou a economia, reduziu as distâncias geográficas e inseriu novas formas de trabalho, baseadas na transferência de informação, porém esse avanço não contribuiu para a distribuição igual da renda.

Ivan Lemos
Bruno Lima Rocha

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Verso lo sciopero generale e sociale nel mondo del lavoro, nei territori, nelle piazze

Internacional | Economia | pt

Fri 31 Oct, 23:20

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textDeclaração anarco-comunista sobre a crise econômica mundial e a reunião do G20 13:59 Thu 27 Nov by Anarkismo 0 comments

Declaração internacional anarco-comunista sobre a crise econômica mundial e a reunião do G20, assinado por Alternative Libertaire (França), Federazione dei Comunisti Anarchici (Itália), Melbourne Anarchist Communist Group (Austrália), Zabalaza Anarchist Communist Front (África do Sul), Federação Anarquista do Rio de Janeiro (Brasil), Common Cause (Ontário, Canadá), Unión Socialista Libertária (Peru), Union Communiste Libertaire (Québec, Canadá), Liberty & Solidarity (Reino Unido), Asociación Obrera de Canarias (África) e Anarchistische Föderation Berlin (Alemanha). [Français] [Castellano] [Italiano] [Ελληνικά] [Polska] [Deutsch] [中文] [عَرَبيْ ] [Nederlands] [English]

imageA cúpula do terror financeiro global Aug 19 by BrunoL 0 comments

Bruno Lima Rocha, 18 de agosto de 2014

O Comitê de Determinações da Associação Internacional de Swaps e Derivativos (ISDA, ver o site dc.isda.org) equivale a uma instância globalizada de classificação de “riscos”, afirmando, por exemplo, se algum país está em default (calote) ou não. Este órgão foi criado em 2009, para tentar impor uma legitimidade a partir dos próprios fraudadores do sistema financeiro mundial. O jornal O Globo, em sua edição de 1º de agosto (página 24, em matéria de Marcio Beck e Rennan Setti) apresenta a informação dos componentes deste Comitê, sem fazer o contraponto do passado recente destes conglomerados do cassino do capital fictício. Bastaria consultar o domínio do Comitê, observar a composição dos membros das Américas e cruzar com informações difundidas pela grande mídia para dar-se conta de que, literalmente, quem está arbitrando o conflito é parte geradora da quebradeira de setembro de 2008.

imageOs Brics e o novo eixo de expansão capitalista Jul 25 by BrunoL 0 comments

A 6ª Reunião de Cúpula dos líderes do bloco de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics) apontou para uma realização e duas certezas.
O fato concreto é da ordem da redistribuição geográfica do capitalismo mundial. Fundar os pilares de um Novo Banco de Desenvolvimento e um Fundo de Contingência é um importante passo para sobrepor a moribunda ordem nascida em Bretton Woods. [Italiano]

imageO onipresente Goldman Sachs Aug 17 by Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre a Globalização 0 comments

Se os bancos são “muito grandes para falir”, o Goldamn Sachs nunca cogitou esta hipótese porque ganhou muito com a falência de outras empresas e, principalmente, de muitos países, sempre estando próximo, seja para emprestar ou para prestar “consultoria”

imageA mídia especializada é parte da crise financeira Jul 24 by Bruno Lima Rocha 0 comments

Valores de títulos, compromissos e obrigações financeiras estão 356% acima do PIB mundial.

imageOs fatores que traduzem a “plutonomia” Jul 20 by Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre a Globalização 0 comments

Não há racionalidade nas decisões que movimentam a economia mundial.

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textDeclaração anarco-comunista sobre a crise econômica mundial e a reunião do G20 Nov 27 0 comments

Declaração internacional anarco-comunista sobre a crise econômica mundial e a reunião do G20, assinado por Alternative Libertaire (França), Federazione dei Comunisti Anarchici (Itália), Melbourne Anarchist Communist Group (Austrália), Zabalaza Anarchist Communist Front (África do Sul), Federação Anarquista do Rio de Janeiro (Brasil), Common Cause (Ontário, Canadá), Unión Socialista Libertária (Peru), Union Communiste Libertaire (Québec, Canadá), Liberty & Solidarity (Reino Unido), Asociación Obrera de Canarias (África) e Anarchistische Föderation Berlin (Alemanha). [Français] [Castellano] [Italiano] [Ελληνικά] [Polska] [Deutsch] [中文] [عَرَبيْ ] [Nederlands] [English]

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