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Dilma e seu kit de felicidades

category brazil/guyana/suriname/fguiana | economia | opinião / análise author Saturday August 25, 2012 22:46author by Bruno Lima Rocha - Federaçao Anarquista Gaúcha Report this post to the editors

Pacote de Felicidades saindo do forno. Eliezer Batista, Eike Batista e Jorge Gerdau aparecem na foto da reunião em que deram uma prensa no ministro Guido Mantega. Também estavam presentes Luiza Trajano (Magazine Luiza), Murilo Ferreira (Vale), Paulo Tigre (DHB), David Feffer (Suzano), João Castro Neves (Ambev), Marcelo Odebrecht (Construtora Odebrecht), Robson Andrade (CNI), Sérgio Werlang (Itaú) e Raphael Klein (Casas Bahia/Ponto Frio). O peso pesados do que resta de economia nacionalizada em escala industrial conseguem afirmar a receita de Bismarckismo tropical. Eis o pacote de felicidades de Dilma e Mantega, o BNDES que onere o Tesouro e no final os arigós pagam a conta.

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Eike Batista teve um gesto de sinceridade e declarou que o pacote de infra-estrutura e logística lançada por Dilma Rousseff seria um “kit felicidade”. Este fora anunciado na quarta-feira (15/08), como sendo de estímulo à construção de rodovias e ferrovias, totalizando a concessão de 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias no Programa de Investimentos em Logística. O volume de investimentos declarados pelo governo virá a somar R$ 133 bilhões nos próximos 25 anos, sendo que R$ 79,5 bilhões se aplicam nos primeiros cinco anos. Como se sabe, as rodovias receberão R$ 42 bilhões e, as ferrovias, R$ 91 bilhões. E só para variar, o custeio de tudo isso sai do BNDES.

A verdade é que nenhum analista ou militante tem mais o direito de se dizer “espantado”. Progressivamente o partido que nascera classista torna-se conciliador, trocando o antagonismo das maiorias para com quem controla meios de produção, pela opção produtiva do capitalismo. Nesta seara, primeiro abriram possibilidade discursiva na Carta ao Povo Brasileiro e através da composição de forças com o capital brasileiro, representado pelo ex-vice de Lula, o empresário mineiro José de Alencar. Os tempos recentes apontam outra faceta. Agora os elogios são para as transnacionais que “investem” na produção, não se levando em conta que estes “investimentos” muitas vezes resultam em mais endividamento do Estado, começando na União e “socializando” a dívida entre os três níveis de governo e a cidadania. Em paralelo com o elogio das empresas de capital aberto e pouco ou nenhum controle local, Lula e depois Dilma, vieram elegendo seus “campeões nacionais”, promovendo uma política aos moldes do premiê prussiano (e alemão) Otto von Bismarck. Agora, as “bondades” recaem sobre estes pesos pesados da indústria e construção civil.

O problema de fundo é a naturalizar o argumento falso. Assim, o governo da ex-presa política abre mão da premissa que o Estado é um bom interventor na cadeia produtiva e antes que nada, ao menos na infra-estrutura instalada do país. Agora, a “felicidade” que fora gerada através de diminuição dos gastos absurdos com a rolagem e re-endividamento vai aumentar o repasse de recursos públicos para fins privados, mesmo que no exercício de funções de Estado. Ao menos o empresariado é “sincero” e, para além dos sorrisos, já demandam mais repasse de verbas públicas para o caixa de suas empresas, tal como corte de impostos. Assim, no médio prazo, mais uma vez a conta não fechará.

Bruno Lima Rocha

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Introdução da segunda parte da série

Neste segundo artigo da série da nova-direita, desenvolvo a ideia de como o senso comum foi sendo colonizado por ideias reacionárias, que terminam sendo um modo reativo diante das tímidas e, por vezes, pífias políticas de reconhecimento promovidas pelo governo temporariamente afastado e o pacto lulista iniciado em 2003. Na esteira deste reacionarismo social e de âmbito na cultura e na religião, vemos espetáculos dantescos de misoginia, de homofobia e um rechaço “medieval” aos avanços obtidos dentro da Constituição Federal de 1988. Insisto na tese de linha chilena, ao menos até 1981, quando o pau de arara e as máquinas de moer carne humana das forças repressivas de Augusto Pinochet e cia. eram complementadas pelo asqueroso preceito dos Chicago Boys, doutores e mestres em economia na Universidade de Chicago, para onde foram às dezenas por duas décadas a soldo de bolsas do Império.

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05 de junio de 2016, Bruno Lima Rocha

El Senado brasileño concluyó alrededor de 6.30 de la mañana de 12 de mayo de 2017 un golpe blanco, perfectamente orquestado, alejando a presidente reelecta Dilma Rousseff (PT), por 55 votos a favor del alejamiento contra 22 por el mantenimiento en el cargo. Con esta votación, el PMDB llega al poder por la tercera vez de forma indirecta. Antes con Tancredo Nieves y José Sarney en 1985, en el retorno de Itamar Franco para el partido de Ulisses Guimarães en 1992 después del impedimento de Fernando Collor de Mellor y ahora con Michel Temer – vicepresidente reelegido - asumiendo el Palacio del Planalto por haber sido reelegido en la misma chapa de la exguerrillera.

imageUma crítica por esquerda aos militantes ainda vinculados ao governo deposto – 1 Jun 06 by BrunoL 0 comments

03 de junho de 2016, Bruno lima Rocha

Iniciar um debate como esse é sempre um tema delicado. Nos espaços onde publico e circulam ideias por mim difundidas, percebo que as críticas são bem recebidas e, ao mesmo tempo, posso estar abrindo feridas políticas com interpretações que podem ser bastante sectárias. Ainda que reconheça este risco, estou abrindo uma nova série, compartilhando tanto a crítica à nova direita que cresce na onda reacionária a tomar conta de parte do Brasil, como fazendo a crítica por esquerda, de forma, mas sincera.

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23 de maio de 2016, Bruno Lima Rocha

Introdução

Neste primeiro artigo para o Comitê em Defesa da Democracia a ser publicado no Jornal Já e redistribuído através das redes alternativas, inicio uma breve série tentando mapear a nova (velha) direita. O objetivo deste e dos textos que seguem é tentar identificar a origem contemporânea do giro reacionário do senso comum brasileiro e suas similitudes com o conservadorismo dos EUA, e, por consequência, a transferência do léxico, do glossário e das identidades políticas gestadas no interior do sistema político do Império. Entendo que, se identificarmos os focos domésticos e internacionais do pensamento conservador, reacionário, ultraliberal e com laços neofascistas, estaremos aptos a tentar estancar o que venho afirmando como “fedor de linha chilena” tendo vasto crescimento no Brasil.

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