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O Mensalão e as grotescas caricaturas

category brazil/guyana/suriname/fguiana | economia | resenha author Tuesday August 07, 2012 20:55author by Bruno Lima Rocha Report this post to the editors

A leitura deste livro é fundamental para compreender o modus operandi do esquema que teria sido recrutado em Minas Gerais passando para um ganho de escala nacional.

o_operado_lucas_figueiredo.jpg

Estamos às vésperas do começo do julgamento do Mensalão e quase tudo já foi dito, desdito, defendido ou atacado em relação aos seus protagonistas e algozes. Particularmente, eu mesmo muito já escrevi a tal respeito nesta própria publicação. Partindo do princípio de que resta pouca novidade quanto ao tema, reforço algumas afirmações, que por sinal independem dos resultados advindos do Supremo.

Primeiro, considero haver sido o esquema e seus operadores recrutados a partir de algo já existente. Para tanto, o livro O Operador, do jornalista Lucas Figueiredo (Record, 2006) é leitura obrigatória para formar esta convicção. Esta premissa indica uma primeira análise de tipo política. Infelizmente, atitudes como estas são bastante comuns ao longo da história. Supondo que seja verdadeira, então os dirigentes do partido de governo teriam ampliado o formato de assegurar maioria pró-governo em escala (ampliando do estado para o país), mas não em sua natureza.

Esta constatação já indica a segunda premissa. Ainda supondo haver o Mensalão existido, tal comprova a tese – por sinal inúmeras vezes alvo de estudos - da intangibilidade dos valores publicitários. Qualquer pessoa minimamente dotada de bom senso compreende que os gastos com difusão, campanha, peças de propaganda e marketing, podem ser o escoadouro perfeito para recursos financeiros de origem ou trajetória duvidosa. O chamado descolamento de preços - justamente pela falta de lastro - opera como fator inflacionário em diversas ocasiões. No caso, em sendo comprovada a existência do esquema, tal tinha como âncora o fluxo de recursos justificados como gastos com publicidade e a chancela destes através de bancos formais.

Assim, temos evidências de gastos alegados com bens intangíveis, a passagem através de registros bancários e a liquidez em espécie, destinada para a “nobre causa” de governar a qualquer custo. Assimilar procedimentos funcionais, mesmo que se fundados sob outra hegemonia, é típico dos arrependidos de alguma terem acreditado em algo além do pragmatismo político. Derrotados ideologicamente, assumem o comportamento dos ex-inimigos, imitando-os em tudo ou quase tudo.

No fundo, a vitória política é de quem transforma aqueles que outrora teriam podido ser transformadores das relações sociais. Certa vez afirmei aqui também que militantes com trajetória da envergadura dos réus teriam se transformado em grotescas caricaturas de si mesmos. Infelizmente, sinto dizer que tal caracterização continua apropriada.

Bruno Lima Rocha

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28 de abril de 2016, Bruno Lima Rocha

Introdução

O Brasil vive um momento bastante interessante do ponto de vista analítico e desesperador para quem deseja transformar a sociedade brasileira do ponto de vista igualitário. Seria uma ilusão não observar que estamos diante de um golpe de Estado consumado dentro dos ritos formais de nosso arcabouço jurídico-institucional. Como vem sendo afirmado a partir de dois pensadores contemporâneos bastante lúcidos na crítica por esquerda – Vladimir Safatle – e por centro-esquerda – caso do hoje fundamental, Jessé Souza – o momento aponta o final do pacto de Golbery do Couto e Silva da abertura política e a meta estratégica é terminar a tarefa dos acordos de regulação social e os direitos avançados na Constituição de 1988. Para tanto, podemos passar pela aventura da direita (a que estava no governo até duas semanas atrás) e a da proponente do impeachment (a que estava na oposição formal), de um golpe com frágeis bases jurídicas e a derrota histórica para o processo de conciliação de classes, base do lulismo como estrutura de governo, pacto este que já fora operacionalizado por José Dirceu e executado pela hoje presidente Dilma Rousseff, quando a mesma substitui ao primeiro na pasta da Casa Civil, garante a consecução das obras do PAC e com isso assegura a reeleição de Lula em 2006.

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18 de abril de 2016, Bruno Lima Rocha

Acabou o engodo, terminou a primeira fase da maior farsa jurídico-política-midiática da história do Brasil. A Câmara Federal votou com o seguinte placar, 367 (a favor) X 137 (contra) X 7 (abstenções) X 2 (ausências), totalizando 511 deputados votantes, sendo que maioria absoluta conseguiu aprovar a autorização para o Senado julgar a presidente Dilma Rousseff a partir do pedido de impeachment escrito e encaminhado pelos juristas Miguel Reale Jr., Hélio Bicudo e Janaína Paschoal. Teríamos várias críticas e observações a fazer, mas de forma sucinta aponto ao comportamento da mídia e dos parlamentares neste dia para jamais esquecer e tampouco perdoar na história do Brasil.

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15 de abril de 2016, Bruno Lima Rocha

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06 de abril de 2016, Bruno Lima Rocha

"Não adianta o pensamento mágico de que o governo vai dar um giro à esquerda porque não vai. Ou a esquerda restante marca a pauta após derrotar o golpe ou veremos mais uma vez a agenda da legalidade atropelar a defesa dos interesses do povo. No dia seguinte, havendo golpe paraguaio, virá o rolo compressor do Congresso. Caso o governo sobreviva, as medidas anti-populares virão, mas a conta gotas, ainda na euforia da possível – mas hoje pouco provável – derrota do impeachment", constata Bruno Lima Rocha, professor de ciência política e de relações internacionais.

Eis o artigo.

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