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Carnaval Revolução 2006

category brazil/guyana/suriname/fguiana | cultura | other libertarian press author Friday February 03, 2006 13:16author by Carnaval Revolução - Carnaval Revoluçãoauthor email carnaval at riseup dot netauthor address http://www.carnavalrevolucao.org Report this post to the editors

Faça-você-mesmo, política, música e antiarte

O Carnaval Revolução 2006 será realizado em Belo Horizonte nos dias 26, 27 e 28 de Fevereiro. Este encontro pretende reunir grupos e pessoas de diversos lugares dispostos a trocarem informações e experiências sobre a "ampla" proposta do anarquismo e a cultura do faça-você-mesmo.

O QUE É?

Acordar, trabalhar, dormir, trepar e executar funções "básicas" como dizer "sim", abaixar a cabeça e continuar a consumir mais e mais, até o momento em que se para e se pensa: "e agora?". O ciclo vicioso e a falta de participação das pessoas nas decisões sobre suas próprias vidas as tornam estranhas demais.

Comprar lixo, absorver mentiras, trabalhar, procurar salvação, esses são os maiores sinais de vida nesse mundo? Os problemas parecem ser sempre maiores que qualquer outra coisa e as místicas pessoais se tornam um semi-deus que sentencia em ritmo de mantra: "não é possível, desisto".

O Carnaval Revolução 2006 será realizado em Belo Horizonte nos dias 26, 27 e 28 de Fevereiro. Este encontro pretende reunir grupos e pessoas de diversos lugares dispostos a trocarem informações e experiências sobre a "ampla" proposta do anarquismo e a cultura do faça--você-mesmo. Até a última edição já participaram pessoas e/ou grupos do ES, SP, BA, PR, RJ, RS, DF, Chile, Argentina, Estados Unidos, África do Sul e Israel.

A estrutura organizacional é horizontal, subversiva, subterrânea, cooperativa e não-hierárquica. Rejeitamos o reconhecimento de ídolos, líderes, representantes e de uma vanguarda. Reservamo-nos o direito de representar somente a nós mesmos, através da atividade direta e consensual.

O Carnaval Revolução não tem absolutamente nenhum fim lucrativo, toda verba arrecadada será investida em projetos tocados pelo Anticultural Internacional.

A convenção conta com oficinas, debates, palestras, mostra de vídeo, arte, teatro, shows dentre outros.

Contatos urgentes (resposta rápida): carnaval@riseup.net



FAÇA VOCÊ MESMO!

Fazemos valer uma outra forma de pensar e organizar, aquela baseada na participação, nas discussões, na interação das pessoas em busca de algo concreto que realmente signifique mais que LUCRO ou simples RECONHECIMENTO. Queremos nossas estruturas expostas, "sim é possível", e muito mais que isso também. Somos poucos, quatro, cinco pessoas? Fazemos tudo do nosso jeito, com nossas mãos, passo a passo, não aceitamos dinheiro de quem quer nos impor sentenças comerciais ou cooptar nossa visão ácida de mundo. É verdade, não estamos sozinhos, recebemos ajuda de todo país e pessoas de vários cantos (daqui e do mundo também...) se deslocam atrás de debates, oficinas, palestras, apresentações. Como conseguimos? Não sabemos, mas parece que a motivação provém das palavras e da participação. Quem já foi ao Carnaval Revolução sabe a sensação de embriaguez e náusea causada pela exposição excessiva ao cataclisma de possibilidades que a organização baseada no faça-você-mesmo propicia.



QUAL O OBJETIVO DE TUDO ISSO?

Queremos que as pessoas parem de se subordinar à corporações, profissionais da cultura, agências produtoras, patrocinadores capitalistas. Que estes sejam dispensados porque simplesmente qualquer um de nós pode fazer sua música, escrever seu livro, organizar um festival de mídias radicais, se manifestar e, em última instância, derrubar as atuais estruturas truculentas do capital, em busca de formas autênticas de reconstruir uma nova lógica, uma ordem verdadeira que esteja subordinada apenas às nossas vontades comuns. Queremos suscitar discussões que possam ser levadas adiante, culminar em resultados concretos e em ações provocativas e perigosas para o capital. Queremos dizer que a vida baseada em trabalho é absurda. Queremos dizer que o valor é desnecessário, que o capital mata porque depende do sangue dos índios, trabalhadores rurais, mendigos, lúpens, bandidos, favelados etc. Queremos criar ressonâncias com outras pessoas e grupos que possam copiar, plagiar, recriar, modificar nossas estruturas. Queremos carnavalizar as contraculturas a fim de interligar guetos e agrupamentos interessados na crítica do valor.

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