user preferences

Refletindo o Golpe de Estado no Paraguai

category argentina / uruguai / paraguai | a esquerda | opinião / análise author Monday July 09, 2012 01:37author by Bruno Lima Rocha - Federação Anarquista Gaúcha Report this post to the editors

Allende e Lugo caíram porque acreditaram demais na institucionalidade da democracia liberal e na soberania nacional de um governo latino-americano.

allendelugo.jpg

Como é sabido, o governo eleito do Paraguai, tendo como presidente o ex-bispo Fernando Lugo, foi derrubado pela via de um processo célere de impeachment. Poderíamos analisar o tema através de um ângulo do direito constitucional, da meta de perseguir estabilidade política em democracias frágeis ou mesmo pela via das relações no Continente.

Todos estes caminhos são válidos para um debate em profundidade, mas ainda assim limitariam a abordagem. Lugo não caiu apenas por uma série de fatores complexos, mas principalmente por arriscar-se a modificar uma parcela da ordem social sem ter um dispositivo popular de pronta resposta.

Parece uma sina latino-americana. As esquerdas passam a crer na democracia liberal como se fora um pensamento mágico. De uma ora para outra, as oligarquias de sempre (como as máfias do Partido Colorado), exércitos reacionários e corruptos (o paraguaio), interesses de população exportada (a exemplo dos brasilguaios) e o Departamento de Estado dos EUA simplesmente deixariam de operar ou o fariam de maneira tênue, sem correr riscos de rompimento da ordem.

Desde o início do ano de 1973, como é sabido, o serviço de inteligência cubana vinha alertando o governo do socialista Salvador Allende no Chile, da necessidade urgente de organizar um mecanismo de pronta-resposta para um golpe que se avizinhava. Allende morreu no Palácio de La Moneda, sofrendo bombardeio e ataques múltiplos, acompanhado apenas de parte da guarda técnica.

Agora foi pior. Lugo caiu com o rosto na televisão, diante de um Senado impávido e traído pelo vice-presidente. A grande solução foi juntar-se em gabinete paralelo e acreditar que a pressão da Unasur e demais organismos latino-americanos poderão exercer suficiente peso contra o governo recém empossado.

As únicas forças sociais mobilizáveis, o conjunto de organizações camponesas, sem terra e de povos originários (termo reivindicado pelos movimentos indígenas), além de não serem convocadas para defender o governo legítimo derrubado sem o direito de ampla defesa, serviram de bode expiatório para a celeuma político-midiática pró-Golpe.

Serve como aprendizado político. Nenhum governo latino-americano, ainda que eleito, modificará impunemente a ordem social, mesmo que de forma parcial.

No caso, Lugo ousou dar vazão às demandas históricas de organizações camponesas. Teve como resposta um Golpe de Estado sem quartelada, espetacularizado, rápido, eficiente e com rosto civil. Já a ação rumo ao contra-Golpe, ainda está devendo.

Bruno Lima Rocha

Related Link: http://www.estrategiaeanalise.com.br
This page can be viewed in
English Italiano Deutsch
Employees at the Zarfati Garage in Mishur Adumim vote to strike on July 22, 2014. (Photo courtesy of Ma’an workers union)

Front page

Inside the Zimbabwean Uprising

La experiencia de Mujeres Libres: 80 años del surgimiento del feminismo anarquista organizado

Con Lucha Y Organización Fortalecemos La Resistencia

Algunas reflexiones en torno al poder y la institucionalidad a 80 años de la Revolución Española

80 aniversari de la insurrecció obrera i popular i de la revolució social

80 anni fa la rivoluzione comunista libertaria in Spagna

De los comités de defensa al análisis de los órganos de poder

The Coup in Turkey: Tyranny against tyranny does not make freedom

Greve, Piquete, Marcha e Ocupação! Educadores e Estudantes unidos pela Educação!

Making sense of the Brexit tide of reaction and the reality of the racist vote

[Colombia] Ante el acuerdo de cese al fuego bilateral y definitivo entre el gobierno colombiano y las FARC-EP

Coyuntura Política en Venezuela: Crisis, Tendencias y el Desafío de la Independencia de Clase

Orlando means fightback

Palestinian workers in Israel: between scylla and charybdis

A Socialist On City Council: A Look At The Career Of Kshama Sawant

Élargir la lutte et généraliser la grève pour gagner

Carta de Fundação OAZ

[Colombia] Documento de Formación: Análisis de Coyuntura 2015-2016

La NATO contro i Curdi: la Battaglia per A'zaz

Feminists in Ireland Say No To Pegida

Posició de Embat sobre el nou govern de la Generalitat i el procés constituent

A 120 años de su natalicio: la pluma rebelde de Manuel Rojas

Anarkismo.net wishes you all a 2016 of solidarity and resistance

Migranti e profughi

Argentina / Uruguai / Paraguai | A Esquerda | pt

Thu 25 Aug, 22:53

browse text browse image

Sorry, no stories matched your search, maybe try again with different settings.

imageTempos de Eleições Sep 27 by Federação Anarquista Uruguaia 0 comments

A revista intitulada “Zurda”, vinculada a um novo grupo da Frente Ampla*, fez uma reportagem com a fAu no período eleitoral. Fizeram-nos a seguinte pergunta: “Por que os anarquistas não votam?”. Nossa Organização deu sua opinião sobre o tema, e a Revista publicou na íntegra todas as considerações apresentadas. Segue abaixo o texto da entrevista.

imageParaguai e o golpe de Estado parlamentar aos olhos dos anarquistas. Jul 17 by Grupo de Afinidad "La Calle" 0 comments

Defendemos a resistência como uma resposta adequada ao momento, de forma que esta permita autogestionar as lutas, autonomizar a resposta ao conflito, tornar públicas as análises e a tomada de decisões a respeito da resistência e, por essa via, romper com a cultura política do coloradismo, ou seja, romper com as práticas políticas do clientelismo, dependência e venda de cargos. Uma resistência séria permitirá a realização de mudanças de fundo na cultura política e social paraguaia, quebrando assim com costumes funcionais à dominação oligárquica que hoje nos afeta.

imageEL COPEI - Posição libertária sobre a luta avançada Dec 01 by militante 0 comments

Este documento interno da FAU produzido em 1972 abordou o problema da luta armada quando as forças repressivas uruguaias cantavam vitória e faziam destroço da estrutura que restava dos Tupamaros. Estava “na onda”, naquele momento com muito vigor, a concepção denominada como foquismo. O projeto de luta armada dos anarquistas da FAU, diferia profundamente da formulação do foco...

Sorry, no press releases matched your search, maybe try again with different settings.
© 2005-2016 Anarkismo.net. Unless otherwise stated by the author, all content is free for non-commercial reuse, reprint, and rebroadcast, on the net and elsewhere. Opinions are those of the contributors and are not necessarily endorsed by Anarkismo.net. [ Disclaimer | Privacy ]