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Absurdos sigilos de uma CPMI

category brazil/guyana/suriname/fguiana | economia | opinião / análise author Wednesday May 16, 2012 22:20author by Bruno Lima Rocha - Federação Anarquista Gaúcha Report this post to the editors

A CPMI do Cachoeira pode colocar muita gente rio abaixo.

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O Brasil por vezes beira o absurdo. A noção que toda instituição convive com suas imperfeições e idiossincrasias aqui é elevada para a máxima potência. A CPMI de Carlinhos Cachoeira e companhia materializam esta ideia.

Como se sabe, a maior parte dos integrantes da Comissão, pertence de forma pouco ou nada ideológica à base de apoio do governo de Dilma. Talvez por isso, insistam em tentar resguardar sigilo sobre processos correndo em “segredo” de Justiça, selecionar depoimentos, re-escalonar agendas e fazer o possível para centrar o alvo da investigação.

O problema é que, ao menos aparentemente, as ligações privilegiadas do empreendedor goiano atravessam legendas e áreas de investimento. O modus operandi se assemelharia a postura das empresas transnacionais “colaborando” com o processo democrático no Brasil.

Após o desastre de Fernando Collor de Mello na Presidência, as outrora chamadas “multis” deixaram de apostar as fichas em um só concorrente.

Ao contrário dos lacerdistas leais ao seu passado político, as metas econômicas do contraventor superam divisões em termos de partidos, blocos parlamentares e diferentes governadores.

Efetivamente, uma bomba política está sentada no colo do goiano Marconi Perillo(PSDB), mas também do fluminense Sérgio Cabral Filho (ex-tucano e atual peemedebista) e do ex-comunista (hoje no PT), o governador brasiliense Agnelo Queiroz.

Assim, o que poderia ser o golpe derradeiro focado na UDN, e também na revista Veja (como expõe a revista Carta Capital desta semana), ambos adversários de Lula e seu legado, talvez se volte contra parte dos apoiadores do ex-presidente.

Para evitar que isto ocorra, o mais prudente é congelar os efeitos midiáticos de uma investigação que, partindo de evidências de tráfico de influência e conspiração para fins econômicos, implica em holofotes negativos para os detentores de mandato e cargos de confiança arrolados no imbróglio de Cachoeira e as empresas que o “auxiliam”.

Eis o absurdo. Não faz sentido abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito apenas para reproduzir aquilo já apurado pela Polícia Federal. Para piorar, os parlamentares querem abafar conteúdos já “vazados”.

Resta um detalhe cruel. Ainda que o “vazamento”ocorra de forma irregular, pois as investigações corriam sob segredo de Justiça, seria impossível atingir a opinião pública sem que a opinião publicada contivesse trechos legalmente proibidos de circular.

No Brasil, a realidade da política supera qualquer obra de ficção.

Bruno Lima Rocha

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Na noite de 4ª, 5 de maio o texto-base da Medida Provisória 665 foi aprovado na Câmara com o apoio de boa parte da base do “governo” tendo a bancada federal do Partido dos Trabalhadores (PT) fechado questão a favor. Na véspera da votação, o mundo parecia de ponta cabeça, incluindo a rebeldia de parlamentares petistas, seguindo a linha de independência e algum classismo manifestado pelo senador e ex-trabalhador metalúrgico Paulo Paim. No plenário da câmara baixa, houve de tudo. Seguindo a lógica maquiavélica, onde moral e política podem não se coadunar e tampouco a coerência discursiva vale de algo, a oposição da direita que não é governo se portara como o PT dos anos ’80. Parlamentares tucanos e udenistas brandiam réplicas de papelão de carteiras de trabalho e nas galerias, a Força Sindical se travestia de base autêntica do período da Conclat. Tudo para constranger o governo de centro-direita e tentar aumentar a celeuma entre a direita que está no governo e a que se localiza fora da partilha dos ministérios.

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