user preferences

Recent articles by Valério Cruz Brittos e Bruno Lima Rocha
This author has not submitted any other articles.
Recent Articles about Internacional Economia

Τα οικονομικ ... Oct 24 16 by risinggalaxy (μτφ)

A Governança global do poder realmente existente Sep 11 16 by Bruno Lima Rocha

Più PIL per tutti Aug 11 16 by Lucio Garofalo

Search author name words: VA

The Economist e a farsa com nome de crise

category internacional | economia | opinião / análise author Friday May 11, 2012 01:55author by Valério Cruz Brittos e Bruno Lima Rocha Report this post to the editors

A revista inglesa por vezes ousa em suas capas, ainda sem expor as relações causais mais básicas a respeito dos fenômenos pelo veículo narrados.

economist.gif

O texto a seguir tem o caráter de introdutório, iniciando uma série de abordagens com rigor de análise, mas intencionalmente produzidas para darem conta da difusão da crítica midiática através de um portal de internet especializado na matéria. O período temporal localiza-se no segundo semestre de 2008, especificamente a partir de setembro, quando se marca o pior momento do capitalismo em sua etapa de financeirização. No auge da chamada crise, os agentes econômicos e ideológicos liderados pelos meios de comunicação ocupando posição de alcance em escala global tornam-se fundamentais para a compreensão do fenômeno e a interpretação de relações causais deles derivados.

Nesta série de artigos analisa-se uma porção específica do comportamento da revista TheEconomist, observando-se suas capas durante o período descrito. O documento a ser desenvolvido nas semanas seguintes, analisa as dezesseis capas produzidas pela revista, a partir de 6 de setembro de 2008, para concluir a questão do mesmo ano em 20 de dezembro. Tais capas se localizam no portal The Economist. Desde o princípio, adota-se a postura de não concordar com o conceito de crise inexorável, reproduzindo em português a consigna dos jovens espanhóis polarizados através do 15-M (15 de maio de 2011), que caracterizam este processo histórico de tempo recente como “a fraude com nome de crise” (em castelhano, la estafa con nombre de crisis, que também poderia ser traduzida como “farsa com nome de crise”).

Teoria das portas giratórias

Nesta série, procura-se expor três variáveis, sendo a variável de controle a que aponta para uma exposição (ou não) de relações causais simples, localizando os geradores de agentes da crise alegada e se estes manifestam ou não a sua posição. A partir desta variável de controle, o nível secundário de análise é a naturalização das relações assimétricas nas negociações entre os agentes econômicos e financeiros operando como jogadores decisivos (big players) e sua relação com o pagador de última instância, ou seja, o Estado como controlador das reservas coletivas impostas e a única entidade (instituição social) autorizada a impor novos impostos sobre a população, o que atinge uma sociedade como um todo. A variável conclusiva é relativamente simples, sendo quase que uma conclusão redundante. Em não havendo a identificação de agentes e causas, de modo que o fenômeno (da “crise”) é narrado a partir da premissa de determinar o nível do desvio na racionalidade dos mercados, portanto, o teorema de crise cíclica e sua inevitabilidade serão vistas como válidas.

Exposta esta premissa oculta, vamos mostrar o teorema (nosso) de que não pode haver mal-entendido (desinformação, equívoco decisório) quando os líderes de um oligopólio são detentores de informação perfeita (e coordenam os tempos e movimentos dos jogadores decisivos). Como assumido que não há um erro, a estória-cobertura que pretende explicar (através dos porta-vozes oficiais e oficiosos do capital financeiro), traz uma posição e opiniões que deformam a abrangência sobre o fenômeno, tornando-se um elemento de reforço de relações assimétricas, justificando as barreiras político-institucionais operadas a partir da teoria das portas giratórias (cuja comprovação é óbvia), estando em posições-chave os tomadores de decisão (top rank executives, CEOs, big shots etc.) decidindo sobre o destino de grandes orçamentos coletivos. Esses tomadores de decisão, muitas vezes também são ex-executivos localizados no topo da indústria de capital fictício, sendo os próprios co-responsáveis pela “fraude com nome de crise”.

Relações financeiras de causa e efeito

O conceito de hegemonia é de aplicação perfeita nesta análise porque observa-se a naturalização das barreiras político-institucionais exercidas pelos agentes econômico-financeiros (como bancos transnacionais, fundos de hedge, fundos de investimento); sendo que esta naturalização adquire divulgação e credibilidade através do exercício da barreira técnico-estética (mesclando o jargão do economês com fontismo das autoridades monetárias e econômicas) em funcionamento através da produção dos líderes mundiais de mídia. Estas são organizações privadas, de caráter econômico-ideológico, representadas hoje pela liderança incontestável de uma potência de difusão do pensamento neoclássico revigorado como o grupo The Economist.

Apenas como dado comparativo, um efeito ideológico semelhante hoje é produzido pelo Wall Street Journal (com ênfase dentro dos EUA), pertencendo a News Corp (de Rupert Murdoch), e que se alinha a favor de interpretações absurdas como a da “exuberância irracional” dos mercados, relembrando Alan Greenspan narrando a bolha das empresas ponto.com e retomando-se do “susto” de 1987 e de 1997 (crise da Rússia, deflagrada antes pelo Banco Barrings, na Malásia).

Nossas conclusões iniciais, e elas serão expostas ao longo da série, apontam que a revista e seus meios de comunicação digitais operam como parte de interpretações legitimadoras e “soluções derivadas” para a insolvência do sistema financeiro na zona euro e os EUA e, portanto, embora não sejam os tomadores de decisão, terminam por reforçar (e muito) as decisões tomadas em desafio consulta pública para a alocação de recursos coletivos sob controle corporações privadas e benefícios. Vê-se isso como um agendamento perverso (agenda setting pró-capital fictício) já que o veículo The Economist, assim como seus pares, a exemplo do citado Wall Street Journal, The Examiner, dentre outros poucos e seletos órgãos oficiosos do pensamento econômico neoclássico, termina por demarcar os temas de debate em alto nível decisório.

A perversidade desta imposição de pauta se dá por uma postura normativa nossa, reconhecendo que as vontades das pessoas e o exercício da sua decisão soberana, em uma democracia em qualquer escala, haverá sempre um obstáculo à livre circulação de capitais em geral e do capital em sua forma financeira em particular. É justamente por isso que os veículos que defendem a direita financeira têm de esconder, em suas coberturas e análise, as relações financeiras de causa e efeito, ocultando alguma explicação plausível para os fatos reais.

Valério Cruz Brittos e Bruno Lima Rocha

Related Link: http://www.estrategiaeanalise.com.br

This page has not been translated into Castellano yet.

This page can be viewed in
English Italiano Deutsch
Employees at the Zarfati Garage in Mishur Adumim vote to strike on July 22, 2014. (Photo courtesy of Ma’an workers union)

Internacional | Economia | pt

Sun 04 Dec, 21:20

browse text browse image

textDeclaração anarco-comunista sobre a crise econômica mundial e a reunião do G20 13:59 Thu 27 Nov by Anarkismo 0 comments

Declaração internacional anarco-comunista sobre a crise econômica mundial e a reunião do G20, assinado por Alternative Libertaire (França), Federazione dei Comunisti Anarchici (Itália), Melbourne Anarchist Communist Group (Austrália), Zabalaza Anarchist Communist Front (África do Sul), Federação Anarquista do Rio de Janeiro (Brasil), Common Cause (Ontário, Canadá), Unión Socialista Libertária (Peru), Union Communiste Libertaire (Québec, Canadá), Liberty & Solidarity (Reino Unido), Asociación Obrera de Canarias (África) e Anarchistische Föderation Berlin (Alemanha). [Français] [Castellano] [Italiano] [Ελληνικά] [Polska] [Deutsch] [中文] [عَرَبيْ ] [Nederlands] [English]

imageA Governança global do poder realmente existente Sep 11 by Bruno Lima Rocha 0 comments

Muito poucos são o que têm capacidade de interpretação efetiva dos processos de captura das instituições públicas, das realizações incompletas de promessas da democracia em sua forma liberal e capitalista. Para piorar, estes que podem compreender a captura dos recursos coletivos por instituições privadas e seus grupos de pressão, ou estão em posição inferior de poder, ou então são cúmplices desta mesma captura.

imageA dimensão estratégica internacional do “golpe” branco sendo aplicado no Brasil Apr 25 by BrunoL 0 comments

23 de abril de 2016, Bruno Lima Rocha

Ao contrário dos argumentos baseados no senso comum, o processo brasileiro de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e sua caracterização como um golpe institucional, não formam um fenômeno político essencialmente nacional ou doméstico. Como todas as mudanças de regime ou desestabilizações regionais na América Latina, há uma presença constante, direta ou indireta, de forças oficiais ou oficiosas dos Estados Unidos da América. O senso de humor político aplicado para os momentos mais trágicos nos faz lembrar que: “o risco de golpe de Estado é menor em território soberano dos Estados Unidos porque lá não tem embaixada dos EUA!”.

imageTPP, Aliança do Pacífico e a nova presença dos EUA na América Latina Nov 02 by BrunoL 0 comments

"O passo seguinte da presença comercial da China seria o de projetar uma nova arquitetura financeira mundial e é justamente contra esta possibilidade que se voltam os defensores da 'multilateralidade' pronunciada pelos porta-vozes de EUA e Japão", escreve Bruno Lima Rocha, professor de ciência política e de relações internacionais.

Eis o artigo.

imageTed Cruz e a guinada à direita para os latino-americanos Jul 08 by BrunoL 0 comments

07 de julho de 2015, Bruno Lima Rocha

Os Estados Unidos são um país multicultural, pluriétnico e com uma perigosa sobreposição da questão social (divisão da sociedade em classes) com a segmentação étnico-racial, segundo definição oficial do governo central da superpotência. Embora não tenha passado de tímidas políticas keynesianas, a administração de Barack Obama (democrata), eleito em 2008 e reeleito em 2012, marcou o início de uma possível era pós-racial nos Estados Unidos. Aparentemente, a Era pós-racial marcaria um momento na vida política e no ambiente doméstico da superpotência onde cada grupo étnico formaria sua elite relativa e formas de ascensão social. A reprodução das idéias mais à direita (dentro do espectro político dos EEUU) seria através dos milhões de gestores e proprietários de micro e pequenos negócios étnicos. O conceito tem falhas e incoerências, como afirmo abaixo.

imageEl Confederalìsmo Democrático y la economía colectivista Apr 08 by BrunoL 0 comments

Por Bruno Lima Rocha

Este ensayo es el comienzo de un intento de desarrollar un enfoque libertario de izquierda, hacia un modelo económico, específicamente en relación con un modelo que sea compatible con los partidos políticos del Confederalismo Democrático, también conocido como Municipalismo Libertario. En esta etapa, el objetivo es el desarrollo de un trabajo conjunto de análisis y herramientas de aprendizaje, que deberán lograrse en el marco de la Izquierda Libertaria. Para ello presento este texto relativamente simple para proporcionar nociones accesibles para aquellos que luchan por construir una sociedad basada en Confederalismo Democrático, tomando como base el avance de la revolución social en el Curdistán, proceso social coordinado por el Partido de los Trabajadores del Curdistán (PKK).

more >>

textDeclaração anarco-comunista sobre a crise econômica mundial e a reunião do G20 Nov 27 0 comments

Declaração internacional anarco-comunista sobre a crise econômica mundial e a reunião do G20, assinado por Alternative Libertaire (França), Federazione dei Comunisti Anarchici (Itália), Melbourne Anarchist Communist Group (Austrália), Zabalaza Anarchist Communist Front (África do Sul), Federação Anarquista do Rio de Janeiro (Brasil), Common Cause (Ontário, Canadá), Unión Socialista Libertária (Peru), Union Communiste Libertaire (Québec, Canadá), Liberty & Solidarity (Reino Unido), Asociación Obrera de Canarias (África) e Anarchistische Föderation Berlin (Alemanha). [Français] [Castellano] [Italiano] [Ελληνικά] [Polska] [Deutsch] [中文] [عَرَبيْ ] [Nederlands] [English]

© 2005-2016 Anarkismo.net. Unless otherwise stated by the author, all content is free for non-commercial reuse, reprint, and rebroadcast, on the net and elsewhere. Opinions are those of the contributors and are not necessarily endorsed by Anarkismo.net. [ Disclaimer | Privacy ]