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Brasil: Será o início do fim da UDN?

category brazil/guyana/suriname/fguiana | economia | opinião / análise author Monday April 09, 2012 06:55author by Bruno Lima Rocha Report this post to the editors

O empresário de jogos ilegais e o implacável acusador. A “suposta” conexão goiana vem a público através de conversas gravadas e “vazadas” pelo aparelho de elite policial brasileiro.

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As conversas gravadas entre o senador pelos Democratas (DEM) de Goiás, Demóstenes Torres e o empresário de jogos ilegais, conhecido como Carlinhos Cachoeira nos oferece uma verdadeira aula de comunicação e política, dando chance de pôr carne nos conceitos. Ao mesmo tempo, gera a irresistível especulação de fim do estilo da antiga União Democrática Nacional (UDN), herdeira dos discursos inflamados de Carlos Lacerda, gênio da política que gerara termos como “o mar de lama”.

A legenda de Demóstenes, o DEM, seria hoje a face “puro sangue” da UDN. Vale lembrar que o diminutivo é uma renovação do combalido Partido da Frente Liberal (PFL), racha civil dos apoiadores da ditadura que se aliaram a Tancredo. A diferença entre os antigos aliados se dá no fato de que os pefelistas – à altura de um Antônio Carlos Magalhães – se mantiveram na oposição ao governo de centro-esquerda, mordendo mais duro que o tucanato recalcitrante, seus aliados de oito anos. O antigo PDS que apoiara Paulo Maluf no Colégio Eleitoral incorporara o estilo de seu líder nacional – o próprio já citado – assim como oligarcas, tipificados no impagável pernambucano Severino Cavalcanti. Esse emblema mais fisiológico deixou a direita ideológica nas mãos do DEM, combinando defesas de um liberalismo duro com o moralismo republicano inegociável.

Sabe-se que há uma autonomia relativa entre discurso e prática política, sendo que esta reflete sobre a imagem pública de tributos e chefes de homens e recursos. Por sorte no Brasil não nos intrometemos na vida privada dos políticos, ao contrário dos EUA, por exemplo. Mas, há limite para esta tolerância. Não é possível transformar a aparência em evidência sem pagar um preço alto. Um tribuno da moral, acusador incansável, não pode ser flagrado como o foi Demóstenes. Seria o mesmo que filmar um pastor neopentecostal numa festa de arromba (como os da “saudosa” Mary Jeane Corner). Quem não se lembra da oração dos aliados de Arruda após receberem uma parcela do Mensalão do DEM? Judicialmente pode até não dar em nada, mas o alvo de investigação torna-se um cadáver político, ou homem bomba, se seguir o “saudável” exemplo de Roberto Jefferson.

Pelo visto Demóstenes Torres não cairá atirando, e tampouco levando consigo correligionários e conterrâneos de Goiás e arredores. Mesmo assim, é possível que deste baque, o DEM sobreviva, mas jamais consiga ressuscitar o espírito da UDN, tão bem encarnado no procurador de Justiça amigo do empresário de atividades heterodoxas.

Obs final: piada infame, mas irresistível. Aqueles que com Dimas feriram – embora não concluíssem a execução política - se afogam em cachoeiras de lama!

Bruno Lima Rocha

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Escrevendo de modo mais solto, vou aportar alguns conceitos e categorias por aqui e na sequência, vamos formatando nesta série iniciada de artigos para aumento da difusão. Estamos em período de Fórum Social Mundial – Fórum Social Temático – e o presumido – suposto – contraponto do Fórum Econômico Mundial de Davos. Logo, as energias apontadas para este tipo de evento se desgastam junto do equivocado entusiasmo – já em fase de franco declínio – com governos de turno, cabendo debater a ideia de longo prazo.

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14 de janeiro de 2016, Bruno Lima Rocha

Introdução

A publicação inglesa The Economist traz em suas capas um modelo de operação de pressões internacionais e ajudam a derrubar políticas econômicas. Suas capas operam como chantagem orquestrada pelo elo forte do capital financeiro transnacional operando a partir do eixo NYC-Londres. Entendo que – de fato e de uma vez por todas – essa bandidagem de Armani e Dior tem de ser desmascarada e perder seu poder de influência em nossos países (da América Latina). O problema é de fundo e já vem sendo por demais debatido nas várias gerações das ciências humanas e sociais do Brasil e dos países hermanos.

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Neste texto, dou sequência ao artigo de opinião escrito por Carlos Alberto Sardenberg e publicado na página 14 de O Globo (24/12/2015) com o título “Uma esquerda neoliberal?”. No artigo, o experiente comunicador, especializado na área de economia e defensor explícito dos paradigmas do neoliberalismo (que o próprio afirma ser liberalismo político e econômico), também compara a política econômica de Lula (e por consequência a de sua sucessora, Dilma) ao “acerto” da posição assumida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua inspiração, o ex-primeiro ministro da Espanha, Felipe González. No primeiro texto fiz a crítica às confusões conceituais de Sardenberg, incluindo a falsa comparação das posições à esquerda na política com simples estatismo e aumento do gasto público. O mesmo se dá na equivalência entre “desenvolvimento” (daí o termo desenvolvimentista) e crescimento econômico. Neste que segue, desmonto os argumentos favoráveis a Felipe González como grande artífice do período conhecido na Espanha como “la fiesta”.

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05 de janeiro de 2016, Bruno Lima Rocha

"Mesmo sem pressão social intensa, a saída de Joaquim Levy é a oportunidade para Dilma salvar seu governo diante do austericídio que estava corroendo a baixa legitimidade diante de seu próprio eleitorado. Eu sinceramente entendo que não há inflexão para o desenvolvimento que resista ao espólio rentista. O problema é que a mobilização para frear o impeachment – já parcialmente vitoriosa diante do resultado positivo no tapetão do STF - não vai andar junto de um programa reivindicativo aguerrido. Pode ser que o co-governo ganhe fôlego com os capitais operando no Brasil e amanse a fúria golpista da Fiesp", escreve Bruno Lima Rocha, professor de ciência política e de relações internacionais.

Segundo ele, "a saída para a política econômica recessiva é o poder de pressão da maioria traduzido em política direta e ações com poder de veto diante do desgoverno feito por arrependidos para adular o andar de cima que não os querem como elite dirigente".

Eis o artigo.

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