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Brasil: A Luta dos Trabalhadores de Cachoeirinha

category brazil/guyana/suriname/fguiana | workplace struggles | opinião / análise author Saturday November 19, 2011 04:04author by Tendência Sindical Resistência Popular Report this post to the editors

Há algum tempo a cidade de Cachoeirinha tem sido o palco de mobilizações sindicais durante diferentes meses ao longo do ano. Desde 2009 houveram diversas ações nos dois semestres de cada ano, ou seja, independente do “calendário oficial” marcado pela campanha salarial de maio, as mobilizações foram intensas. Em nosso repertório de ação direta utilizamos de atos, marchas, concentrações, vigília, paralisações e diversas formas de propaganda. Reservada a modéstia, podemos nos orgulhar do sindicalismo que temos praticado na região.
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Há algum tempo a cidade de Cachoeirinha tem sido o palco de mobilizações sindicais durante diferentes meses ao longo do ano. Desde 2009 houveram diversas ações nos dois semestres de cada ano, ou seja, independente do “calendário oficial” marcado pela campanha salarial de maio, as mobilizações foram intensas. Em nosso repertório de ação direta utilizamos de atos, marchas, concentrações, vigília, paralisações e diversas formas de propaganda. Reservada a modéstia, podemos nos orgulhar do sindicalismo que temos praticado na região.

Esse mesmo período marca o início do Governo Vicente Pires (PSB), caracterizado pelo estilo autoritário e que tem trabalhado em paralelo uma estratégia anti-sindical, tentando desmontar e deslegitimar o Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha e seus militantes. De fato o governo imprimiu uma nova dinâmica nas relações entre a patronal e o sindicato, fazendo com que nós mudássemos também.

Sem dúvida aprendemos com esse processo, tivemos erros e acertos, mas a experiência acumulada nesse período fortalece uma concepção sindical de base que não dá lugar para a burocracia e rechaça o centralismo. Alguns princípios que já faziam parte do nosso estatuto não estão somente no papel e ganham cada vez mais materialidade (independência de classe, democracia de base, ação direta e solidariedade de classe).

As mobilizações recentes que ocorreram nos meses de outubro e novembro desse ano foram muito bem-sucedidas porque a direção das lutas foi construída junto com a categoria. Houve muitas dúvidas e debates sobre o que iríamos fazer diante do absurdo reajuste para os políticos da cidade, enquanto nossos direitos eram renunciados. Apesar das dúvidas, a decisão em assembleia foi coletiva, com muita firmeza e convicção, sem manobras, tomamos às rédeas de nossa luta.

Desde aí o movimento foi se fortalecendo a cada dia e um setor da categoria, motoristas, com muita coragem e iniciativa resolveu cruzar os braços em virtude das péssimas condições de trabalho e pelas reivindicações pendentes. Após 4 dias parados, outros serviços começaram a ser afetados (merenda, assistência social, visitas escolares, etc) e daí os trabalhadores obtiveram algumas conquistas. Isso motivou os demais trabalhadores e só fortaleceu a paralisação geral ocorrida posteriormente. Foram mais de 500 municipários que ao longo do dia 9 de novembro concentraram-se em frente à prefeitura municipal. Nessa luta também estiveram presentes estudantes das escolas, moradores das comunidades, organizações de bairro e outros sindicatos e movimentos.

Depois de três anos de muita luta e resistência podemos afirmar que fomos vitoriosos. Tivemos avanços e conquistas na pauta econômica (ganho real no salário, reajuste no vale alimentação) e de direitos (ampliação da licença maternidade para 6 meses, pagamento das licenças-prêmio e contrapartida patronal no plano de saúde).

Nesse momento importante temos que comemorar sim, mas nos acomodarmos jamais! Cumprimos nossa tarefa essencial que é fazer do sindicato instrumento de mobilização dos trabalhadores pela suas necessidades imediatas e ainda há o que avançar de específico. No entanto, longe de qualquer corporativismo, devemos estender nossa solidariedade às lutas e demandas da comunidade e de outros trabalhadores. No ano passado fomos solidários a luta contra a privatização da água no município e conseguimos fazer o governo recuar. Na próxima semana o magistério estadual iniciará uma greve e a ela devemos manifestar o nosso apoio incondicional!

Portanto, fizemos avançar a nossa pauta econômica e de direitos, mas com isso devemos estar cientes de que também nos fortalecemos politicamente enquanto trabalhadores. Afinal de contas, devemos desconstruir o senso comum de que a política é assunto para especialistas ou políticos profissionais. Quando participamos das lutas sindicais fazemos política e dessa forma pressionamos os políticos, independente de partido. A política está em todas as partes e o poder está em nós. Basta nos organizarmos e usarmos desse poder, pra fortalecer o nosso sindicato, os grêmios estudantis, empoderar a comunidade, pois é estratégica a criação de um povo forte!

Construir, criar o Poder Popular!

Tendência Sindical Resistência Popular

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