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Porquê a crise da dívida soberana dos países periféricos?

category internacional | economia | opinião / análise author Saturday July 02, 2011 21:24author by Manuel Baptista - (A título pessoal) Report this post to the editors

[...] o imperialismo dominante está a afundar os seus «aliados», numa tentativa desesperada de evitar que aumente ainda mais o apelo que tem o euro, o qual tem vindo a ser mais e mais preferido internacionalmente em muitos intercâmbios, financeiros e comerciais.


Porquê a crise da dívida soberana dos países periféricos?


O colapso financeiro de 2007 foi devido a uma sobre-exposição dos bancos a activos «tóxicos». Transformou-se - porém - em crise da dívida soberana dos países europeus, por uma conjugação de factores. Um deles será a sujeição canina dos governos e da comissão europeia aos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros.

Porém, outra parte -não desprezível- desta crise das dívidas soberanas dos países periféricos do euro foi friamente programada, usando as três maiores agências de notação dos EUA. Com efeito, há indícios de que elas terão sido incentivadas por Washington. Mas mesmo que não houvesse isso, visto que a sua subsistência depende -em última análise- do «estado de saúde do dólar», elas tinham claramente interesse próprio em especular contra as dívidas soberanas dos países da zona euro. Se o dólar continuar a perder terreno a favor do euro (como tem vindo a acontecer desde há um ano!), estes grupos económicos, que são na realidade estas «agências de notação» irão sofrer!

Portanto, o ataque especulativo contra o euro desenvolveu-se de uma forma «colateral», através da chamada crise das dívidas soberanas desses países periféricos.

O imperialismo USA apenas subsiste porque todo o mundo continua a transaccionar em dólares, numa larga percentagem. A queda do Saddam foi decidida por ele ter anunciado que iria converter em euros as suas reservas em dólares e faria daí por diante transacções internacionais na moeda europeia, deixando de aceitar dólares pelo petróleo exportado. Isto foi o despoletar da invasão.

Aquilo que aconteceu na Líbia, tem algumas semelhanças, pois Kaddafhi tinha um plano - o «dinar de ouro» - que ele submeteu aos outros países da UA (União africana): Esta seria a moeda única do continente africano, na qual seriam transaccionados os bens, nomeadamente matérias primas (petróleo, gás, minerais, produção agrícola...). Era uma forte ameaça para americanos, britânicos e franceses. Assim, rapidamente tomaram eles pretexto (insuflaram?) de uma rebelião para tentar derrubar o dirigente líbio... de novo «persona non grata».

Todos os analistas sérios avisam sobre a iminente e inevitável derrocada do dólar. Isso é inevitável no plano histórico, pois os países «BRICS» não irão continuar a transaccionar por muito mais tempo os seus produtos em dólares. A China deu um sinal disso, há cerca de um ano, pois tinha proposto, numa reunião cimeira, a introdução duma unidade padrão, uma espécie de «moeda contabilística internacional», constituída por uma «cesta» das principais moedas. Tratava-se de uma ameaça demasiado directa ao dólar. A proposta foi imediatamente recusada pelos EUA. Mas eles ficaram conscientes que tinham de agir. Se não fizessem nada, viria muito rápida a queda do dólar, com todas as consequências na economia dos EUA!

A estratégia dos EUA, consiste portanto em sabotar o euro, atacando a credibilidade das economias e dos estados periféricos. Assim, eles estão a cercear a base de confiança na «construção europeia» e no euro, ou seja: o imperialismo dominante está a afundar os seus «aliados», numa tentativa desesperada de evitar que aumente ainda mais o apelo que tem o euro, o qual tem vindo a ser mais e mais preferido internacionalmente em muitos intercâmbios, financeiros e comerciais.

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23 de abril de 2016, Bruno Lima Rocha

Ao contrário dos argumentos baseados no senso comum, o processo brasileiro de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e sua caracterização como um golpe institucional, não formam um fenômeno político essencialmente nacional ou doméstico. Como todas as mudanças de regime ou desestabilizações regionais na América Latina, há uma presença constante, direta ou indireta, de forças oficiais ou oficiosas dos Estados Unidos da América. O senso de humor político aplicado para os momentos mais trágicos nos faz lembrar que: “o risco de golpe de Estado é menor em território soberano dos Estados Unidos porque lá não tem embaixada dos EUA!”.

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Eis o artigo.

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Os Estados Unidos são um país multicultural, pluriétnico e com uma perigosa sobreposição da questão social (divisão da sociedade em classes) com a segmentação étnico-racial, segundo definição oficial do governo central da superpotência. Embora não tenha passado de tímidas políticas keynesianas, a administração de Barack Obama (democrata), eleito em 2008 e reeleito em 2012, marcou o início de uma possível era pós-racial nos Estados Unidos. Aparentemente, a Era pós-racial marcaria um momento na vida política e no ambiente doméstico da superpotência onde cada grupo étnico formaria sua elite relativa e formas de ascensão social. A reprodução das idéias mais à direita (dentro do espectro político dos EEUU) seria através dos milhões de gestores e proprietários de micro e pequenos negócios étnicos. O conceito tem falhas e incoerências, como afirmo abaixo.

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