Benutzereinstellungen

Neue Veranstaltungshinweise

Mashriq / Arabia / Iraq

Es wurden keine neuen Veranstaltungshinweise in der letzten Woche veröffentlicht

Kommende Veranstaltungen

Mashriq / Arabia / Iraq | Imperialismo / Guerra

Keine kommenden Veranstaltungen veröffentlicht

O Massacre da Flotilla Libertad para Gaza: a nova mordida do cão raivoso.

category mashriq / arabia / iraq | imperialismo / guerra | news report author Samstag Juni 05, 2010 01:37author by José Antonio Gutiérrez D. Report this post to the editors

Não nos esqueçamos que um cão raivoso não observa as razões nem se assusta com resoluções de organismos internacionais. Um cão raivoso deve ser, antes de tudo, controlado pela força: neste caso, mediante a luta dos mesmos palestinos que dia a dia desafiam o segundo exército mais poderoso do mundo. [Castellano] [Català]
freegazaorg.jpg


O Massacre da Flotilla Libertad para Gaza: a nova mordida do cão raivoso.

“Israel deve ser como um cão raivoso, perigoso a ponto de não ser domado”.
(Moshe Dayan, general israelense)


Não há forma mais precisa para resumir a natureza do Estado israelense, que a comparação com um cão raivoso feita pelo militar sionista Moshe Dayan! Nestas últimas seis décadas o Estado de Israel ataca com suas mordidas raivosas o coração do Oriente Médio, realizando deslocamentos, bombardeios, assassinatos, torturas, violando e ameaçando. Seu comportamento é de um fiel cão de guarda que protege violentamente os interesses de seus amos em Washington e Tel Aviv.

Este cão raivoso não se detêm por nada: falsifica passaportes de seus “amigos europeus” para que seus agentes possam se deslocar como turistas pelo Oriente Médio assassinando dirigentes palestinos; utilizam em meio à paciente tolerância de todo o mundo armas químicas já proibidas como o fósforo branco contra alvos civis; imita a “planificação urbana” nazi-fascista convertendo os enclaves palestinos em verdadeiros guetos cercados por muralhas; semeia a fome entre a população de Gaza com um bloqueio criminoso; ameaça constantemente com uma guerra de proporções apocalípticas o Irã; bombardeia escolas repletas de crianças que são dizimadas com brutal sadismo.

A cada nova agressão a verdadeira face do Estado racista, terrorista e colonialista de Israel fica mais evidente e os indecisos se vêem forçados a manifestar suas respectivas opiniões, justificando o injustificável.

Mas a agressão contra a embarcação com ajuda humanitária do movimento “Free Gaza” (Liberdade para Gaza) hoje, 31 de Maio é, sem sombra de duvidas a gota d´água. O ataque totalmente injustificado contra um barco com ajuda humanitária, que resultou em torno de 10 mortes, é uma grosseria incrível, simplesmente abominável[1]. Não é a primeira vez que Israel bombardeia aqueles que levam ajuda humanitária. Recordemos que durante a agressão à Gaza no final de 2008 e início de 2009 já haviam bombardeado caminhões e instalações com ajuda humanitária da Cruz Vermelha e da ONU. Mas como tais atos ocorreram em meio de violentos bombardeios, o álibi do erro, do “dano colateral”, se impôs sem causar maior escândalo ante à hipócrita “comunidade internacional”. Mas a agressão contra a frota humanitária é algo verdadeiramente injustificável: foi um ataque furtivo, traiçoeiro, covarde, contra uma embarcação civil que não representava nenhuma ameaça às forças israelenses. Logo, se apressaram em dizer que este massacre foi em resposta a agressões da embarcação humanitária –mas essas explicações torpes já não convencem a ninguém.

Os “amigos” de Israel, tanto na Europa como nos EUA, terão graves dificuldades desta vez para limpar as mãos ensanguentadas do sionismo.

Obama? Obama “lamenta” este massacre, por sua vez, mas não o condena. Os EUA estão a seis décadas dando condolências ao povo palestino, lamentando os inumeráveis atos terroristas do sionismo, enquanto a corrupta autoridade palestina é satisfeita com regalias e promessas de um futuro Estado sectário. O secretário de assuntos exteriores britânico Willian Haque, utilizando uma linguagem conciliadora semelhante a de Obama, “deplora” este novo ato de violência gratuita, apressando-se a dizer que sua opinião é a de não recomendar ações como a desta frota humanitária pelos “riscos” que enfrentam –declaração que, mesmo não sendo uma condenação de Israel, constitui um reconhecimento implícito da natureza terrorista do Estado de Israel.

Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU está em seção para debater este acontecimento, em meio à crescente pressão de diversos países do mundo que reclamam uma condenação e investigação independente. As condenações já começam a aparecer da América Latina à Ásia, em meio a manobras militares e movimentações diplomáticas suspensas, com ameaças de rompimento de relações diplomáticas, ainda quando os sempre “cautelosos” amigos do Norte queiram seguir se passando por tolos. A reação mais dura até o momento tem vindo da Turquia, país de origem da maioria das vítimas desta agressão. Entre outras coisas, há pressão no Conselho de Segurança para que tome as medidas necessárias para acabar com o bloqueio a Israel –considerando a tradicional tolerância ocidental aos atos mais criminosos e odiosos do sionismo (com a União Européia inclusive reforçando os laços comerciais com Israel após a carnificina de Gaza sem um pingo de vergonha), é difícil prognosticar em como terminará tudo isso.

De fato, com esta nova agressão Israel demonstra, uma vez mais a sua natureza terrorista, belicista e militarista, e ao que tudo indica, a tolerância do mundo ante seus crimes já começa a se esgotar. Sabemos muito bem que os propagandistas baratos do sionismo começam a agitar novamente a pecha de “anti-semitismo” para tratar de desviar a atenção do massacre e evitar a crítica a suas ações militaristas. Mas, ninguém mais se importa com o cachorro raivoso uivando. E ainda que Europa e os EUA sigam tapando seus ouvidos ante as conclusões do relatório de Goldstone sobre crimes de guerra israelenses e boicotando suas recomendações; mesmo quando seguem mantendo um vergonhoso silêncio ante as atrocidades, cada vez são maiores as vozes que começam a questionar o tema tabu do “direito a existência de um Estado sectário judeu”. Enquanto subsista este Estado Colonialista, no haverá paz no Orienta Médio. A paz só será possível com a unificação de todos os povos do Oriente Médio (inclusive os judeus) em uma ampla federação que de as costas para o legado colonial de segregações. Israel é uma enorme pedra no sapato para esse projeto –e a libertação do povo palestino é uma chave para alcançar a harmonia em uma região até agora caracterizada pela violência cega induzida à controle remoto pelo imperialismo.

A periculosidade do cão raivoso não deve ser subestimada, como nos recordam recentemente as ameaças de boicotar as iniciativas relativas ao Tratado de Não Proliferação Nuclear para alcançar um Oriente Médio sem armas nucleares[2]. Enquanto este cão uiva para a lua pelos supostos planos nucleares do Iran, passa despercebido que o país do Oriente Médio que efetivamente tem armas nucleares (ao menos 150 ogivas segundo Jimmy Carter) são eles, Israel. E não é que de fato não estão dispostos a se desfazer deste arsenal –já deixaram claro que estão dispostos a utilizá-lo em mais de uma ocasião, e têm buscado compartilhar este perigoso armamento com outros países, com regimes de uma ultra direita demente como a África do Sul em tempos de Apartheid (com a qual Israel tem sido comparada recentemente)[3].

Não nos esqueçamos que um cão raivoso não observa as razões nem se assusta com resoluções de organismos internacionais. Um cão raivoso deve ser, antes de tudo, controlado pela força: neste caso, mediante a luta dos mesmos palestinos que dia a dia desafiam o segundo exército mais poderoso do mundo. Que o horror que já começa a converter-se em indignação e protestos massivos em todo o mundo de lugar ao que verdadeiramente necessitamos hoje, agora: solidariedade ativa com a resistência palestina. Solidariedade ativa com a causa da libertação do povo palestino.

José Antonio Gutiérrez D.
31 de Mayo, 2010

[1] http://news.bbc.co.uk/2/hi/world/middle_east/10195838.stm http://electronicintifada.net/v2/article11305.shtml
[2] Irish Times, 31 de Mayo, 2010
[3] http://www.guardian.co.uk/world/2010/may/23/israel-sout...apons

This page can be viewed in
English Italiano Deutsch
George Floyd: one death too many in the “land of the free”

Mashriq / Arabia / Iraq | Imperialismo / Guerra | News Report | pt

Di 19 Jan, 11:05

browse text browse image

textSituação actual do Iraque segundo um líder sindical iraquiano 22:23 Mi 03 Okt by Manuel Baptista 0 comments

Falah Alwan, presidente da federação de Conselhos Operários e Sindicatos do Iraque esteve numa breve visita em Lisboa, para recolher algum apoio à resistência dos trabalhadores no interior do Iraque.

imageSolidariedade Com Rojava Diante Da Guerra E Da Pandemia! Apr 16 by vários 0 comments

O Covid-19, que colocou inúmeras cidades em quarentena e paralisou setores econômicos inteiros, não deteve a contínua guerra suja do Estado turco e seu aliado Daesh contra as populações do norte da Síria, que precisam seguir se defendendo sem nenhuma trégua, assim como é visível o assédio latente do Estado sírio, promovido pelo projeto de hegemonia regional da Rússia, usando a zona como cenário de enfrentamento ao imperialismo estadunidense.

Agora as populações no norte da Síria também têm que lutar contra a propagação contínua do vírus em sua região. A Administração Autônoma de Rojava está enfrentando esse outro perigo em uma frágil situação pela dificuldade de manter seu sistema sanitário em meio ao conflito bélico. Neste momento, todas as organizações populares deveriam agir dentro de suas possibilidades para contrapor a guerra e proporcionar ajuda aos povos curdo, árabe e assírio, respeitando suas autonomias e o direito à autodeterminação de seus territórios. Diante do silêncio cínico e hipócrita dos Estados e das burguesias, nós, anarquistas do mundo, reiteramos mais uma vez toda a nossa solidariedade internacionalista e a partir de baixo com a Revolução de Rojava, para que ela triunfe sobre a pandemia do vírus e da guerra.

De fato, quem continua uma guerra enquanto, ao mesmo tempo, os serviços de saúde do mundo estão saturados por culpa da epidemia de Covid-19, são duplamente criminosos.

Abaixo todas as guerras!
PELA VIDA E A LIBERDADE! VIVA ROJAVA!

imageThomas Friedman e a desinformação da “burrice” Jan 16 by BrunoL 0 comments

No dia 03 de janeiro de 2020 ainda antes da resposta iraniana ao ato terrorista autorizado pelo presidente do Império Donald Trump, o célebre articulista e ex-editor do New York Times, Thomas Friedman, produziu um artigo de opinião que correu o mundo ocidentalizado. O título em inglês é “Trump kills Iran’s most overrated warrior”. E a linha de apoio afirma. “Soleimani pushed his country to build na empire, but drove it into the ground instead”. (neste link: https://www.nytimes.com/2020/01/03/opinion/iran-general-soleimani.html)

imageO atentado contra o general Soleimani e as mudanças no cenário do Oriente Médio Jan 08 by BrunoL 0 comments

O ataque com drone realizado pelos Estados Unidos no Iraque, ocorrido no dia três de janeiro de 2020 incendiou o Oriente Médio, abrindo maiores possibilidades a respeito da escalada das tensões entre a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América. Isso aconteceu pelo fato de entre as vítimas do ataque, estar o tenente-general Iraniano Qassem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) e da Força Qods (conhecida como Força Expedicionária, destacamento da Guarda revolucionária responsável por operações no exterior) assim como o comandante das Forças de Mobilização Popular (PMU da sigla em inglês, al-Hashdi ash-Sha’bi), Abu Mahdi al-Muhandis, uma das mais importantes milícias iraquianas, estabelecida para garantir o recrutamento massivo inter-étnico e inter-religioso.

imageRecortes e apontamentos sobre a invasão otomana-salafista iniciada em outubro 2019 contra Rojava e a... Okt 20 by BrunoL 0 comments

As palavras que seguem procuram fazer uma “abordagem compreensiva”, como uma análise mais de corte teórico, com aportes ideológicos para além da geopolítica clássica aplicada no Oriente Médio. Tampouco quero reproduzir a trama no Sistema Internacional em si. Como alguém que estuda a região há três décadas, sem contar com o envolvimento no apoio político às causas da Unidade Árabe, Libertação da Palestina (dois povos, dois Estados), soberania política do Líbano (país de meus ancestrais paternos) e direito e reconhecimento de etnias sem território e minorias perseguidas, tenho o cuidado de ao menos aportar informação precisa e conceitos com o rigor necessário para interpretar os fenômenos. Este texto também pode ser lido como um manifesto CONTRA uma visão orientalista da região, essencialista do fenômeno do islã político e utilitária dos destinos dos povos.

imageIsrael/Palestina: Os bastidores do presente conflito Jul 30 by Ilan S. 0 comments

O Egipto insiste em dissolver o domínio da ramificação da Irmandade Muçulmana que constitui o Hamas na Faixa de Gaza. Israel "só" quer sabotar a cedência / compromisso do Hamas junto da Autoridade Palestiniana na Cisjordânia. O contexto político relevante para a situação actual começa em Novembro de 2012 com o acordo entre Israel e o Hamas promovido pelo Egipto (sob a «chancela» de Hillary Clinton). [English]

more >>

imageO que nós pensamos sobre a atual crise no Iraque? Aug 17 0 comments

A crise do Iraque já se arrasta há décadas. Tanto o regime Saddam Hussein tanto quanto sob a atual "democracia", desde a invasão de 2003, não há liberdade, justiça social, igualdade e há poucas perspectivas para aqueles que são independentes aos partidos políticos no poder. Além da brutalidade e discriminação contra as mulheres e as minorias, um grande abismo foi criado entre os ricos e os pobres, fazendo com que os pobres ficassem cada vez mais pobres e os ricos mais ricos.

textLIBANO: uma falsa paz entre uma guerra interrompida e aquela que se anuncia Sep 02 FdCA 0 comments

Os exércitos europeus estão em vias de se posicionarem no Sul do Líbano – sob a bandeira da ONU, em nome da UE e da NATO - fiando-se em que o Tsahal (exército de Israel) retire as suas tropas e navios, e recolha os aviões aos hangares.

© 2005-2021 Anarkismo.net. Unless otherwise stated by the author, all content is free for non-commercial reuse, reprint, and rebroadcast, on the net and elsewhere. Opinions are those of the contributors and are not necessarily endorsed by Anarkismo.net. [ Disclaimer | Privacy ]