Other Press
|
Recent articles by Ateneu do Cerro (Uruguai)
This author has not submitted any other articles.
Recent Articles about Argentina / Uruguai / Paraguai Community strugglesMientras preparan el ajuste, recibamos este 2012 con lucha y organizac... Dec 30 11 La juventud, hija del Argentinazo, sale a la calle Dec 22 11 Desde los barrios de Rosario pudimos mostrarle a los empresarios que s... Dec 02 11 Coluna Cerro-Teja argentina / uruguai / paraguai |
community struggles |
news report
Thursday September 03, 2009 05:00 by Ateneu do Cerro (Uruguai)
![]() 1º de Maio de 2009 Relato da 26ª Marcha da Coluna Cerro-Teja, expressão de resistência e de luta popular realizada há anos no Uruguai, sempre no Primeiro de Maio. Neste artigo, um militante do Ateneu do Cerro, uma entidade comunitária, relata esta mobilização popular, tratando do contexto de lutas uruguaio, dos atos e discursos realizados pelos participantes da Coluna e enfatizando as reivindicações e homenagens das entidades presentes. COLUNA CERRO-TEJA1º DE MAIO DE 2009Ateneu do Cerro (Uruguai)Era meio dia, um grupo de 50 pessoas caminhava pela Rua Grécia até o lugar de concentração: a Curva da Grécia. Iam com faixas e bandeiras de organizações sociais. Havia-se anunciado possíveis chuviscos e, todavia, um sol morno trazia um pouco de calor e de otimismo. “Da forma como o dia está, podemos esperar boa participação”, comentava um dos presentes. Em poucos minutos foram chegando à Curva da Grécia, de diferentes pontos do bairro, gente que vinha participar da marcha. O carro de som tocava o Tango 1º de Maio e a Internacional, e dizia quais eram as questões sociais priorizadas neste encontro popular. Esta era a 26ª marcha, nas ruas desde um pouco antes da queda da ditadura, e daquele momento até o presente. Ininterruptamente caminhamos estes quase 10 quilômetros até o Ato Central, reivindicando um passado, necessidades do presente e uma utopia que segue pulsando nos corações dos trabalhadores. Já há alguns anos dois breves atos são realizados neste trajeto: um na Praça Mártires, da indústria frigorífica, no limite do Cerro, e outro na Praça 25 de Maio, lugar em que há uma placa que recorda queridos companheiros que tombaram na luta, “desaparecidos”, todos por lutar por um mundo melhor, por justiça e liberdade. Comunicado da indústria frigorífica, lido na Praça Mártires pelo militante do Cerro, Omar García. Companheiras e companheiros: Mais um ano realizamos aqui um ato para homenagear os companheiros mártires da indústria da carne. Nas breves palavras que se pronunciam aqui no Cerro, sempre se menciona uma parte de nossa história operária, sejam as do início do século ou dos finais, mais recentes, como a de Colagel, que recordamos e homenageamos no ano passado. Este ano queremos insistir fortemente na necessidade de trabalhar nos problemas que nossa classe trabalhadora possui, aqueles que dia a dia vemos em nosso bairro. Os problemas da educação com sua falta de recursos e a desistência dos jovens, as graves faltas de atenção na saúde, a precariedade e a falta de trabalho, os problemas de moradia, a droga como um castigo a mais para os de baixo. Os meios de comunicação tratam destes temas, mas poucas vezes dão atenção a outros culpados, senão nós mesmos, os de baixo. A insegurança e a guerra de pobres contra pobres parecem não ser analisadas por quase ninguém nos meios de comunicação; ninguém fala do sistema que produz marginalidade, que sustenta e impulsiona o consumo a qualquer custo, que precisa cada vez menos da mão-de-obra, mas que quer gerar consumidores. Por isso devemos apostar mais uma vez no esforço de nos unirmos e fortalecermos os espaços que permitam resistir aos golpes deste cruel sistema, lutando pelo resgate dos valores da classe, lutando por nossos direitos. Participando, fortalecendo e nos aproximando das lutas sindicais, dos centros de educação, das coordenadorias e comissões de bairro; as organizações sociais. Recorrendo mais uma vez à nossa rica história operária, que legou a nós sua experiência e sua dedicada vida, podemos dizer que, sem dúvida, devemos fazer desta uma história nossa. Para seguir adiante, levantando as mesmas bandeiras de construção e de luta. * Pela construção de um bairro forte e solidário! * Por um 1º de Maio classista e combativo! * Salve os Mártires de Chicago! * Porque recordar suas lutas é sinônimo de seguir na construção de uma cultura de dignidade, luta e esperança para nosso bairro e para a classe trabalhadora em geral! * Salve os Mártires da indústria da carne: salve Spala, salve Muñoz, salve Motta, salve Paleo! * Salve o 1º de Maio. Salve o Cerro. Arriba los que luchan! No trajeto que vai do Cerro à Praça 25 de Maio mais gente foi se somando. O grupo maior havia se concentrado na própria praça. Um grande cartaz com um rosto destacava-se em uma coluna, recordando Tabaré, e ali estava seu rosto, de um querido militante de La Teja morto recentemente. Neste breve ato falaram dois companheiros: Adriana Fernández, do Ateneu do Cerro e do Centro de Assistência do Sindicato Médico do Uruguai (CASMU), e Fábio, do Ateneu Carlos Molina e do sindicato dos metalúrgicos. Abaixo o comunicado que foi lido por eles. Companheiros trabalhadores, desempregados, aposentados, estudantes, comerciantes. Vizinhos. Mais um Primeiro de Maio estamos juntos, unidos nesta coluna que é expressão de resistência e de luta. Que expressa suas reivindicações, suas denúncias, seus desejos de um futuro melhor, possível para a classe trabalhadora. Este ano começou anunciando que o desemprego baixava a níveis nunca vistos, mas sabemos que o certo é que os empregos que são gerados agora são os mesmos que hoje se encontram nos jornais: empresas de segurança, serviços, todos pagando salário mínimo ou menos. Precários, com poucos ou nenhum direito. Histórias que nestes bairros bem conhecemos: gastar parte do pequeno salário em transporte, nem falar de comer. Estes são os empregos que aqui podemos ver e ter. Em relação ao trabalho autônomo, temos que saudar e nos solidarizar com a luta que sustentam aqueles que trabalham com a classificação e reciclagem de materiais, por melhorias de condições e para que aquilo que são as fontes de seu trabalho não seja fechado. Falando de empregos e de perda de direitos, nos solidarizamos com os trabalhadores do CASMU, que têm resistido, lutando contra a diminuição de salários proposta pelo governo, contra as ameaças de ficar sem emprego e as indignas declarações de dirigentes do sindicato médico. Os trabalhadores que não recebem não comem, e a maioria não tem conta no banco para colocar ou aplicar o salário. Esta luta não aceita a proposta de essencialidade[1], dizia o cartaz que levavam as companheiras do CASMU há alguns dias. Para comer o salário é imprescindível. Outras lutas sindicais por recursos trabalhistas e melhorias de vida do trabalhador foram levadas a cabo pelos companheiros metalúrgicos. A mesa regional da União dos Trabalhadores Metalúrgicos e Ramos Afins (UNTMRA) aqui presente conta que este ano é muito importante para a luta pela defesa da organização sindical dos furiosos ataques das patronais reacionárias; que, alegando que chegou a crise, tomam medidas unilaterais que atropelam os trabalhadores como: demissões; obrigação de os trabalhadores aceitarem o seguro por interrupção de trabalho ou desemprego[2]; terceirização dos processos de produção; violação dos contratos coletivos, acabando com a regulamentação do trabalho e das relações trabalhistas, empurrando centenas de companheiros à marginalização e à pobreza por perderem suas frentes de trabalho. Exemplo disso são as empresas: SOMIL (NORDEX), MOTOCICLO, JASPE, BADER, SENDA (BRANA), TEXTILES e outras. Diante desta situação, os trabalhadores vêm desenvolvendo medidas de paralisação e de mobilização; para resistir a este golpe patronal, para que os trabalhadores não paguem pela crise: 1.) redução da jornada sem perda de salário 2.) que se respeitem os contratos coletivos 3.) rotação do seguro por interrupção de trabalho ou desemprego[3] 4.) capacitação dos trabalhadores com recursos do “fundo de recuperação do trabalho”[4] A luta também é para fortalecer a organização e fazer de cada centro de trabalho um baluarte de unidade em que essas patronais quebrem a cara em suas tentativas de despojar os trabalhadores de seus direitos. A droga e a prisão são alguns destinos cruéis para as novas gerações que provêem de nossos bairros. Prisões abarrotadas de gente jovem e pobre são uma das perversas caras de um sistema que tem gente demais. As prisões de nosso país, tristemente famosas, são exemplos de violações de direitos humanos, em quase sua totalidade superpopuladas. Quantas alternativas reais existem hoje? No setor educativo, podemos escutar as denúncias de docentes agremiados de nossa região, que falam que a nova lei de educação tira a pouca autonomia que havia, sendo que agora o setor dependerá mais ainda das orientações neoliberais dos organismos internacionais de crédito. Lembramos que seguem sendo processados os quatro companheiros que resistiram à repressão no parlamento. Que os pagamentos estão abaixo de 25% da cesta básica e outra coisa que podemos ver: mais de 40 e 50 garotos por classe nas escolas, sem salas nem condições dignas para estudar. A desistência no estudo deveria ser um problema e não algo a estimular, mas ninguém vai querer ficar em um lugar onde claramente parece sobrar. Do mesmo modo, podemos nos referir a nossa escola pública: classes superlotadas, problemas de violência cotidiana entre as crianças e docentes mal pagos. Por isso devemos estar ali, defendendo a educação de nossos filhos, assim como a saúde e todos aqueles direitos que sempre são dizimados e atacados pelos de cima. Este ano de eleições está cheio de campanhas milionárias de publicidade, de promessas de pouca duração que parecem brincadeiras com a miséria e a precariedade. Sobram discursos e os políticos parecem descobrir no último minuto os problemas dos de baixo. Cada qual põe seu coração onde quer, mas é necessário que, para além de todas as bandeiras, os de baixo, os trabalhadores, estejam trabalhando, lutando por seus direitos, a partir dos espaços próprios, a partir das organizações comunitárias, a partir dos sindicatos, em volta da criançada no bairro, buscando abrir espaços para a cultura, a autogestão, o apoio mútuo, em que se resista ao despojo dos de cima e à criminalização da pobreza. É necessário, e a situação requer, que lutemos para que o individualismo e o desinteresse não tomem conta de nós. Que defendamos o que acreditamos, que não tenhamos vergonha de denunciar a contaminação[5], a venda dos recursos que são de todos, a má distribuição de renda, a impunidade dos poderosos. Esta impunidade que se quis legitimar, e a qual nosso povo uma vez mais combate, dizendo aos impunes assassinos que não há esquecimento e nem perdão, que nossas organizações populares redobrarão esforços para que, em novembro, anulemos a lei de caducidade. Nossos bairros têm uma valiosa história de solidariedade e dedicação, de luta e de esperança da classe, uma história que nos obriga a não nos rendermos, a não nos entregarmos e a nos comprometermos completamente. Antes de seguir caminho, companheiros, homenageamos àqueles que nunca esqueceremos, àqueles que levamos conosco, àqueles que entregaram sua vida com sua contribuição cotidiana de luta e não de falta de firmeza. Sabemos que é levantando suas bandeiras e continuando sua luta que faremos justiça a eles. Salve: Alberto Pocho Mechoso, Plomito Adalberto Soba, Julio César Rodríguez, Ari Cabrera, Asunción Artigas de Moyano, Laureano Montes de Oca, Graciela Basualdo, Gustavo Goicochea, Walter Zanzo, Carlos Flores, Mario Robaina, Tito “Quique” Casialdi, Gauchito Idilio de León, Justo Pilo e, em seus nomes, os de todos os lutadores sociais. * Por um 1º de Maio classista e combativo! * Por independência de classe! * Salve Cerro! Salve Teja! Salve o 1º de Maio! * Salve os Mártires de Chicago! Antes de seguir seu trajeto, a coluna colocou-se de frente à figura de Tabaré Ledesma e, do alto-falante, disseram algo simples, mas muito sentido pelos presentes: “Tabaré estará sempre entre nós!”. O sol não diminuía muito, os quilômetros percorridos esquentavam um pouco os corpos e mais gente se somava à coluna. Ao chegar a Arroyo Seco, já próximo do Palácio Legislativo e da Praça Mártires de Chicago, os companheiros da Tendência Sindical esperavam para incorporar-se também à marcha. Tinham realizado um ato horas antes e estavam ali concentrados. Com as características músicas Tango 1º de Maio e Internacional, além das próprias palavras de ordem, acordadas na coordenação de organizações sociais organizadoras, a Coluna entrou pela avenida que conduz ao ato. As pessoas aplaudiam-na, pessoas que conheciam o esforço por ela realizado, os quilômetros percorridos. Havia entre três e quatro quarteirões de gente quando a marcha tomou contato com o Ato Central. Este contava com uma quantidade de gente aproximadamente semelhante. E coisas que importavam colocavam-se no sentimento e fora deste espaço concreto: as lutas dos trabalhadores, os Mártires de Chicago, nossos mártires populares, as oito horas, a esperança de uma sociedade diferente que esta data tanto simboliza. Notas do tradutor: 1. Limitação dos direitos de greve, quando trabalhadores de setores considerados “essenciais” devem trabalhar ainda que haja greve. 2. Quando uma empresa entre em crise ou fecha as portas, os trabalhadores recebem por seis meses somente meio salário. Apesar de ter sido uma conquista do movimento popular, estes seguros refletem o prejuízo das classes exploradas em tempos de crise, pois as empresas alegam dificuldades e empurram os trabalhadores para o seguro, com objetivo de conter custos. 3. Reivindica-se que não haja demissões em empresas em crise e que nestes casos se faça um rodízio para que o trabalhador não perca seu emprego. 4. Fundo do Estado para recuperar empresas que não têm possibilidade de continuar em funcionamento ou empresas que fecharam as portas e que podem funcionar de outra forma, com produção reduzida ou com menos trabalhadores. 5. Contaminações realizadas por indústrias em regiões comunitárias em que hoje vive grande parte da população pobre. * Tradução Felipe Corrêa |
Front pageExigimos la presentación con vida de David Venegas Reyes Irã: prenúncio de mais uma invasão imperialista. Perú: Ollanta Humala y el gobierno nacionalista الأناركيون و الإشتراكيون الثوريون في مصر Which way forward for the 99%? A 10 años del levantamiento de diciembre de 2001 Los libertarios vuelven a la Federación de Estudiantes de la Universidad de Chile (FECH) Un paso adelante, ¿dos atrás? Balance político del 2011 en Colombia بيان تضامن التحرريين الأممين مع نضال شعب م Iran-Israel: non aux menaces de guerre de l’Etat israélien Να προχωρήσουμε ένα βήμα πιο πέρα Semana de Lucha (14-18 Nov) contra el Pacto Social y por la Huelga General A un año de la muerte de Georges Fontenis The Egyptian military council promotes sectarian strife and massacres protestors Build on the Anarchist and Revolutionary Potentialities of the Occupy Wall Street Movement. Intimidación Policial y Detención de 24 Compañeros en Oaxaca de Magón, México نداء من اجل ملتقى أممي في تونس 6 settembre, sciopero generale di lotta e indignazione Sobre el encuentro de Barrancabermeja: un paso adelante para el movimiento popular colombiano London burns - causes & consequences of the riots - an anarchist perspective Los libertarios y las Bases para un Acuerdo Social por la Educación Chilena Latest NewsArgentina / Uruguai / Paraguai | Community struggles | News Report | pt Tue 14 Feb, 02:37
Opinion and AnalysisSorry, no stories matched your search, maybe try again with different settings. Press ReleasesSorry, no press releases matched your search, maybe try again with different settings. |