user preferences

New Events

International

no event posted in the last week

Upcoming Events

International | Anarchist movement

no events match your query!
Recent articles by BLR
This author has not submitted any other articles.
Recent Articles about International Anarchist movement

KDVS Interview with Lucien van der Walt, co-author of "Black Flame" Jan 28 10 by Richard Estes and Ron Glick

Real Green Consumption Jan 26 10 by Alex Bradshaw

The world commune of grassroots communities Jan 25 10 by Ilan Shalif

Raízes da Organização Política dos Anarquistas – fundamentos (1)

category international | anarchist movement | debate author Friday July 10, 2009 12:07author by BLR - FAGauthor email blrocha at autistici dot org Report this post to the editors

O modelo de organização política de minoria ativa

Existe algo no anarquismo, fundamental para a sua própria existência, que ainda é mal explicado e pouco aprofundado. Isto é, seu modelo de organização política. A confusão é tanta, que vários militantes experientes chegam a afirmar que a ideologia é anti-política. Para superar tamanha confusão, quero oferecer aqui uma breve recordação de nossa história política. Como o título do texto já afirma, não se trata de uma novidade para o universo da política. A forma organizativa dos anarquistas militantes remonta ao início de nossa conformação.

A Cavalaria Negra, arma de guerra do Exército Insurrecional dos Camponeses da Ucrânia, foi a experiência germinal da teoria política do anarquismo em meio a um processo revolucionário com múltiplos agentes políticos e sociais.
A Cavalaria Negra, arma de guerra do Exército Insurrecional dos Camponeses da Ucrânia, foi a experiência germinal da teoria política do anarquismo em meio a um processo revolucionário com múltiplos agentes políticos e sociais.

RAÍZES DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DOS ANARQUISTAS – FUNDAMENTOS (1)

BLR

Se são novos ou inexistentes os estudos sobre o tema, se esta forma de fazer política não se transformar nem em objeto estudo, e menos ainda em conceito difundido, isto tem razões e motivos. Primeiro, dentro da academia burguesa, ou seja, das universidades do ocidente capitalista, a máquina de moer carne dos marxismos sempre fez questão de fazer “ciência” humana e social aos moldes de 1984 de Orwell. Assim, a omissão histórica é uma forma indolor para quem o faz de fazer desaparecer a dor de milhares de militantes.

Como a política em geral não tem regras, o nosso “desaparecimento histórico e político” se deu devido à correlação de forças no interior do campo acadêmico e de publicações. Outra responsabilidade pelo desaparecimento da federação anarquista como modelo de organização política, também ocorre porque muitas vezes os debates travados nos intestinos das esquerdas não estatistas não encontram eco entre os proclamados fazedores de teoria. Em função desses elementos que apresento aqui e de outros que faltam expor, houve pouco ou nenhum debate do anarquismo como ferramenta política organizativa. Por esforço de gente humilde e abnegada, tal fato está mudando.

Como é de conhecimento geral, uma organização política é composta por militantes especificamente aderentes a um corpo ideológico-doutrinário. E, pelo modelo adotado desde o início no interior da ala federalista, uma organização política anarquista não é aberta para a filiação de todas e todos. É um grupo fechado, com adesão voluntária, mas individual e paulatina. Por não ser de massas, em contraposição, está no formato de quadros, sem filiação aberta e cujo grau de compromisso dá-se através dos círculos concêntricos. E, na sua estruturação interna, se encontra a divisão jurídico-político-administrativa, com instâncias de participação, de comissão de ética e conduta, de administração interna (como finanças e tesouraria), de corpo político-técnico e de outras atividades especializadas.

Há que se ressalvar que a forma especifista/organicista/plataformista não é a única do anarquismo. Outras vertentes propõem o modelo “federação de grupos” (conhecido também como federação de síntese, ou sintetista) e também a forma “grupos de afinidade (que podem chegar a se organizar em uma federação de grupos ou redes). A maior parte da literatura, mesmo a ontologicamente vinculada ao anarquismo, tem uma abordagem da filosofia política dos que professam esta ideologia, e pouca atenção dão à estrutura orgânica e administrativa de suas organizações.

O foco do texto é justamente iniciar o debate a respeito dessa estrutura. Isto porque são mais conhecidas as grandes divisões do anarquismo em forma de filosofia política. Em geral associa-se a tradição de pensamento aderida à organização específica do anarquismo como anarco-comunista, vinda dos coletivistas de Bakunin. A ala que não entende a necessidade de separar o nível político do político-social deu na síntese das idéias de anarquismo e sindicalismo, resultando no anarco-sindicalismo. Nesta vertente, em seu interior atuaram grupos de afinidade e federações, como é o exemplo da Federação Anarquista Ibérica (FAI), fundada em 1927.

Os chamados círculos concêntricos, embora não seja exclusividade, em geral se atribui aos aderentes da ideologia anarquista esta forma de se organizar. Esta modalidade ganha definições ao longo de sua história, tais como: organicismo, plataformismo, especifismo. Este modelo compreendido por este militante remonta a esta tradição, obviamente por fora do jogo eleitoral e que não se enquadra apenas nas tipificações da filosofia política anarquista.

Para fins didáticos e termos comparativos, a modelagem organizativa se refere a uma organização de quadros, com estrutura de círculos de compromisso e adesão (concêntricos) e com democracia interna. No campo doutrinário, se vê como interlocutor de uma frente de classes (mas não exclusivista de um setor de classe); opera para a sociedade através de um viés classista e de maiorias. Em geral, se admite e reivindica a origem nacional e popular (mas sem nacionalismos na forma de estatismos, com ênfase no anti-imperialismo) e necessariamente é uma organização programática. Ou seja, tem uma intencionalidade finalista (de ruptura) e se move ano a ano visando acumular forças para este objetivo.

BLR é militante da Federação Anarquista Gaúcha (FAG)

Related Link: http://www.vermelhoenegro.org/fag/leiaformacao.php?titu...75fa1
This page can be viewed in
English Italiano Deutsch
Usines sans patrons : la crise économique de 2001 en Argentine

Latest News

International | Anarchist movement | pt

Tue 09 Feb, 18:47

browse text browse image

jose_danton_politica_aliancas.jpg imageMais 6 lançamentos da Biblioteca Virtual Faísca! 12:08 Wed 30 Sep by Faísca Publicações Libertárias 0 comments

textSobre o Anarkismo.net 03:48 Mon 11 Feb by Anarkismo Editorial Group 0 comments

Opinion and Analysis

imageEspecifismo Nov 11 by Adam Weaver 2 comments

imageO Problema Organizacional e a Idéia de Síntese Oct 29 by O Grupo dos Anarquistas Russos no Estrangeiro (Dielo Truda) 0 comments

imageA Internacional dos Trabalhadores Oct 25 by James Guillaume 0 comments

imageAção Direta Jun 15 by Emile Pouget 0 comments

imageSobre a Política de Alianças Mar 02 by José Antonio Gutiérrez Danton 0 comments

more >>

Press Releases

textSobre o Anarkismo.net Feb 11 Anarkismo 0 comments

© 2005-2010 Anarkismo.net. Unless otherwise stated by the author, all content is free for non-commercial reuse, reprint, and rebroadcast, on the net and elsewhere. Opinions are those of the contributors and are not necessarily endorsed by Anarkismo.net. [ Disclaimer | Privacy ]