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Ação Direta

category internacional | movimento anarquista | opinião / análise author Monday June 15, 2009 08:16author by Emile Pouget Report this post to the editors

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Trechos do texto clássico "L'Action Directe", em que Emile Pouget - um dos maiores representantes do sindicalismo revolucionário - trata da questão da ação direta . O sindicalismo revolucionário teve significativa influência em nossa corrente (especifista), principalmente por seus aspectos classistas e pela ênfase que deu à participação dos anarquistas no seio da luta de classes.
Emile Pouget
Emile Pouget

AÇÃO DIRETA

Emile Pouget

A ação direta é a simbolização do sindicalismo agente. Essa fórmula é representativa da batalha travada contra a exploração e a opressão. Ela proclama, com uma clareza que traz em si, o sentido e a orientação do esforço da classe operária no assalto empreendido por ela, e sem trégua, ao capitalismo. A ação direta é uma noção de tal clareza, de tão evidente limpidez, que se define e se explica por seu próprio enunciado. Ela significa que a classe operária, em reação constante contra o meio atual, nada espera dos homens, das potências ou das forças exteriores a ele, mas que ela cria suas próprias condições de luta e retira de si mesma seus meios de ação. Significa que, contra a sociedade atual, que só conhece o cidadão, ergue-se doravante o produtor. Este, tendo reconhecido que um agregado social é modelado sobre seu sistema de produção, entende combater diretamente o modo de produção capitalista para transformá-lo, eliminar o patrão e conquistar, assim, sua soberania à oficina – condição essencial para fruir a liberdade real.

A ação direta aparece, assim, como sendo apenas a materialização do princípio de liberdade, sua realização nas massas: não mais em fórmulas abstratas, vagas e nebulosas, mas em noções claras e práticas, geradoras da combatividade que exigem as necessidades do momento; é a ruína do espírito de submissão e de resignação, que debilita os indivíduos, faz deles escravos voluntários, – e é o florescimento do espírito de revolta, elemento fecundando sociedades humanas.

A ação direta é a liberação das multidões humanas até aqui modeladas à aceitação das crenças impostas, é sua ascensão ao exame, à consciência. É o apelo a todos para participar da obra comum: cada um é convidado a deixar de ser um zero humano, a não mais esperar de cima ou do exterior sua salvação; cada um é incitado a pôr as mãos na massa, a não mais suportar passivamente as fatalidades sociais. A ação direta fecha o ciclo dos milagres – milagres do céu, milagres do Estado – e em oposição às esperanças nas “providências”, de qualquer espécie que seja, ela proclama a colocação em prática da máxima: a salvação está em nós próprios!

Essa obra preparatória do futuro não está, graças à ação direta, de forma alguma em contradição com a luta cotidiana. A superioridade tática da ação direta é justamente sua incomparável plasticidade: as organizações que sua prática vivifica não se contentam em confinar-se na espera, em postura hierática, da transformação social. Elas vivem o movimento que passa com toda a combatividade possível, sem sacrificar nem o presente ao futuro, nem o futuro ao presente. Assim, resulta, dessa aptidão para fazer frente simultaneamente às necessidades do momento e àquelas do porvir, e dessa concordância entre a dupla tarefa a empreender de frente, que o ideal perseguido, longe de ser obscurecido ou negligenciado, encontra-se, por isso mesmo, clarificado, precisado, mais bem entrevisto.

Portanto, a ação direta é a clara e pura concreção do espírito de revolta: materializa a luta de classes que ela faz passar do campo da teoria e da abstração ao campo da prática e da realização. Em conseqüência, a ação direta é a luta de classes vivida no dia-a-dia, é o assalto permanente contra o capitalismo.

Não há, pois, forma específica da ação direta. Alguns, muito superficialmente informados, explicam-no por uma ampla destruição de vidraças. Satisfazer-se com tal definição – agradável para os vidraceiros – seria considerar esse desenvolvimento da força proletária sob um ângulo verdadeiramente estreito; seria reduzir a ação direta a um gesto mais ou menos impulsivo, e seria omitir o que faz dela seu grande valor, seria esquecer que ela é a expressão simbólica da revolta operária.

* Seleção : Felipe Corrêa
* Tradução : Plínio A. Coêlho

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