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Declaração anarco-comunista sobre a crise econômica mundial e a reunião do G20

category internacional | economia | comunicado de imprensa author Thursday November 27, 2008 13:59author by Anarkismo Report this post to the editors

Declaração internacional anarco-comunista sobre a crise econômica mundial e a reunião do G20, assinado por Alternative Libertaire (França), Federazione dei Comunisti Anarchici (Itália), Melbourne Anarchist Communist Group (Austrália), Zabalaza Anarchist Communist Front (África do Sul), Federação Anarquista do Rio de Janeiro (Brasil), Common Cause (Ontário, Canadá), Unión Socialista Libertária (Peru), Union Communiste Libertaire (Québec, Canadá), Liberty & Solidarity (Reino Unido), Asociación Obrera de Canarias (África) e Anarchistische Föderation Berlin (Alemanha). [Français] [Castellano] [Italiano] [Ελληνικά] [Polska] [Deutsch] [中文] [عَرَبيْ ] [Nederlands] [English]

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1. A crise atual é típica das crises que aparecem regularmente na economia capitalista. A “superprodução”, a especulação e o subseqüente colapso são inerentes ao sistema. (Conforme Alexander Berkman e outros apontaram, o que os economistas capitalistas chamam de superprodução é, na verdade, um problema de baixo consumo: o capitalismo impede que um grande número de pessoas satisfaçam suas necessidades e, por isso, mina seus próprios mercados.)

2. Qualquer solução para a crise dada pelos capitalistas e governos continuará a ser uma solução dentro de capitalismo. Não será uma solução para as classes populares. Na verdade, como em todas as crises, os trabalhadores e os pobres estão pagando – enquanto o capital financeiro está sendo afiançado com enormes somas de dinheiro. É provável que isso continue. Nenhuma transformação dentro do capitalismo pode resolver os problemas das classes populares; menos ainda, tal solução pode ser esperada de individualidades do mundo da política, como Barack Obama. O que esses políticos podem fazer é ajudar a encontrar uma saída para os capitalistas, e talvez, jogar algumas migalhas para a classe trabalhadora.

3. Os auxílios econômicos aos bancos mostram não apenas quais interesses são defendidos pelos Estados, mas também o tão irreal compromisso capitalista com o livre mercado. Ao longo da história, os capitalistas vêm defendendo o mercado quando isso lhes convém, e a regulação estatal e os subsídios quando precisam deles. O capitalismo nunca poderia ter existido sem o apoio do Estado.

4. Nos E.U.A, no Reino Unido e no resto do mundo, os auxílios tomaram a forma de nacionalização das instituições financeiras com problemas – com o apoio total do capital. Isto mostra que os capitalistas não têm qualquer problema fundamental com a propriedade estatal, e que a nacionalização não tem nada a ver com o socialismo. Ela também pode ser um método de oprimir a classe trabalhadora. Nós mesmos, e não o Estado, precisamos assumir o controle da economia.

5. Devido à globalização do capital sob o neoliberalismo, a classe dominante reconhece que a solução deve ser global. O G20 está reunido desde 15 de novembro para discutir a crise. Isto é muito significativo. Os governantes dos E.U.A, da Europa e do Japão compreenderam que eles não podem lidar com a crise sozinhos; precisam, não só de um ao outro, mas de outras potências, notavelmente a China (que está emergindo como uma potencia industrial de primeiro nível, e esta à caminho de se tornar a terceira maior economia mundial). Índia, Brasil e outras economias “emergentes” terão lugares à mesa. Isto indica um reconhecimento – que está em discussão há alguns anos – que o G8, sozinho, não é mais o fator decisivo na economia mundial. Isto marca uma mudança no funcionamento do sistema econômico global.

6. Não temos nenhuma esperança na inclusão de novas potências capitalistas. Governantes da China podem se declarar socialistas; outros, como Lula do Brasil e Motlanthe da África do Sul, podem apresentar-se em momentos como defensores dos pobres. Mas, na verdade, todos são defensores do capitalismo, exploradores e opressores do povo de seus próprios países, e, cada vez mais, imperialistas ou sub-imperialistas exploradores do povo de outros países.

7. Se da crise queremos que saia algo que não seja a derrota completa das classes populares em todo o mundo, mais pobreza, exploração e guerra, as classes populares devem se mobilizar. Temos de exigir auxílios econômicos, não para os capitalistas, mas para nós. Nós anarco-comunistas vamos lutar por aqueles que conseguiram um lar por meio de créditos, sendo auxiliados para poderem manter seus lares. Vamos continuar a apoiar e a participar da luta por empregos com melhores salários e menos horas, habitação, serviços básicos, serviços de saúde, assistência social e educação, proteção do meio ambiente. Lutamos por um fim às guerras imperialistas e à repressão da nossa classe e suas lutas.

8. Apresentamos essas demandas em resposta à reunião do G20, e continuaremos a apresentá-las no futuro. Através de tais demandas, e através da ação direta, nós iremos trabalhar no sentido de construir um movimento global das classes populares que podem colocar um fim ao capitalismo, ao Estado e às crises que eles geram.

Assinado:

Alternative Libertaire (França)
Federazione dei Comunisti Anarchici (Italia)
Melbourne Anarchist Communist Group (Australia)
Zabalaza Anarchist Communist Front (Africa do Sul)
Federação Anarquista do Rio de Janeiro (Brasil)
Common Cause (Ontario, Canadá)
Unión Socialista Libertaria (Perú)
Union Communiste Libertaire (Québec, Canadá)
Liberty & Solidarity (Reino Unido)
Asociación Obrera de Canarias/Ēššer Ămăhlan n Təkanaren (África)
Anarchistische Föderation Berlin (Alemanha)


* Tradução Alejandra Cadenasso

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Employees at the Zarfati Garage in Mishur Adumim vote to strike on July 22, 2014. (Photo courtesy of Ma’an workers union)

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