user preferences

Sumário + editorial do Caderno «Luta Social» Nº3

category iberia | workplace struggles | link para pdf author Sunday November 16, 2008 19:31author by Colectivo Luta Social*author email iniciativalutasocial at gmail dot com Report this post to the editors

[Publicação do Colectivo «Luta Social», um colectivo anti-capitalista e anti-autoritário, baseado em Portugal] [English]

Sumário do Caderno «Luta Social» Nº 3 (Novembro 2008)

- EDITORIAL
- COMITÉS SYNDICALISTES REVOLUCIONAIRES
- SINDICALISMO E MOVIMENTOS SOCIAIS
- CARTA ABERTA A TODOS OS TRABALHADORES
- POR UM NOVO ASSOCIATIVISMO AMBIENTAL



Para baixares em formato pdf , ir ao nosso site, abrir à direita em:

CADERNO «LUTA SOCIAL» Nº3

EDITORIAL



No meio de uma situação de grande instabilidade económica, política e social causada pelo avolumar de mais uma crise do sistema financeiro mundial, que já alastrou à «economia real» e cujo fim não se vislumbra, o nosso país está mergulhado numa «crise endógena».
Esta «crise endógena», ainda está por analisar e compreender ao nível teórico e prático (sobretudo para a acção) pela esquerda não autoritária, a esquerda não comprometida com o neo-liberalismo.

Com efeito, o nosso país é historicamente um país com um passado de império colonial, mas cedo neo-colonizado por várias potências.
Na etapa pós 25 de Abril de 1974, a viragem para a Comunidade Europeia, significou o amarrar deste país à democracia formal. Mas também representou um amarrar ao capitalismo (em contradição com o sentimento popular, pelo menos dessa altura, meados de anos 80).
Isso traduziu-se numa subordinação política e económica – num grau nunca antes visto - às potências dominantes, sem que houvesse uma consciência clara do que estava em jogo. É certo que para isso contribuiu o facto de se estar no final da «guerra fria», com uma série de tensões entre a super-potência dominante (já então os EUA) e a super-potência que em breve perderia o seu estatuto, com a queda do muro de Berlim, o desmembramento da URSS e a conversão acelerada das «democracias populares» do Leste à forma mais selvática de capitalismo, após meio século de experiência forçada de capitalismo de estado.

No meio dessa reconfiguração dos poderes e da política, a classe trabalhadora dos diversos países europeus sempre afirmou o repúdio pelas soluções impostas, pela retirada de seus direitos, contra o reforço do capitalismo, contra o aumento da precariedade e do desemprego, erigidos em arma terrorista pela entidade patronal e pelos estados, incluindo os de «democracia liberal».
Porém, devido às décadas de subordinação dos seus instrumentos de classe - os sindicatos - a interesses alheios à sua própria realidade, identidade e natureza, a classe trabalhadora esteve mal armada para a batalha. Com efeito, os dirigentes sindicais, geralmente colocados e mantidos por serem membros ou simpatizantes de determinados partidos políticos, estiveram «controlando» o movimento de massas, como capatazes úteis à casta dominante.

A traição dos dirigentes deve ser compreendida como corolário de se terem transformado paulatinamente numa casta ou «classe coordenadora», usufruindo de privilégios diversos, com estatuto - aparentemente inamovível - de «interlocutores sociais» indispensáveis, para o grande circo da «concertação social», da busca de (falso) consenso entre exploradores e explorados, para chamar a coisa pelo nome.
Porém, quer no Brasil (ver o artigo de Alexandre Samis sobre Sindicalismo e Movimentos Sociais), quer em França (ver entrevista a membros dos CSR) quer mesmo no nosso país, as organizações sindicais estão sujeitas a mudança, a rupturas por vezes, por vezes a reunificações, sobretudo a uma dinâmica das bases.

Debaixo dos nossos olhos (ver também neste número, Carta aos Trabalhadores da Educação) a luta dos docentes da escola pública, pela dignidade, pela preservação da autonomia e qualidade do próprio acto de ensinar, mostra como as pessoas se organizam espontânea, autonomamente, forçando as máquinas pesadas dos sindicatos a mexerem-se, a tomar posições que na véspera eram rejeitadas como «demasiado radicais».
Qualquer que seja o desfecho destas lutas, o certo é que a classe trabalhadora e todo o povo aprende - com a prática das lutas sociais - a auto-determinação da sua vontade, impondo aos dirigentes que respeitem o mandato que lhes foi conferido. Embora estes tenham tendência permanente para se substituir à vontade dos que os elegeram, já perderam a hegemonia sobre o movimento social.

Neste momento, em Portugal, as pessoas estão a compreender cada vez mais e melhor, que a sua auto-organização, horizontal, democrática, com uma solidariedade actuante, inter-grupos profissionais, unindo na acção todos, independentemente da sua preferência partidária ou ideológica, é a chave para conseguirem impor a sua vontade a todos os níveis, defendendo a sua dignidade, a sua subsistência e o seu futuro.
É necessário que este movimento se aprofunde e se alargue ainda mais, pois o objectivo último do mesmo será a eliminação do capitalismo, a construção do socialismo desde a base, a mudança profunda que nós designamos por «revolução social».

O Colectivo «Luta Social»

Related Link: http://www.luta-social.org
This page can be viewed in
English Italiano Deutsch
Employees at the Zarfati Garage in Mishur Adumim vote to strike on July 22, 2014. (Photo courtesy of Ma’an workers union)

Front page

Análise da crise política do início da queda do governo Temer

Dès maintenant, passons de la défiance à la résistance sociale !

17 maggio, giornata internazionale contro l’omofobia.

Los Mártires de Chicago: historia de un crimen de clase en la tierra de la “democracia y la libertad”

Strike in Cachoeirinha

(Bielorrusia) ¡Libertad inmediata a nuestro compañero Mikola Dziadok!

DAF’ın Referandum Üzerine Birinci Bildirisi:

Cajamarca, Tolima: consulta popular y disputa por el territorio

Statement on the Schmidt Case and Proposed Commission of Inquiry

Aodhan Ó Ríordáin: Playing The Big Man in America

Nós anarquistas saudamos o 8 de março: dia internacional de luta e resistência das mulheres!

Özgürlüğümüz Mücadelemizdedir

IWD 2017: Celebrating a new revolution

Solidarité avec Théo et toutes les victimes des violences policières ! Non à la loi « Sécurité Publique » !

Solidaridad y Defensa de las Comunidades Frente al Avance del Paramilitarismo en el Cauca

A Conservative Threat Offers New Opportunities for Working Class Feminism

De las colectivizaciones al 15M: 80 años de lucha por la autogestión en España

False hope, broken promises: Obama’s belligerent legacy

Primer encuentro feminista Solidaridad – Federación Comunista Libertaria

Devrimci Anarşist Tutsak Umut Fırat Süvarioğulları Açlık Grevinin 39 Gününde

The Fall of Aleppo

Italia - Ricostruire opposizione sociale organizzata dal basso. Costruire un progetto collettivo per l’alternativa libertaria.

Recordando a César Roa, luchador de la caña

Prison Sentence to Managing Editor of Anarchist Meydan Newspaper in Turkey

© 2005-2017 Anarkismo.net. Unless otherwise stated by the author, all content is free for non-commercial reuse, reprint, and rebroadcast, on the net and elsewhere. Opinions are those of the contributors and are not necessarily endorsed by Anarkismo.net. [ Disclaimer | Privacy ]